terça-feira, 22 de janeiro de 2019

A surpresa mais bonita que recebi nos últimos tempos.


Esta foto foi-me enviada ontem por um grande amigo. É sobre uma visita que fez, em 2005, a uma aldeia no norte do país. Quando chegou, e tal como na maioria das aldeias por este país fora, via muito pouca gente. As ruas estavam praticamente desertas, por isso, quando encontrou este senhor, já de idade avançada a conduzir um tractor, achou que ali estaria uma foto engraçada. E, de facto, estava.

Quando o senhor se apercebeu que lhe estavam a tirar fotografias, abrandou o tractor para se aproximar do meu amigo. Foi quando ele lhe disse que estava ali de visita e que tinha uma amiga cujo pai tinha nascido naquela terra. O senhor perguntou-lhe como se chamava o pai da amiga e assim que ele respondeu, exclamou, estupefacto:

"Esse é o meu filho!!!"

Naquele preciso momento, o meu amigo soube que estava a fotografar o meu avô e ligou-me a seguir para contar esta história incrível. Rimos juntos.

O meu avô, que na foto teria uns 93 anos, faleceu com 102 anos. Conduziu o tractor quase até ao fim da vida e esteve lúcido até ao último dia. O filho dele, meu pai, partiu há 8 meses.

Ontem recebi esta prenda maravilhosa, uma total surpresa, que não estava minimamente à espera e que me encheu de alegria.

Não consigo deixar de olhar para ela e, lá no fundo, imagino que quando o meu dia chegar, o que queria mesmo era encontrar alguém durante o caminho a quem pudesse dizer: "Estou aqui a visitar este sítio onde mora o meu pai e o meu avô...".

Nessa altura, esse alguém gritava bem alto:

"Anda cá Alberto e traz o teu filho!! A tua neta chegou!!!".

segunda-feira, 14 de janeiro de 2019

Isto até podia ser um sinal de que estou a ficar velha, mas não é. É só um problema. Gravíssimo.


Estou capaz de correr o mundo, virar este planeta do avesso, descer às profundezas do Árctico, ouvir a gargalhada da Cristina Ferreira em loop durante 3 dias, se isso me garantisse aquilo que mais falta me faz nesta vida, logo a seguir à possibilidade de ter menos vinte anos no lombo e saber o que sei hoje.

Até vos digo mais: se aparecesse aqui o génio da lâmpada com três desejos, eu repetia o mesmo três vezes seguidas para garantir que o gajo não se enganava.

Eu preciso DESESPERADAMENTE de meias que REALMENTE aqueçam os pés.

"Ah, isto é uma treta e mais não sei o quê"... Não, não é.

Pessoas, experimentai passar um dia inteiro à secretária com a sensação de que vocês estão aqui em Lisboa, sim senhora, mas os vossos pés estão alapados em cima do maior icebergue da Gronelândia. Agora imaginem dois dias nisto. E depois três. E depois semanas. E meses a fio. 

Posto isto, e porque estou farta de enfiar anti-inflamatórios pelo bucho abaixo, declaro aberta a caça à meia mais quente do planeta. Do planeta, não. Da galáxia.

Meias com pilhas, há? Meias com escalfetas incorporadas, há? Meias com duendes que ficam lá em baixo a soprar o dia inteiro para os nossos dedinhos nunca baixarem dos 30 graus, há? Meias com fornos a lenha, há? Meias com termoventilação, há? Meias com ar condicionado daquele que liberta lufadas de vento do Sahara, como se não houvesse amanhã, há? Meias com mini-lareiras, mesmo que sejam daquelas eléctricas, pindéricas que eu sei lá, mas estando aquilo escondidinhas debaixo das botas não faz tão mal, há? Meias com sacos de água quente, há? 

Porra, não sei que mais ideias vos poderei dar, mas haja uma alma que venha até aqui apresentar uma solução para este flagelo que a meu ver tem as condições reunidas para despoletar uma 3ª Guerra Mundial.

Ou duas, vá.

quinta-feira, 10 de janeiro de 2019

Sobre o Telefonema do Ano


Juro que quando vi pensei em milhentas teorias para explicar isto. "Seria muito amigo dela e não quis deixar de a felicitar neste momento importante da sua carreira?", "É tão amoroso que sentiu necessidade de tornar pública esta sua admiração tão genuína?", "Isto é da minha cabeça, não tem nenhuma teoria da conspiração por trás e ligou só porque realmente lhe deu no galheiro?".

Porra, juro que tentei. Adoro o Marcelo. Tinha-o à distância de um dedo mindinho da perfeição humana, assim numa outra estratosfera a que o comum dos mortais nunca chega. Nem a Rosa Mota a correr muito ou a outra que não me lembra agora o nome, que entrou pelo mar adentro no início do ano. Ainda preciso acreditar que ele não fez isto para conseguir mais popularidade, até porque não precisa.  

Só eu sei o que tentei. Assim quase tanto como o povo tentou acreditar na versão do Ronaldo, mas porra, Marcelo, tenho de admitir que não havia necessidade. 

Ainda assim, teimosa como um jumento, vou continuar a tentar convencer-me e a desvalorizar o desconforto notório no teu tom de voz, já para não falar da rapidez com que querias terminar a chamada, como quem diz: "Raisparta, alguém que me venha arrancar este telefone das mãos, assim, tipo, JÁÁÁÁÁ!!!!!".

