segunda-feira, 28 de outubro de 2013
sexta-feira, 25 de outubro de 2013
Olha-me este...
Atão o raio do filósofo, que parece que não parte um prato, andava a chegar a roupa ao pêlo da nossa Bárbara? Atão e a mulher com aquele corpanzil, não dava cabo dele num segundo? Ele há coisas que não se entendem... Mas agora, olhando bem, ele realmente tem um arzinho maquiavélico, não tem?
Não dá nervinhos?
E gente que diz que já tem os presentes de Natal todos prontos? Aposto que são os mesmos que planeiam o menu semanal numa lista que colam no frigorífico, fazem aqueles cubinhos de gelo com sumo de limão para terem limonada sempre pronta, guardam as coisas na despensa pela ordem do prazo de validade, têm o armário organizado por cores, põem etiquetas nos congelados, escovam os dentes ao bebé desde o momento em que ainda só tem gengivas, sabem de cor os folhetos promocionais do Pingo Doce, enfim... a toda a esta gente só tenho uma coisa a dizer: não querem passar uma temporada lá em casa?
quinta-feira, 24 de outubro de 2013
Teresa, a mãe que também é guerreira.
A Teresa é minha amiga dos tempos de faculdade. Estivemos - pasme-se - quase uma década sem nos vermos e reencontramo-nos há cerca de dois anos. Nesse almoço fiquei a saber que a Teresa também vivia em Lisboa, trabalhava pertíssimo de mim e que tinha dois filhos: o Lourenço e a Maria, uma menina especial.
O tempo foi passando e apesar da célebre promessa "agora que nos reencontramos, temos de almoçar mais vezes", acabamos por ir acompanhando as novidades uma da outra pelo facebook. A Teresa viajou, a Teresa, engravidou, a Teresa teve uma bebé, a Teresa fez anos, a Teresa foi de férias, a Teresa está em Bruxelas, a Teresa foi jantar fora com umas amigas e, sem darmos conta, passaram-se dois ou três anos. Até ontem.
Não sei se a Teresa plantou uma árvore, mas, graças ao mesmo facebook, soube também que lançou um livro, a cuja apresentação não pude ir porque estava a rebentar de grávida (sim, eu, entretanto, também fiz alguma coisa).
De maneiras que ontem fiquei a saber da Constança, ela ficou a saber de Baby Caco e falamos deste projecto que é um amor. Chama-se "Maria, a alegria na diferença" e nasceu da necessidade da Teresa procurar avidamente uma forma de explicar ao filho a razão da Maria ser especial. É um livro de amor, feito por amor, e cujas receitas revertem, na íntegra, a favor da Associação Sorriso da Rita.
Para quem ainda não sabe o que oferecer este Natal, fica aqui a sugestão. É um testemunho lindo de uma mãe que, além de também ela ser especial, é, sobretudo, uma Mãe Guerreira. Parabéns, Teresa.
quarta-feira, 23 de outubro de 2013
terça-feira, 22 de outubro de 2013
Uuve com atenção.
Isto que vêem aqui em cima é o logótipo de um canal de televisão por cabo. Por razões profissionais, falo sobre ele com alguma frequência com parceiros, fornecedores, enfim, com pessoas. Mas vá-se lá saber porquê, a maior parte desta gente não pronuncia o nome do canal correctamente, designando-o, 99% das vezes, como "Moov" (leia-se Muuv). E todas essas vezes eu questiono-me onde é que estas criaturas vêem o segundo "O". Oh gente, mas está assim tão difícil de ver que só está ali um "O"? Um ozinho apenas? Sozinho e abandonado? Se assim é, se calhar é porque se deve ler "Ó", estamos entendidos? Ou, por um acaso, também dizem "vou ali comprar uma uuvelha à Uuvibeja?", ou "Credo, estou a ver um uuvni!", ou até "Está-me mesmo a apetecer um uuvo estrelado!"?
Não são poucas as vezes que reformulo questões, só com o objectivo de repetir a palavra MOV (alto e a bom som) na tentativa - sempre frustrada - de que eles me oiçam dizer "MOV", mas não dou dois minutos até repetirem o malfadado "Muuv".
Bem, eu sei que isto não interessa nada aos nuuve mil leitores que me seguem, porque aposto que vocês são dos poucos que pronunciam a palavra correctamente, mas, caso conheçam alguém que não o faça, por favor avisem-no. Provavelmente também é daqueles que dizem Lerrói Merline.
