Entrei no autocarro esbaforida. Sentei-me no primeiro sítio que encontrei. Normalmente tenho sempre o lugar livre ao lado, mas desta vez, com a pressa, escolhi o primeiro que me apareceu à frente.
Tirei os auriculares da carteira, sintonizei a rádio que costumo ouvir e fiquei ali a correr o mural do facebook para ver quem foi preso hoje. De repente, apercebo-me que a perna do homem sentado ao meu lado, começou discretamente a escostar-se na minha. O espaço, de facto, era pouco. Eu tinha a carteira ao colo, o saco com a marmita, o guarda-chuva e pensei que talvez fosse impressão minha. Afastei a perna.
Minutos depois, volta a encostar, ao de leve. "Mau, Maria... isto não é da minha cabeça...", pensei. Volto a afastar. Ele volta a encostar devagarinho. Quase em câmara lenta. Olho pelo canto do olho e vejo-o a deslizar a perna como quem não quer a coisa, mas que no fundo até quer.
E eu fico a pensar o que faço... Uma pessoa não pode sair de casa um bocado mais arranjada que é isto... Ainda por cima, hoje pus perfume. E agora digo o quê? Mudo de lugar? O autocarro está cheio. Vá-se lá perceber porquê, às quartas tem sido isto...
Se me viro para dizer qualquer coisa, fico com o rosto a cinco centímetros do dele. Se calhar, é arriscado... Percebo que não faço ideia da cara do homem. Apesar de estar ao meu lado, só lhe vejo as calças de ganga. Até podia ser o Gianecchini que para mim tanto fazia. Quer dizer, se fosse o Gianecchini, certamente teria dado conta...
Se me viro para dizer qualquer coisa, fico com o rosto a cinco centímetros do dele. Se calhar, é arriscado... Percebo que não faço ideia da cara do homem. Apesar de estar ao meu lado, só lhe vejo as calças de ganga. Até podia ser o Gianecchini que para mim tanto fazia. Quer dizer, se fosse o Gianecchini, certamente teria dado conta...
Olha, voltou a encostar. A técnica é sempre a mesma. Vai deslizando devagarinho, até que ... pumba! Já está. Tenho mesmo de dizer alguma coisa....Que tal: "Olha, o teu pai é aviador?". Não... demasiado infantil. Talvez seja melhor: "Olha, não me lembro de ter andado contigo na escola". Sim, assim está bem. Pode ser que perceba. Afasto a perna pela décima vez e respiro fundo. Agora é que é. Ganho coragem e viro o rosto na direcção dele.
É nesta altura que percebo que dorme profundamente.
Ahahahahah! Tão bom! :)
ResponderEliminarNão está mal de todo, não... :-)
EliminarAhahahahahah:)
ResponderEliminarTenho uma história igualzinha a essa com um desfecho diferente: Uma sonora bofetada que lhe dei...em consequência a besta levanta-se vermelho até à alma gira o dedo para mim e berra: E logo quando chegares a casa levas mais saindo do troley a grande velocidade...sim eu ainda sou do tempo do carrinho elétrico e dos troleys:)
Deixa. Eu também sou do tempo da Casa da Pradaria.
EliminarLoooooooooooooooool! Somos peritas a fazer filmes!
ResponderEliminarSpecialized. :-)
Eliminarahahahahah xD hilariante!
ResponderEliminarPor acaso foi :-)
Eliminaristo é muita bom!
ResponderEliminarFoi o que se arranjou :-)
EliminarMuito bom! Parabéns!
ResponderEliminarObrigada, Gelado de Pitanga!
EliminarMuito boa mesmo! :)))))) O que me ri...
ResponderEliminarFico feliz .-)
EliminarAhahhaa muito bom!! Por acaso há pouco aconteceu-me o mesmo mas o sr. não estava a dormir. Acabei por me levantar...
ResponderEliminarTambém era uma opção se o autocarro não estivesse cheio que nem um ovo :-)
EliminarSei... Dorme. Será que dorme?
ResponderEliminarMas olha, HOMEM é quase sempre assim. ESPAÇOSO até mais não.