Estou mesmo a ver a conversa da cambada de assessores a virar-te a cabeça porque com este gesto cairias nas graças de milhares de portugueses durante os próximos 330 anos e blá, blá, blá.... Até aposto que a tua primeira resposta foi "Não". Mas, raios, convenhamos, se a intenção fosse exclusivamente felicitar a "mulhere", um sms privado não fazia o mesmo efeito?!?!.

Aqui que ninguém nos ouve, fazia, Marcelo. Fazia...

Caraças Marcelo, já que não acredito que haja nada depois disto, dava-me algum jeito acreditar que ainda existem santos na Terra. Ok, talvez haja, mas de barro. Neste caso, barro da tua terra... de Celorico de Basto, que deve ser dos bons.

Celorico de Basto é perto de Bisalhães? É só porque este barro foi declarado Património Cultural Imaterial da Unesco...

Raios, Marcelo... eu tento, juro que tento.


terça-feira, 8 de janeiro de 2019

Miss Caco apaixonou-se.


Pessoas que acompanhais esta barraca, prestai atenção. É preciso que se diga com toda a frontalidade que o assunto merece: podemos rebentar dinheiro à bruta em porcarias que usamos uma vez na vida - a bem dizer, não, não podemos -, mas pronto, isto é só para dizer que se há uma coisa que devemos comprar em condições, essa coisa é uma carteira, ou bolsa, dependendo da zona do país onde estais plantadas.

Pois que o meu "crush" de início do ano foi a carteira que está na foto em cima. Não, não é exactamente esta porque não encontrei foto no Pinterest, mas é da mesma linha. 

Descobri-a numa loja de comércio tradicional, absolutamente fabulosa, que fica na zona da Baixa do Porto, chamada Casa dos Neves e que depois de lá entrarem - aviso já -, dá vontade de comprar tudo e um par de botas. Ou dois, porque também tem botas de tombar de lindas. E sapatos. E ténis. E mochilas. E bonés para homem que apetece trazer todos porque de certeza que me iam ficar tão bem que ninguém ia notar.

Como se não bastasse, é só atravessar a estrada que há outra loja também dos Neves, quase em frente, mas mais direccionada para roupa. Optei por não entrar para evitar uma desgraça. E para desgraças, já basta a tomada de posse do Bolsonaro, a absolvição do Duarte Lima e o "sururu" à volta do novo programa da Cristina, que já ninguém aguenta.

Bom, mas agora que a trouxe comigo, estou de tal forma apaixonada que passo horas dias a olhar para ela. É um modelo mais rectangular do que o da foto, mas o material, a cor, a qualidade e o fecho são exactamente iguais. É de uma marca italiana chamada Tosca Blu, que  não conhecia, mas na Casa dos Neves encontrei muitas outras igualmente lindas.

Olhem só para isto e confirmem se não é um verdadeiro pedaço de céu que trago nos ombros. Pelo sim, pelo não, vão buscar uns lenços para limpar a baba no teclado do portátil. Ou o telemóvel. Ou onde quer que estejam a ler este sacramento.

Ide ver com os vossos olhinhos e depois confirmem se a vossa vida não passará a dividir-se entre A.C.C.N e D.C.C.N aka "Antes de Conhecer a Casa dos Neves" e "Depois de Conhecer a Casa dos Neves".

De nada.



P.S. Não reparem nos riscos ao fundo da parede. A culpa é do cesto da lenha que tive de arrastar para poder enfiar a cadeira e tirar a foto.

quinta-feira, 3 de janeiro de 2019

O poder das conversas matinais.


Esta manhã, a levar Caco Boy para a escola:

- Filho, hoje a professora Isabel já vem! Os meninos vão todos para a sala de aulas!!!

- YÉÉÉÉÉÉÉ!!!! ISABEL!!! ISABEL!!!! ISABEL!!!! 

(Urros de alegria)

ISA!!! ISA!!ISA!!! ISA!!! .... 

(pausa)

BEL!! BEL!! BEL!! BEL!!

(pausa mais prolongada, enquanto assisto, estupefacta, à primeira divisão silábica)

(...)

Mamã...

- Sim, amor...

- (olhos arregalados, ar de deslumbramento) Já reparaste que há nomes que comexam com coijas que ejistem no mundo?!!??

- Ahhhh!! Pois é, filho!! Nunca tinha reparado!!! (ar de ainda maior deslumbramento) Dá-me lá um exemplo...

- Como por ejemplo..... PEDRO!!

- Pedro? Como assim?

(pausa para reflexão)

- PEDRO!! PÊ... PÊ... PÊ...PÊ.... como... PÓ!!!!

PÓ EJISTE NO MUNDO!!!....

(micro pausa)

... E VIVE AQUI CONNOSCO!!

- Sim, filho... No meio de nós. (nó no estômago, enquanto me vejo a escolher quartos para alugar no dia em que ele entrar na faculdade).

sexta-feira, 30 de novembro de 2018

Haja alguém que pare os pais perfeitinhos, jááááá!!!!


Pessoas, humanos desta galáxia, por amor da Santa, inventem um organismo qualquer capaz de controlar as actividades que as escolas encomendam aos pais para fazer em casa, EM CONJUNTO, com as suas criaturas.

E eu digo EM CONJUNTO com MAIÚSCULAS, porque o que se anda a passar nas escolas deste país fora é um autêntico ultraje, merecedor de ser punido por lei e discutido nas barras dos tribunais. Ok, se calhar, bastaria ser discutido nas reuniões de condomínio, mas prontos, uma pessoa indigna-se.