Expliquem-me como se fosse uma criança
... porque é que, estando 22 graus em Lisboa, está toda a gente vestida como se tivesse de enfrentar a maior frente polar dos últimos dez anos?
segunda-feira, 21 de outubro de 2013
Aos que me conhecem
... peço o favor de ficarem atentos. Se continuar a deixar queimar panelas a esta velocidade, por favor internem-me num sítio jeitosinho. Agradecida.
sexta-feira, 18 de outubro de 2013
Anda uma mãe a criar uma filha...
Ouvido esta manhã, no autocarro, ipsis verbis (eu ia escrevendo no telemóvel enquanto ouvia).
Perfil: angolana, pouco mais de 20 anos, magra, cabelo comprido, mini-saia, foguete na meia de vidro, ténis All Star. Falava ao telemóvel com uma amiga.
"É que não imaginas... incendiei a minha garganta... nunca mais bebo na vida... aquilo foi demais... shots de absinto, martini, vodka, espumante, eu sei lá...Vou agora para a faculdade e tenho um olho fechado e a garganta incendiada... ai Joana, aquilo foi o máximo! A partir das 3 da manhã, era a desgraça total... as raparigas quando bebem são sempre piores que os rapazes.. era tudo a dizer quem faz o quê... se era br$%6s, ou min&#es... e parece que os homens que fazem musculação encolhe a p/%)#, sabias disto?... ai Joana, ai Joana... E depois ficaram as três a dormir em minha casa, o pior é que apareceu-me o período e só tenho pensos diários... Quando chegar à Gare do Oriente tenho de ir ao Continente, que isto não dá para nada... Ai, amor, dói-me tanto a cabeça! Dá-me um tiro! Dá-me um tiro! Nunca mais bebo, juro pela minha mãe! Ãh? Dás-me um tiro?? Ai Joana... Olha, vou para a faculdade, mas não vou lá fazer nada... é só mesmo para ver o Rui. Juro que nunca mais bebo! Estou enjoada e dói-me a garganta... Acho que ainda estou bêbeda... Vens ter comigo? Acho que não vou à faculdade...mas vai falando comigo para não ficar sozinha... estou aqui sozinha a chegar à Gare do Oriente. A faculdade que se f%&#. Achas estranho eu ir à faculdade só para ver como é que o Rui vai reagir? Amor, tens copos de plástico? Eu levo aquela bebida energética, compramos um "Ergermaister" (não faço ideia o que seja, foi o que percebi) e bebemos um shotzinho. Aquilo junto sabe a Martini. A sério!"
De maneiras que é isto. Não tenho visto a Casa dos Segredos, mas aposto que é mais ou menos a mesma coisa. Meeeeeedo.
quinta-feira, 17 de outubro de 2013
Tenho um leão em casa.
Baby Caco é um bom garfo. Come de tudo e raramente deixa comida no prato, mas nos últimos tempos tem sido cada vez mais difícil dar-lhe a sopa sem ter de pôr a roupa dele para lavar, a minha, a toalha da mesa, o pano da cozinha, a babete, o carrinho onde está sentado, os azulejos, a porta do frigorífico e o chão da cozinha. As cortinas escapam pela simples razão de que nunca as cheguei a comprar.
Para resumir, o que se passa é basicamente isto: enfio a colher de sopa na boca, ele morde-a furiosamente com os 3 dentes que Deus lhe deu, arregala os olhos, fecha os punhos e cerra os dentes no silicone da colher durante, pelo menos, 8 segundos, enquanto eu, com todas as minhas forças, tento arrancar-lha da boca, sempre com pouco ou nenhum sucesso.
Quando ele se decide finalmente a largá-la, o resultado é normalmente trágico. E isto vai acontecendo a cada colherada, enquanto eu vou treinando a melhor táctica de lhe enfiar a colher em nanossegundos, de maneira a que ele não tenha tempo de a morder e garantindo, ao mesmo tempo, que a sopa fique lá dentro. Estou a aperfeiçoar a técnica, mas, a avaliar pelo estado em que fica a cozinha, ainda tenho um longo caminho pela frente.
Aliás, este é um excelente exercício para aqueles programas idiotas em que os concorrentes tentam fazer coisas tão inteligentes como cantar em cima de um ninho de cobras ou pendurados pelos pés, ao mesmo tempo que lhes lançam flechas para o nariz. É só uma ideia.
Mas ontem, enquanto o cenário se repetia, tocaram à campainha. Fui à porta e era o vizinho da frente a avisar que eu tinha o pneu do carro em baixo. Agradeci e segui o rasto de sopa até à cozinha, sem dar importância ao facto de ele ter olhado fixamente para a minha testa. Minutos depois chega Marido Caco. Faz a festa habitual ao bebé e quando olha para mim, diz simplesmente: "Vai-te limpar".
É nesta altura que vou ao espelho do wc e percebo porque é que nunca mais ninguém me vai respeitar nas reuniões de condomínio.
quarta-feira, 16 de outubro de 2013
Ideias parvas, mas que lá no fundo até têm graça.
Ao que parece, alguém se lembrou de tirar fotos a bebés no momento em que comem limão pela primeira vez. O resultado foi este:
terça-feira, 15 de outubro de 2013
Das oportunidades perdidas
Hoje, ao sair de casa, dou com este coração na mesa do hall de entrada, estrategicamente colocado junto às chaves do meu carro. Estranhei vê-lo ali, uma vez que o lugar dele é pendurado na porta do quarto de Baby Caco.
Vai daí, pensei: "Tu queres ver que me esqueci que faço anos de casamento e isto é uma mensagem subliminar de Marido Caco? Ou será só uma pequena surpresa romântica?". Logo a seguir, pensei: "Estás parva?!? Sabes bem que Marido Caco não é destas coisas!". Mas como era algo tão inusitado, havia um lado de mim - muito descrente é certo - que não conseguia deixar de ponderar a remota possibilidade da idade estar a deixá-lo mais sensível...
Como a única solução era tirar isto a limpo, decidi mandar-lhe um sms inócuo e nada tendencioso:
- "O que estava a fazer o coração de pano na entrada da porta?"
Nesta altura pensei: "Ele tem duas alternativas: ou aproveita a oportunidade para brilhar e diz que foi um gesto romântico para me mostrar o quanto me ama (mesmo sabendo que não o fez com essa intenção) ou diz que não foi ele".
Resposta: - "Não sei. Estava no chão".
E é isto. Impostor, lá isso não é.
segunda-feira, 14 de outubro de 2013
Miss Caco não foi, mas analisa.
Ora aqui fica mais uma análise profunda do événement deste fim-de-semana, mais conhecido por Moda Lisboa:
Era para trazer o chapéu de um pobre, mas optei pelos sapatos.
Ainda bem que cheguei a tempo do baptizado.
Mas sou só eu que acho que estes dois estão cada vez mais iguais?
Sim, fui mamã há pouco tempo, mas achei bem mais giro vir vestida de avó.
Desde que descobri estas sandálias ortopédicas nunca mais tive problemas com os joanetes.
Eu sabia que as botas que comprei no leilão do guarda roupa das "Bruxas de Eastwick" ainda me iam dar jeito...
(Vou fazer de conta que não estou a olhar para o tamanho DAQUILO para onde vocês também estão a olhar).
Eu achava que ia para a Eurodisney, depois disseram-me que afinal me levavam para uma festa do Grant´s, mas que, antes disso, ainda dava tempo para passar num encontro motard e dar um salto numa festa sado-maso...
Era para ficar em casa, mas ele convenceu-me. De maneiras que calcei as botinhas do Inverno de 1998 e acabei por vir.
Mandei a candidatura para a Casa dos Segredos, mas como não me aceitaram, vim ver os modelitos. Com sorte, ainda me sento ao lado de algum jogador de futebol.
Não fosse estar 4 tamanhos acima e nada disto tinha acontecido.
Não sabia o que vestir. Decidi fechar os olhos e tirar as peças ao calhas do armário. O resultado foi este.
Viemos praticamente vestidas de igual, mas agora vamos sorrir e fazer de conta que somos muito amigas.
A noite em que quase ensandeci
Cenário: Fim de semana em casa
dos avós. Baby Caco adormece num quarto que não é o dele.
4h37 – Acorda a chorar. Tento
acalmá-lo. Não resulta. Percebe que está num sítio diferente. Olha atentamente
para todo o lado. A luz do candeeiro da mesa de cabeceira é bem mais forte do
que a luz de presença a que está habituado. Fica deslumbrado com a parafernália
de objectos novos e decide encarnar o espírito do Robinson Crusoe.