Pois Caco Boy trouxe um trabalho de casa muito fofinho. A ideia era construir um presépio com materiais recicláveis, juntamente com os pais. Até aqui tudo bem. Juntei umas rolhas, uns restos de cartolina, umas bolotas, umas pinhas e mais não sei o quê e pus mãos à obra. Tudo estava a correr bem e Caco Boy estava a colaborar. Só que isto aconteceu durante os primeiros..... 5 minutos. 

Ou seja, disse "é giro sim senhor", aproximou-se da mesa, pegou numas canetas de feltro, desenhou o burro e um emoji e foi assolapar-se no sofá para continuar a ver o Marshall a apagar fogos ou lá o que ele faz. Ao que eu pergunto para onde é que ele pensava ir sem desenhar o raio da vaca que  - em qualquer presépio do mundo - está deitada ao lado do boi. (Nesta altura confesso que tive dúvidas se era mesmo uma vaca, porque não me lembrava das manchas, mas depois confirmei que não se trata de uma vaca turina, mas sim de uma vaca barrosela). 

Adiante. 

Ele responde que não queria vaca nenhuma, que queria uma "carinha" referindo-se ao puto do emoji. Disse-lhe que não há emojis nos presépios, que precisava era de uma vaca e ele, para contextualizar, mandou-me pastar.

Isto para dizer que acabei por fazer tudo sozinha e achar que o resultado tinha ficado lindo de morrer. Qual a minha surpresa quando chego à escola e dou com uma trupe de presépios tirados de uma revista, daqueles que os pais as mães ficaram dias a fio a preparar, com um rigor de quem não faz mais nada na vida, tirando trabalhos DIY, cupcakes e bainhas.

As preciosidades eram de tal ordem que, hoje de manhã, mais de metade dos presépios já tinham sido levados para uma exposição na Câmara Municipal. E lá ficou o meu, meio perdido no meio dos outros cinco fajutos que sobraram.

Ora bem, no final de contas, é óbvio que nenhuma destas obras de arte de que vos falo teve sequer um pionés feito pela criatura. Assim sendo, aquilo que era para ser um trabalho familiar, transformou-se numa "guerra" camuflada de competição saudável, para ver quem é o pai que tem a pilinha maior o presépio mai lindo.   

Deixo-vos apenas um exemplo que ficou lá esquecido esta manhã, mas que, a esta hora, já está certamente junto dos outros, refastelado na exposição da Câmara Municipal.


Haja alguém que venha pôr ordem nisto. 

Amén.

segunda-feira, 26 de novembro de 2018

Alguma alma viu isto à venda por aí?


Como é normal nesta altura do ano, alguns familiares, quer dizer, uma familiar - somos muito poucos, mas bons - perguntou-me do que é que Caco Boy gosta para tirar ideias. Como não sabia o que lhe dizer, este fim de semana pedi-lhe para escrevermos a carta ao Pai Natal e o resultado foi este (não liguem ao itálico, sou eu a comentar. Ok, liguem, se quiserem, que eu mando nesta barraca, mas não mando nos vossos j´olhos... ainda....):

Querido Pai Natal,

Eu portei-me muito bem todos os dias, por isso, podes dar-me prendas sempre que quiseres (Filho interesseiro entrega-se ao lixeiro. No entanto, não deixa de ser simpático este início de conversa para quebrar o gelo...).

Quero ver o teu trenó. E também as tuas renas (Sai à mãe. Desconfia de tudo e um par de botas).

Eu gostava que tu conseguisses encontrar o camião da reciclagem do "Rusty". Se tu conseguires, quero que compres o "Liam", o "Rusty" e a "Ruby". Eu quero o camião que se transforma em reciclagem. Eu quero que os capacetes deles estejam soltos. É para tirar e pôr. Eu quero os "Biques" (?) e a "Worry" (?). (Percebo-te, filho. Também quero que o meu salário continue a cair-me na conta, sem levantar a ponta de um corno. Pai Natal, feel free se quiseres dar uma ajuda...).

E também quero o "Robotssauro". E também quero o "Bites", o cãozinho amarelo. (Já que estás com a mão na massa, também quero que me ponhas no correio um voucher da Zara no valor de 500 euros, ao dia 30 de cada mês, Ok, em Fevereiro, podes pôr a 28).

Eu não quero que os carros dêem para desmontar. (Eu também não quero que a vizinha do 2º direito continue a sacudir os tapetes para o meu terraço, nem a ligar o grelhador na varanda quando tenho roupa a estender).

Querido Pai Natal, se não houver "Rusty Rivets", compra a Patrulha Pata.(Sai à mãe. Tem solução para tudo).

Beijinhos 
  
Caco Boy.

Agora, pessoas atentas, a questão que se impõe: alguém sabe onde se encontram brinquedos destas criaturas?!?!


Agradecida.



sexta-feira, 26 de outubro de 2018

ALERTA PROCEDIMENTO PECHINCHA!!


Pessoas em geral, ando há uma carrada de anos a pensar que, assim que chegar o final do verão, vou tratar de aniquilar as manchas que tenho no rosto. Aquelas que dizem ser provocadas pelo sol, pela idade, pelas alterações hormonais ou pelo raio que as parta. O certo é que se alombaram na minha tromba e não há maneira de irem embora, o que também não admira porque nunca lhes dei ordem de despejo.

Tudo seria lindinho se elas tivessem o aspecto desta gata aqui em cima, mas isto de que vos falo não são propriamente sardas. É uma coisa assim como se tivesse andado um pinto embriagado a passear-nos pela cara a fora, com as patas cheias de cocó, mas que depois de tentamos esfregar com água e sabão, as p&%#s não saem. 

Há cerca de um ano, sugeriram-me um "creme maravilhoso" e mandaram-me a foto pelo WhatsApp. Engonhei porque achei que era melhor pedir uma segunda opinião, a vontade de marcar consulta também era nenhuma e, entretanto, perdi o telemóvel com a dita foto. Passou-se um ano, as manchas continuaram, e eu achei que tratar com o produto da imagem em baixo também não era solução, por mais que a modelo apresentasse uma tez bastante homogénea.


Há uns dias, em conversa com uma amiga que sabe tudo sobre cosmética e um par de botas, fala-me novamente no creme e envia-me a foto. Reconheci que se tratava do mesmo que me tinham sugerido anteriormente e achei que estava na hora de dar corda aos sapatos. Sabia que se vendia em farmácias, mas que também se encontra mais barato em vários sites. 

Ora aqui é que a porca torce o rabo. Eu ODEIO comprar pela internet. Mas também odeio pagar caro quando sei que posso pagar mais barato (sim, eu seu. A isto chama-se ser mulher). A minha ideia sobre as compras online é achar sempre que vou cair no conto do vigário, que compro gato por lebre, e blá, blá, blá... Optei por fazer prospecção de mercado a uma ou duas farmácias e os preços rondavam os 40 euros. Pareceu-me muito. Comecei pelo kuantokusta.pt que me deu logo vários sites com o produto bem mais em conta.

Começa o problema. "Mas como raio é que eu sei que estes sites são fidedignos?". Pois não sei. Vai que me lembro que tenho outra amiga que compra tudo online (tudo, tudo, não. Sei, de fonte segura, que a filha é mesmo dela) e toca a pedir-lhe referências. Deu-me logo ali uma lição: "Nestes três compra de olhos fechados que eu farto-me de pedir encomendas, este aqui cheira a esturro, este nunca comprei, este é tão barato que só pode ser candonguice, este esquece porque aparece no portal das queixas"... e por aí em diante. Reuni uma pequena listagem, mas o site que me interessava não era nenhum dos que ela falou...

Decidi arriscar. Fiz a encomenda, paguei no multibanco, e no dia seguinte estavam a entregar-me à porta do escritório uma caixa jeitosa, num tamanho que já dá para encher o olho, com montes de papel lá dentro e bem no fundinho, lá vinha a preciosa embalagem.   

Temos de reconhecer que isto de vir um estafeta entregar-nos uma encomenda ao local de trabalho tem o seu quê de glamour. Tocar à campainha e ouvirmos alto e a bom som: "É uma encomenda para Miss Caco"., é coisa que nos dá assim uma adrenalina parecida com o que sentíamos em crianças quando recebíamos cartas no correio com o nosso nome. 

Ok, não estão a entregar-nos flores, nem chocolates, mas a gente levanta-se e vai buscar com o mesmo ar de quem vem levantar uma Louis Vuitton. Não se engana ninguém é certo, mas sempre distrai o ego.

Posto isto, aqui fica o creme que comecei a usar ontem:




Encomendei-o neste site  e como podem ver, em baixo, custou 33,36 euros (sem portes), quando o preço na farmácia era 41,70 €.


Bem sei que este post já vai longo, mas está a faltar o principal. Meninas, como temos de ser "umas p´rás outras", aqui fica a lista que recolhi dos ditos sites fiáveis:

- Notino
- Skin.pt
- Glam Secret
- Primor.eu (não, não é do dos presuntos)
- PharmaScalabis (o que eu usei)
- Sweet Care
- Look Fantastic

Alguém tem mais algum para troca? Ou algum que tenha corrido mesmo mal e que valha a pena juntarmo-nos todas com umas catanas e ir até lá arrombar com os stocks, trazer para casa, embrulhar e oferecer tudo às amigas no Natal?

Deitem cá para fora!

sexta-feira, 19 de outubro de 2018

A Mulher mais Corajosa da minha Vida. E do mundo, em geral.


Esta Senhora é a mulher mais corajosa que conheço e que tenho a sorte de ser minha Tia.

A minha Tia vive numa aldeia no norte do país e foi cuidadora grande parte da vida. Tomou conta de um tio até este falecer, cuidou da minha avó durante os vários anos que esteve acamada, cuidou do meu avô, até este partir com a bonita idade de 101 anos, cuidou do marido e, agora, depois de tantos anos a cuidar dos outros, vive sozinha e cuida de si.

No meio de tudo isto, Deus deve ter-se distraído por momentos, e permitiu que perdesse um filho com vinte e poucos anos. Não imagino o que seja perder tanta gente importante na nossa vida e continuar de pé, a ter força para se levantar todos os dias, para fazer refeições - ainda que só para ela -, para tratar da casa, para continuar a viver com garra e determinação num espaço que já partilhou com tanta gente e que agora está praticamente vazio. Agora é ela, a gata Kikinha e o cão Boneco.

A minha tia é uma mulher corajosa, muito trabalhadora, cheia de vida, um exemplo notável de resiliência, em quem eu penso sempre que me vou abaixo.

Tratou de mim quando eu era criança, numa altura em que os meus pais tiveram de ficar ausentes, noutro país. Lembro-me de que, no inverno, me aquecia as botas no fogão a lenha, comigo sentada ao seu colo, e de ir com ela ao leite pela rua da aldeia.