5h04 – A odisseia continua. Tudo
é razão para se distrair. Ponho uma fralda em cima do candeeiro. Assim está
melhor. A luz ficou mais ténue, mas ainda suficientemente forte para que uma
simples almofadada lhe provoque o mesmo fascínio que uma tartaruga gigante das
Galápagos.
Embalo-o na esperança que adormeça.
Nem pensar. Está mais desperto do que um caloiro em noite da queima. Ponho-o na
cama com os bonecos que costumo deixar cá ao fim de semana. Fica histérico e
percebo que a ideia foi péssima. Só os vê de 15 em 15 dias, por isso deve ter
imensa coisa para contar.
Volta para o meu colo. O pijama é
de cetim e ele escorrega por mim abaixo. Não há nada a fazer. Deito-o, desta
vez, na minha cama. Insiste em levantar-se. Descobre o interruptor em forma de
pêra e não o larga. Tem um fascínio por tudo o que se assemelhe a pêndulos. Em casa é igual. Tento
escondê-lo com uma almofada mas ele percebe. É ainda pior.
5h22 - Continua agarrado à cabeceira da cama a mexer em tudo
o que as mãos conseguem alcançar. A Volta ao Mundo em 80 dias é coisa de
meninos, comparada com o que tem para explorar.Cai. Levanta-se. Volta a cair.
Volta a levantar-se. Cai outra vez. Volta a pôr-se de pé.
5h34 – Cheira-me a queimado. É o
raio da fralda que está no candeeiro. Tiro-a e enfio-o debaixo da cama. Ele
percebe e subitamente descobre que há toda uma galáxia por descobrir, também
debaixo da cama. A luminosidade não melhora. Empurro o candeeiro ainda mais para
o fundo. Tenho sono. Muito sono. Ele não desarma. Continua a gincana nocturna.
Agora a raspar os dentes no metal da cabeceira. Ao menos consola-se.
6h02 - Continua a raspar. E se
arranca a tinta e se engasga? Forço-o a descer. Não adianta. Tem de se levantar.
Nem que seja a última coisa que faça na vida, mas tem de se levantar. Preciso
ir ao wc, mas se o deixo sozinho ele berra. Não aguento. Tenho mesmo de ir. Sento-o na
cama dele e vou. Oiço-o a gritar. Faço o que tenho a fazer à velocidade da luz
e regresso num sprint com as calças na
mão. Ali está ele, sentado na cama, de lágrima no olho, a fazer beicinho. Quando
me vê, levanta-se e retoma o ar de
explorador.
6h23 – Decido ignorá-lo. Finjo
que estou a dormir mas vejo-o de olhos escancarados a olhar para mim fixamente.
Faço-me de morta. E ele parado, a olhar. Como se estivesse a confirmar se estou
ou não a fingir.
6h31 – Acredita que estou realmente a dormir e solta
um berro agoniante. Desata a chorar. Pego nele. Tento adormecê-lo. E ele a escorregar.
O raio do cetim não perdoa. Tira a chupeta da boca e começa a fazer
malabarismos, como se dissesse: “olha mãe, agora só com um dedo, olha, agora de
uma mão para a outra sem deixar cair, olha mãe, agora presa por uma unha…”.
Berros. A chupeta caiu. Tenho de ir ao wc lavá-la, mas como? Vai voltar a gritar.
Desisto. Rezo para que estes micróbios sejam inofensivos e que a criatura não
me apanhe uma infecção nos próximos 3 anos porque vou sempre achar que foi
disto.
7h01 – Deito-o comigo. Olha-me nos olhos enquanto me explora a fronha. Nada o fascina mais do que o interior das minhas narinas. Mentira. O interruptor sim, mas agora já está escondido. Descobre sítios no interior da minha boca que eu nem sabia que existiam. Puxa-me as pálpebras e enfia-me os dedos pelo globo ocular, enquanto me pressiona a glote. Percebo que lhe devia ter cortado as unhas. Nem me mexo. Há-de cansar-se.
7h23 – Nova investida para trepar
na cabeceira da cama. Estou em
desespero total, a pensar quando é que isto vai acabar.Tenho sono. Muito sono.