A minha tia tem 82 anos. Acorda muito cedo e entretém-se a tratar da casa e com tarefas no campo. Sabe fazer alheiras, broa, rissóis, bola de carne, plantar tomates, tirar o leite às vacas, sabe as alturas do ano em que se fazem sementeiras, sabe vindimar, sabe costurar, sabe rachar lenha, sabe podar, sabe tratar de animais, sabe como se arrancam as folhas das couves, e, sobretudo, sabe fintar a dor. E eu gostava muito de saber fintar a dor tão bem como ela.

Quando lhe ligo, diz-me que a aldeia está cada vez mais deserta, que tem dias que quase não fala com ninguém. Costuma ir passar o serão a casa da senhora Aurora, uma vizinha. Vêem novelas e falam sobre as coisas da vida.

A minha tia tem uma filha e uns netos maravilhosos que vivem perto e a visitam com imensa frequência. Ontem à tarde, a minha prima foi vê-la. Tirou-lhe esta foto e eu só posso encher-me de orgulho porque representa verdadeiramente o que a minha tia é: uma força da natureza. 

A minha tia chama-se Fernandina e é a Mulher Mais Corajosa do Mundo.

Pelo menos do meu.

18 Outubro 2018 - A minha tia, sem filtros e com o cão Boneco.

quarta-feira, 17 de outubro de 2018

Sobre os pais que não merecem ser pais.


Este fim de semana, levei Caco Boy  a um parque temático próximo de Lisboa.  Enquanto passeávamos pelas diversões, oiço um homem a falar alto, o que me chamou a atenção. Paro para ouvir melhor e percebo que dizia: "Estás a ver? É que te dou assim, com o punho fechado! "Estás a ouvir? É assim, com o punho fechado!". Aquilo pareceu-me algo tão impossível de estar a acontecer, ali à vista de todos, que o primeiro pensamento foi achar que era uma brincadeira. Ainda assim, parei para ver com mais atenção.

Vejo um homem entre os 40/45 anos, acompanhado da família: mulher, duas crianças e uma senhora mais velha que talvez fosse mãe ou sogra. Percebo que se dirigia a uma criança (possivelmente filho) e que gritava aquela frase de forma séria, com a mão fechada, gesticulando e, agora sem dúvida nenhuma,  a oferecer pancada ao miúdo que estava passivamente junto a um painel, daqueles com buracos para enfiar a cabeça e tirar fotos.

Nisto, oiço a mulher mais velha dizer, num tom apaziguador, :"Vá, deixa lá isso...", o que enfureceu ainda mais o homem boçal que aproveitou para mostrar mais uma vez quem mandava e grunhiu, aos berros: "ESTÁS A VER?? É ASSIM!! DE PUNHO FECHADO!!!!", enquanto punha a mão em frente à cara do miúdo.

Pensei: "Não posso ficar aqui a assistir a isto e fazer de conta que não está a acontecer... por outro lado, se vou pedir contas a um homem deste nível, o mais certo é sair dali com um soco no meio dos olhos, o que não iria mudar grande coisa - tirando o facto de vir talvez a precisar de uma nova operação de correcção do septo nasal - até porque a criança iria continuar a viver debaixo do mesmo tecto daquela besta". Acrescia o facto de eu ter metade do peso dele e estar acompanhada do meu filho... obviamente não queria criar confusões com ele a assistir.

Optei por nada fazer. O que teve todos os efeitos menos tranquilizar-me. Eles continuaram a andar, eu também, e pensei que se aquele animal era capaz de ter uma atitude daquelas num lugar público, o que faria dentro de quatro paredes com ninguém a ver. Além disso, a própria mulher e mãe/sogra assistiram e nada fizeram... Ou seja, quem controla este tipo de comportamentos abusivos dos pais com os próprios filhos? A bem da verdade, é praticamente impossível.

Contra mim falo. Vi, e nada fiz. 

E agora estou aqui com este remorso a consumir-me.

sexta-feira, 12 de outubro de 2018

Só porque é sexta-feira...


... e porque certamente está aí tudo a contar os segundos para o dia passar que nem uma flecha, toca a dar aqui uma "mexida" na barraca e ir cuscar este link, só para ver qual era a música que estava no TOP no dia em que vocês nasceram. Não é o máximo?!?!?

Ok, talvez não seja assim tanto, mas, assim de repente, até me pareceu.

A mim calhou-me um tal de Jim Croce. E a vocês?

quinta-feira, 11 de outubro de 2018

O que tenho a dizer sobre o caso "Mayorgate"


Depois de analisar estas imagens com atenção...


... e de estudar profundamente todas as declarações e comentários avançados sobre este tema, a conclusão a que chego é que, efectivamente e sem qualquer sombra de dúvida - digam o que disserem -, uma coisa é certa (e quanto a isto, acho que estamos todos de acordo):

...



...



...



...



O Ronaldo dança muito, mas mesmo muito mal. 

quinta-feira, 4 de outubro de 2018

Pernas, para que vos quero.


Se isto fosse um blogue "cocó", eu até vinha para aqui falar nos "Must Have" deste Verão ou da tendência "Athleisure" (ok, não sabem o que é? Vejam tudo aqui que eu não duro sempre), lançar um "Spoiler Alert" qualquer da rentrée, ou outro xiripiti qualquer.

Mas não, isto não é um blogue "cocó". Pelo menos, até ver me começarem a pagar para isso. 

Como ainda me mantenho como uma barraca honesta, venho aqui contar-vos que, graças a uma consulta de dermatologia que fiz na CUF Descobertas - por causa de um problema que venho aqui desabafar quando tiver tempo -, descobri um creme maravilhoso para as minhas pernas, que apesar de serem perfeitas - sim, ouviram bem, eu disse P-E-R-F-E-I-T-A-S, têm, no entanto, um pequeno problema: são mais secas do que a casca de um sobreiro.

Quando eu digo secas, não estou a exagerar. Na zona dos joelhos até aos pés, chegam ao ponto de abrir fissuras, como se tivesse tido ali um mar de lava a descer pela perna abaixo. Ok, agora admito que possa estar a exagerar um bocadinho...  

O creme é da Aveeno, uma marca que conheci quando Caco Boy era bebé, e é absolutamente milagroso. A pele fica super, mega macia e não é nada gorduroso. Coisa que dito assim parece mentira, mais vai-se a ver e não é. Chama-se "Aveeno Skin Relief Nourishing Lotion" e tem uma coisa chamada "shea butter" que deve ter uma magia qualquer. Aquilo é como se, de repente, ficássemos com uma cútis de deusas, mas a pele absorve tudo tão depressa que parece que não aconteceu nada. 

Como se não bastasse, ainda combina com a minha casa de banho. 

Oh para ele aqui, tão lindinho: 



Nota de rodapé (só porque a autora é honesta e não quer ludibriar ninguém): a foto lá em cima, apesar de poder ser eu, não sou. Mas reparem que eu disse que podia ser. 

Agora pensem.

quarta-feira, 29 de agosto de 2018

Aviso à navegação!



Miss Caco está a pensar adquirir uma bicicleta destas assim todas pipis para poder andar de cabelo ao vento, no arejo, com Caco Boy.

É certo que daqui a nada é Outono e vai ficar arrumada num canto até ao ano que vem, mas pronto, deu-me agora esta panca e sobre isso nada a fazer.

Alguém por aqui tem uma assim parecida, quase novinha e jeitosinha, que esteja interessado em despachar?

Aviso já as invejosas que vou ficar linda. Depois aguentem-me que também fico impossível de aturar.

Agradecida.


sexta-feira, 27 de julho de 2018

Sobre as ilusões.


Quando eu tinha 8 anos, por razões profissionais, os meus pais tiveram de mudar de cidade. Não me recordo da primeira vez que mo disseram, nem de que forma foi feito o "comunicado", mas a vaga ideia que tenho é que terá sido uma coisa num tom informal e descontraído. 

Recordo-me da mudança ter sido encarada como uma coisa boa. Vivíamos num apartamento de um prédio com três andares que tinha um pátio que me parecia enorme, mas que, alguns anos depois, quando lá regressei, já adulta, percebi que o olhar das crianças vê a realidade com mais dez dioptrias. 

Um pátio onde dava para jogar ao elástico, à macaca, às escondidas, aos polícias e ladrões, fazer corridas de caricas, brincar ao "Espaço 1999" com armas feitas em esferovite, jogar à bola e, ainda por cima, tudo ao mesmo tempo; na realidade, não passava de um sítio onde cabiam cinco carros, sendo que um deles teria de ser um Mini e os condutores deveriam ter muita perícia para estacionar.

Os "mantras" que acompanharam a fase da pré-mudança eram mais ou menos estes:"vamos para uma casa maior", "tem um jardim para brincares", "fica perto da praia", "vais para uma escola grande, fazer amigos novos" ou "vais ter um quarto só para ti". Era uma alegria. Íamos ter uma vida nova, num lugar novo. Íamos para um sítio melhor. Íamos ser ainda mais felizes.

A euforia da mudança começou a palpitar na minha pequena cabeça e cada dia que passava, a sensação de ansiedade ganhava cada vez mais força. Todos os meus amigos do prédio já sabiam, os pais dos meus amigos também já sabiam e, de certa forma, eu sentia que era a sortuda do prédio, porque tinha um novo mundo à minha espera, enquanto os meus amigos iam continuar ali a jogar à macaca, a saltar ao elástico e a gozar com os vestidos da Mónica do 2º dir.: "Azul e verde, escarra na parede".   

Finalmente o dia chegou e com ele o camião das mudanças. As loiças embaladas nas páginas do "Jornal de Notícias" e colocadas dentro de caixas de cartão. Os discos de vinil, a aparelhagem, os tapetes, as cadeiras, os jarrões da minha mãe, a panela de pressão da Silampos, as enciclopédias, os livros das Selecções do Reader´s Digest, caixas e caixotes, tudo aos ombros de uns homens fortes que eu via saírem suados pela porta do prédio, sentada na berma do pátio. O tal que na altura era grande e encolheu com o tempo.

Assisti a tudo cá de fora, porque naturalmente uma criança não podia ficar dentro do apartamento com tanta azáfama a decorrer. Fiquei ali, passivamente, a assistir aos objectos a serem levados para dentro de um camião que, tal como o pátio, também me parecia gigantesco. As caixas amontoavam-se, a mobília desmontada, tudo preparado para seguir para "a casa maior, com um jardim e perto da praia".

Quando me autorizaram, subi os três andares de escadas. Não havia elevador. O corrimão era verde e as paredes interiores do prédio eram forradas com aqueles bocadinhos de vidros todos estilhaçados de cores e formatos diferentes que eu tantas horas ficava a admirar. Nenhum centímetro de parede era igual ao outro, portanto, ao longo dos 6 anos que ali vivi,  enquanto subia e descia os três andares via milhões de pedrinhas de vidro coloridas, o suficiente para muitos minutos de encantamento. 