7h41 – Continua de pé. Parece
mais calmo. Esfrega os olhos. Pego-o ao colo a ver se adormece. Consigo mantê-lo
encostado a mim, mas com a cabeça virada para o espelho. Fica quieto e eu
sempre com aquele embalo monocórdico a ver se ele se rende. Vou controlando
através do espelho. Não se mexe, mas continua de vigia. Não vá alguém assaltar o
acampamento em que, entretanto, aquele quarto se transformou.
7h50 - Olhos esbugalhados. E eu
nem mexo. O braço começa a dar sinais de que não vai aguentar
aqueles 10 kilos de gente por muito mais tempo. Mas tem de ser. Agora não posso
mexer. Ele encosta a cabeça mais perto. Primeiro sinal de rendição. Rezo aos
anjinhos. Continua sereno mas acordado. O meu braço está dormente. Acho que não
vou aguentar mais. E se perco as forças e o deixo cair?
8h06 - Cada segundo parece uma
hora. O braço já treme e eu de olhos fechados a tentar ir buscar forças não sei
bem onde. Ele boceja. A chupeta cai mas
eu apanho-a a tempo e aproveito aquele momento para me sentar na cama e mudar
de posição. Alívio. Continua encostado a mim, de olho aberto. Colo o meu rosto
no dele e ficamos ali em silêncio. Cabeça dele a deslizar. Beijo-lhe a nuca
morna. Ele quieto e eu com os lábios encostados. A respiração cada vez mais
lenta e profunda. O despertador do vizinho toca e oiço o barulho dos aviões a
descolar. E eu a pensar que bom que não vou lá dentro. Deus queira que não caia
nenhum agora. Não vinha nada a calhar.
8h22 – Fechou os olhos. Parece
que é desta. Sim. É desta.Nota: Este lettering é diferente porque o texto foi escrito no computador do meu pai que, vá-se lá a saber porquê, não me permite publicar posts. De maneiras que agora fiz copy/paste e não há forma de conseguir alterar isto...
sexta-feira, 11 de outubro de 2013
Socorro! Marido Caco pensa que é o Gordon Ramsay.
Marido Caco passa horas infinitas a ver o "Masterchef", enquanto se baba compulsivamente. No entanto, para mal dos meus pecados - e apesar de ter centenas, vá... dezenas de qualidades - infelizmente não sabe estrelar um ovo.
Ainda hoje se comenta, nas reuniões de família, o dia em que, em criança, decidiu fazer uma mousse de chocolate e achou que os cominhos assentavam ali que nem uma luva. Procedimento que, sabendo o que sei, não me surpreenderia que voltasse a ocorrer em idade adulta.
Mas serve isto para dizer que, lá em casa, as cookies estão para o Monstro das Bolachas, como a gelatina está para Marido Caco. Se há coisa que desaparece à velocidade da luz é esta.
Cansada de ser sempre eu a fazê-la e, no final, comer uma mísera taça porque as outras se escapuliram num piscar de olhos, decidi definir como regra doméstica que quem comesse a última, teria de fazer a próxima. Vá-se lá saber porquê, desse dia em diante, passou a sobrar sempre uma única taça, perdida e abandonada no fundo do frigorífico.
Cansada de ser sempre eu a fazê-la e, no final, comer uma mísera taça porque as outras se escapuliram num piscar de olhos, decidi definir como regra doméstica que quem comesse a última, teria de fazer a próxima. Vá-se lá saber porquê, desse dia em diante, passou a sobrar sempre uma única taça, perdida e abandonada no fundo do frigorífico.
Há uns dias, Marido Caco surpreendeu-me e decidiu fazer gelatina pela primeira vez. Pediu-me para sair da cozinha para poder estrafagar cozinhar à vontade e, voilà, qual o meu espanto, quando vejo umas tacinhas de gelatina a reluzir dentro do frigorífico (é certo que as meteu lá dentro a ferver, mas para primeira experiência não me posso queixar).
Ontem à noite, enquanto se lambuzava, perguntou se eu queria provar. Olhei para a taça e disse: "Não, obrigada, não me apetece. Fizeste de morango?"
Ele: "Não, é de laranja".
Desconfiada, voltei a olhar e confirmei que a gelatina era realmente vermelha.
Eu: "Não pode ser de laranja. A gelatina de laranja é mesmo cor de laranja, não é dessa cor", insisti.
Ele: "Já te disse. É de laranja, sim senhor!".
Eu: "Isso não pode ser de laranja!! De certeza que te enganaste e misturaste dois pacotes diferentes!".
Ele: "É de laranja!!!. Queres provar??"