Fui a casa pela última vez. A porta estava aberta e ao fundo do corredor havia apenas o telefone preto - daqueles onde marcávamos os números com o dedo, numa roda de plástico transparente que girava lentamente e fazia um barulho que ainda hoje recordo -  pousado na alcatifa bege do hall de entrada.

O apartamento estava vazio. Faltava trazer uma ou duas coisas e a mim coube-me o peixinho vermelho num saco de plástico, fechado com um nó. Desci as escadas com o saco na mão e no pátio já estava o carro do meu pai, carregado com malas, à nossa espera. Os meus amigos estavam a brincar e foi nesse preciso momento que percebi que, afinal, as crianças não podem acreditar em tudo o que os adultos dizem. Não que estivesse revoltada com os meus pais. Estava mais chateada comigo por não ter antecipado a angústia que estava a sentir. Por ter valorizado apenas o que ia "ganhar" e não imaginar, por um segundo que fosse, o que ia perder. 

Disse adeus aos meus amigos, já dentro do carro, como se voltasse no dia seguinte, à hora do costume, para saltarmos à macaca ou tocarmos às campainhas dos vizinhos e fugirmos a seguir, a correr no meio das gargalhadas. Pela reacção deles, desconfio que fingiram o mesmo.

(...)

Ontem foi o Dia Mundial dos Avós. Ao fim do dia, disse ao meu filho que íamos ligar à avó B. ao avô F. e à avó A.. Ele perguntou porque não ligávamos ao avô H. Recordei-lhe que o avô H. estava no céu e lá não havia telefone, mas que ele estava bem, com o avô A., tal como lhe tinha dito, pela primeira vez, há duas semanas atrás. Ele perguntou o que estavam a fazer lá. Eu disse que estavam a brincar, felizes e a pensar em nós.

Ele não disse nada. Ficou em silêncio a olhar para a televisão, numa expressão pensativa e olhar vago. Minutos depois, perguntou: "Quando ficarmos todos velhinhos o que acontece, mamã?" Eu disse que nunca ficávamos todos velhinhos ao mesmo tempo, que demora muito tempo até ficarmos velhinhos, mas que quando isso acontecer, vamos para o céu, tal como o avô H. e o avô A.. 

Silêncio. Semblante sério e carregado. Talvez não fosse bem assim. Talvez não fosse tudo tão bom no céu como lhe fiz crer há umas semanas atrás. Talvez não estivessem a brincar. Afinal, nem sequer havia telefone. 

Tentei conter as lágrimas, mas naquele momento, ao olhar para ele, só conseguia ver a angústia da  menina do pátio, a segurar o saco de plástico com o peixinho vermelho.  

quinta-feira, 12 de julho de 2018

Este é o meu Pai.


Este é o meu Pai. O meu maior orgulho. O Homem com as Mãos mais Bonitas do Mundo. 

O meu pai morreu-me e não consigo escrever uma linha de jeito desde o dia que soube o que iria acontecer. "O pior cenário será um mês, semanas... e o melhor, um ano...(pausa)... dois...", disse o senhor da bata branca, enquanto esticava os ombros até ao limite do possível.

Foram 383 dias.

Ainda não consigo escrever uma linha de jeito, mas o orgulho que tenho nele continua a crescer desmesuradamente... ali, taco a taco com a linha da saudade. Não sei quem vai ganhar, mas isso agora não importa. Enquanto isso, é urgente descobrir o que realmente importa.

O mesmo orgulho com que o levei para a residência, onde terminou os dias, e o conduzi - ainda que desajeitadamente - na cadeira de rodas, pelos novos corredores que vieram a ser a sua última casa. O mesmo orgulho com que saímos, pela primeira vez, do elevador e queria que toda a gente o conhecesse - mesmo com menos 20 quilos, cabelo raro, e os ossos a rebentarem-lhe a pele - , como se alguém ainda pudesse fazer algo por ele, ou como se isso me desse garantias de que teria mais atenção e carinho.

- "Dona Emília, dona Emília!! Venha cá! Este é que é o meu Pai!", gritei.

Ela aproximou-se, sorriu e cumprimentou-o. Fingimos as duas não reparar nas lágrimas que lhe corriam.

(...)

- "Sabe, as mãos do Homem ainda não chegam a todo o lado". 

Este eufemismo a latejar na minha cabeça. Eternamente. Foi a forma que o médico encontrou de lhe ditar a sentença. 

Precisamente ao Homem com as Mãos mais Bonitas do Mundo.

sexta-feira, 29 de junho de 2018

Constatações Mictórias.


CENÁRIO:

Caco Boy em frente à sanita, a fazer chichi e, como é habitual, a tentar acertar naquelas bolinhas desinfectantes coloridas que se penduram (estilo WC Pato), só para ver o chichi a ficar azul.

Normalmente esta actividade é feita em silêncio. Não gosta que eu comunique com ele durante o processo, mas aprecia bastante exige que eu fique ali ao lado a ver. (Talvez um dia o psicólogo explique).

A atitude corporal é sempre a mesma: hirto, de pé, em frente à sanita, calado, a olhar fixamente para as bolinhas de desinfectante - para garantir que não erra na pontaria -, sendo que, pontualmente, faz umas acrobacias, sempre que se lembra que também é divertido quebrar a rotina e projectar o dito, de forma a vê-lo a escorrer pela tampa abaixo. Coisa mai linda de se ver.

Estava neste propósito, quando, de repente, sem nada o fazer prever, diz:

- "Mamã... estão velhos".