Assim que meti a colher na boca, senti um sabor extremamente doce e enjoativo, com um ligeiríssimo travo a laranja.
Eu: "Blhaaccc! Que nojo! É super doce!! Parece xarope... Aposto que fizeste daquelas da marca Continente que já te disse que são uma porcaria. Diz-me já que marca era para não voltar a comprar!".
Pausa.
Eu: "Hummmm? Então? Que marca era?"
Ele: "Juntei-lhe um bocado de groselha...".
quinta-feira, 10 de outubro de 2013
De que estão à espera?
Parece que a nova moda lá pelos States é "acampar em hotéis de luxo, ao ar livre, em ambiente urbano, sob um encantador ceú de estrelas" que, basicamente, é o mesmo que dizer: dormir num terraço, ao relento, sujeito a levar com um excremento de pombo na tromba ou até, quem sabe, com a asa de um Boeing 777 (sim, porque isto passa-se nos arranha-céus da famosa cidade que nunca dorme).
Esta é a ideia mais recente e extravagante dos hotéis em Nova Iorque e que espero que vire moda, bem depressinha, porque dava-me um jeitaço juntar uns trocos a alugar o terraço lá de casa. Chamam-lhe uma variação urbana de glamping (termo que significa acampar com glamour, de que eu já falei aqui).
A ideia vende-se como sendo uma oportunidade exclusiva para dormir num cenário único, digno de um filme, quando, na verdade, falamos de um acampamento a céu aberto, só que num terraço de mil metros quadrados, numa penthouse no 17º andar de um hotel 5 estrelas.
Por uns míseros 1.500 euros, têm oportunidade de dormir numa cama XL, em frente a uma lareira, com direito a TV montada no exterior, champanhe com morangos e a observar as estrelas com um telescópio.
Caso estejam interessados em desfrutar desta experiência aqui em Portugal, informo que alugo o meu terraço por metade desse valor, com direito a duas embalagens de repelente (na época alta), um prato de tremoços, chouriço assado na hora, wi-fi gratuito, e a desfrutar da vista para a varanda da vizinha da frente: uma brasileira, bem boa, que costuma estender a roupa - em pelota - entre as 23h00 e a meia-noite. De que estão à espera?
Quem se lembra da Christiane F. ponha o dedo no ar!
Segundo as estatísticas detalhadas que o facebook me envia (só falta saber quantas vezes é que vocês tomam banho por semana), devem ser poucos os que por aqui andam que não leram o bestseller "Os filhos da droga", de Christiane F.
Pois parece que a senhora, hoje com 51 anos, (sim, o tempo voa) acaba de escrever uma autobiografia que vai apresentar na feira do livro de Frankfurt, na próxima sexta-feira.
“Christiane F, a minha segunda vida" retoma a história da sua vida a partir dos anos 80. A obra retrata os problemas da alemã com as drogas, contando como perdeu o vício durante anos, mas acabou por voltar aos braços da heroína. Segundo consta, actualmente, participa em campanhas antidrogas na Alemanha e "continua a lutar com antigos demónios". Nas suas próprias palavras, o seu filho, hoje com 17 anos, foi a melhor coisa que lhe aconteceu.
O livro chega às livrarias francesas no dia 16 de outubro (por cá, não faço ideia) com esta capa e vai direitinho para a lista de coisas a comprar quando voltar a ter vida própria.
Senhores dos desodorizantes
A Primark abriu hoje no Colombo e parece-me que esta é uma excelente oportunidade para aproveitarem as filas dos provadores e fazerem uns testes ao poder dos vossos desodorizantes. Sobretudo à hora de almoço.
Pelo sim, pelo não, levem uma máscara e o número de telefone do INEM.
A Nova Gente diz...
... que a Joana Vasconcelos "recuperou a forma depois de ter sido mãe". Só se passou da forma de um bisonte para a de um cachalote... ou será ao contrário?
Bom... é o que me espera se continuar com comportamentos semelhantes aos do post anterior.
Bom... é o que me espera se continuar com comportamentos semelhantes aos do post anterior.
Gula é...
Comprar 5 pacotes de nougat, levá-los para o escritório no fim do almoço, guardá-los na gaveta com a intenção de comer um em cada um dos 5 dias úteis da semana e eles não durarem até às 5h da tarde do mesmo dia.
quarta-feira, 9 de outubro de 2013
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