Eu, a tentar perceber a que se referia, ponho-me a olhar para os azulejos e a confirmar que, de facto, se calhar estava na altura de fazer um refresh à decoração... ou estaria ele a falar dos acessórios onde se pendura o papel higiénico e aquela escovinha que fica aqui ao lado da sanita, mas que nunca se usa e depois, como nunca usamos, vamos deixando ficar e chega um dia em que temos nojo porque se calhar a empregada também nunca o limpou, e às tantas até foi usada só que não nos lembramos e, por isso, é melhor deitar fora e comprar outra, sabendo nós que o procedimento se repete sucessivamente, ano após ano.

Bom, mas para garantir que percebia a que se referia, pergunto: 

- "O quê, filho?? O que está velho?"

Ele - "Os tomates" (mantendo o ar sério e compenetrado, sempre a olhar para a sanita). 

Eu - "Porque dizes isso?" (a tentar conter o riso) 

Ele - "Estão murchos".

Nota: Este post não é patrocinado pelo WC Pato. Apesar de não perceber porquê...

segunda-feira, 7 de maio de 2018

QUERO O MEU DENTE AQUI, JÁ!!!!!!!



Mãe que é mãe está presente em todos os momentos marcantes da vida de um filho. Pelo menos sempre que pode. Mas, apesar de eu ser uma mãe praticamente perfeita, vou já avisando que este não foi o caso.

Tive de me ausentar este fim de semana e Caco Boy - reparem que a designação Baby Caco já foi à vida, por mais que me doa e me desfaça o coração em lascas. Sim, eles crescem e bem sei que agora têm 5 anos, mas um dia destes arranjam namoradas e no outro dia já saem de casa e no dia seguinte... bem, vamos ao que interessa -  dizia eu, este fim-de-semana foi com o pai a uma festa de aniversário. 

Ligou-me à tarde a dizer que tinha um dente a abanar. Nada de novo. Anda a abanar há dois meses, mas cada vez que fala nisso, fica tão eufórico que eu faço de conta que estou a saber pela primeira vez.

Ao fim do dia, a caminho de casa, entra uma foto no meu telemóvel com o meu filho de boca aberta, já sem o dente. Ao que pergunto: "Onde está o dente?". Não tive resposta.

Horas depois, ao chegar a casa, Caco Boy corre até mim numa euforia desmedida, ora porque tinha uma prenda para o Dia da Mãe, ora porque já não tinha dente, ora porque tinha saudades, eu sei lá, era por tudo junto e mais alguma coisa.

Minutos depois, pergunto: "Onde tens o dentinho, meu amor? Vamos pô-lo numa caixinha para a fada vir buscar durante a noite!!"

Baixa uma penumbra e o ambiente fica assim a modos que tenso.

O sorriso desaparece e eu penso: "F&d#-se, tu queres ver que ele engoliu o raio do dente?!?" Logo a a seguir pensei: "Mas não deve ser grave. Imensos miúdos devem engolir dentes.... Bem sei que é mal comparado, mas eu tinha um cão que comia cuecas e nunca lhe aconteceu nada. E eram as da minha mãe. Que na altura já pesava quase 90 kg. Eu digo cuecas, mas aquilo podiam bem ser Termotebes de uma criança com uns 7 ou 8 anos. Agora pensem".

Caco Boy - "Perdi o dente, mamã..."

Miss Caco - "Perdeste como, filho???!?"

Caco Boy - Na piscina de bolas.

Pronto. Estava tudo arruinado.

Eu não só não estive com o meu filho no Dia da Mãe, como ele perdera o primeiro dente da sua vida numa piscina de bolas. Ainda por cima, nem sequer foi numa piscina de bolas em condições. Podia ter sido na piscina de bolas da Disneyworld, em Orlando, ou na piscina de bolas da casa do Cristiano Ronaldo, em Pozuelo de Alarcón. Mas não, foi na piscina de bolas da.... Telepizza do Montijo.

Para remediar a situação, deixámos um bilhete à fada a explicar o sucedido e a prometer que para a próxima não esquecemos o dente. Tentei escolher uma caixa bonita, cor de rosa, digna de uma fada, mas ele insistiu que a caixa dos óculos de sol era o sítio mais apropriado.

Disse-lhe para deixarmos na mesinha de cabeceira dele. Ele não quis, alegando que tinha medo da fada, por isso era melhor deixar na minha. Eu disse que a fada era pequenina, muito tímida, tinha umas asas com brilhantes e que só entrava no quarto quando tivesse a certeza que ele estava a dormir porque tinha muita, muita vergonha, ao que ele respondeu:

"Porquê, mamã? Nós até xomos ximpáticos...".

E foi feita a sua vontade.

segunda-feira, 23 de abril de 2018

É só um favorzinho...


... há por aí alguém disponível que me traga um café e o contacto do cirurgião da Fernanda Velez, do Blog da Carlota?

Agradecida.

terça-feira, 6 de fevereiro de 2018

Os três coisos no centro ficaram amazing.


O companheiro do criador de moda Valentino fez a festa de aniversário no Palácio dos Marqueses de Fronteira, em Lisboa. Entre os convidados "cá da terra" estava a Madonna, o Herman José, a Joana Vasconcelos (que agora também faz cake design) e a Celeste (irmã da Amália).

Agora, olhando assim mais de perto para o bolo, parece-me imperdoável não terem convidado a Barbie. Ou os Pequenos Póneis. Ok, não é fácil? Pronto, então o Goucha. 

Aposto que ia adorar.