terça-feira, 29 de setembro de 2015

Constatações #2

 
Há pessoas que têm a entrada vedada em casinos. E depois há certas pessoas que deviam ter a entrada vedada no Lidl. Só por causa disto. E dos croissants com chocolate. E dos croissants sem chocolate. E do pão com sementes. E do pão, em geral.
 
Nota: São todos bons, menos os de cereja que sabem um bocado a remédio. Mas, se os intercalarmos com os de laranja e morango, marcham na mesma.

segunda-feira, 28 de setembro de 2015

O dia em que me declarei ao meu filho.

 

Acho que não houve alma que ontem à noite não tivesse reparado no fenómeno da "Super Lua". Curiosamente, Baby Caco tem um fascínio enorme pela Lua. É frequente subir ao sofá e ficar com as mãozinhas agarradas à janela a perguntar onde é que ela está. O mesmo acontece durante as viagens de carro.

Por causa disso é que eu - bem como milhares de outras mães - uso com muita frequência a expressão "Gosto de ti até à Lua". Foi também por essa razão que escolhi a história "A que sabe a Lua" para contar esta semana na sala dele (quem não está a par disto, é só ler o post anterior. Podem fazer o download da história aqui).
 
Este fim de semana, numa visita aos primos que lhe chamaram a atenção para a Lua Cheia, aprendeu a expressão e por isso, fez a A1 para Lisboa a apontar para a janela do carro e a gritar milhares de vezes: "Mamã, Lua Cheia!! Lua Cheia!".
 
Ontem à noite, já em casa e na hora de o ir deitar, reparei que a luminosidade no terraço era de tal forma intensa que parecia que tinha deixado alguma luz acesa. Lembrei-me de o levar até lá para assistirmos juntos ao fenómeno.
 
Peguei naqueles 16 kg de gente, já de pijama vestido, abracei-o com muita força, encostei a minha cabeça aos caracóis loiros e disse-lhe: "Vês, meu amor, é até ali que a mamã gosta de ti. A mamã ama-te até à lua". E ele, fascinado, com os olhinhos a brilhar, olhou para mim por breves segundos e sorriu.
 
Eu fiquei sem saber se ele percebeu bem a real importância do que lhe estava a dizer. Aproveitei aquele momento mágico para lhe dizer mais algumas coisas, estas sim, que eu sabia que ele não entenderia, mas dentro de mim, guardei uma esperança infantil que talvez as guardasse algures num recanto do seu pensamento e que venha a lembrar-se delas no dia em que voltar a ver uma lua assim.
 
Quanto a vocês que estão desse lado, podem parar de ler por aqui.
 
Agora este segredo é só para ti, meu tesouro. Se esse dia alguma vez chegar, perceberás que te menti. É que, na verdade, a Lua fica só e apenas à entrada de um universo sem fim onde guardo a sete chaves o meu amor por ti.

sexta-feira, 25 de setembro de 2015

Era uma vez...

 

Na próxima semana vou ler uma história à turma de Baby Caco. São miúdos entre os 3 e 4 anos, por isso, não posso despachar aquilo às três pancadas porque falamos de malta que já ouviu muita história na vida e sabe bem o que anda a fazer. 
 
Ainda não sei que história vou contar, mas estava a pensar não ficar ali de livro na mão e limitar-me a ler, até ao momento em que levanto a cabeça e percebo que está meia turma a ferrar o galho e a outra meia a tirar macacos do nariz. A minha ideia era levar adereços relacionados com a história e ir mostrando, no decorrer da trama.
 
Mas agora o problema é ter adereços para a história que escolher. Se for a do Capuchinho Vermelho, tenho um fantoche de lobo, mas não tenho a capa vermelha, adereço essencial para esta opção... Se for a dos três porquinhos também não dá jeito ir a alombar com casas de madeira, nem tijolos... Se for a do Pinóquio, não sei onde arranjo a baleia e, a esta hora, duvido que a Joana Vasconcelos alinhasse neste programa com tão pouca antecedência...
 
Pensei também na da Cigarra e da Formiga. Desta eu tenho a viola, mas não sei tocar um dó... Se bem que a boa notícia é que eles também não, por isso, às tantas, é mesmo esta que vai marchar...
 
Alguém tem por aí outra sugestão jeitosa?

quinta-feira, 24 de setembro de 2015

No Porto há um pedaço de céu.

 
... e esse pedaço de céu é um sítio - correção - , é um paraíso absolutamente encantador que se chama Agu Agu e de que já falei por aqui na altura em que inaugurou. Mas a verdade é que as novidades não páram de chegar e aquilo é um ver se te avias de coisas giras.
 
Estas são as últimas que me ficaram na retina:
 
1 - Candeeiro de se comer:
 
A letra que vêem aqui em cima é um candeeiro em formato de C de Caco, mas podia ser um T de Teresa, um M de Mariana, um S de Sofia e por aí fora... São feitos manualmente, em madeira, por encomenda, e existem em diversos tamanhos (40 cm - 95€, 60 cm-135 €, 80 cm.- 180 € , 1 metro.- 240 € , 1.20 metro.- 300 €). A espessura varia entre 12 a 14 cm, conforme o tamanho da letra, e é possível vários tipos de acabamento: em madeira (sem acabamento), em branco, rosa e azul e demoram cerca de 10 dias a produzir. Também há em formato de nuvem (45cm x 30cm x12m de espessura e custa 95 €): 

 
 
 2 - Caixas de Luz:


Caixa  luminosa em formato A4, com três linhas de texto. Inclui 185 letras e símbolos para escrevermos o que nos der na galheta e custa 39,90 €. Por mim, deixava-a pendurada à janela lá de casa com a mensagem: "Eu é que sou a vizinha mais gira". Não é linda???

Invejosas - Ah, se calhar a frase é muito comprida e não cabe...
Miss Caco - Ai não cabe? Ok, então tiro a palavra "vizinha" que fica a fazer sentido na mesma.

3 - Banner de Letras pretas:

Ainda seguindo a onda de escrever o que nos der na real gana, a Agu Agu tem estes banners maravilhosos. Trazem 147 letras, números e símbolos + mini tachinhas para montarmos a frase que nos apetecer como, por exemplo: "Aqui é que mora a princesa", "Quero este quarto arrumado", "Tenho a mãe mais linda do mundo" ou, no mesmo registo mas com uma ligeira variação, "A minha mãe tem sempre razão". Custam apenas 11,95 €.



4 - O candeeiro do meu coração:

É o candeeiro Miffy que, tenho para mim, que ficava mesmo bem era na minha mesinha de cabeceira. É um amor de lindo. Um bocado carote (145,00 €), mas acho que o deixava toda a noite ligado só para poder acordar de vez em quando e olhar para ele.


 

5 - O tapete celestial

É este aqui em baixo, assim cinzentinho, sem mudar uma vírgula. Ficava a morrer no quarto de Baby Caco que é branco e cinzento. Não é um sonho? Pois. Também achei. É nosso por 59,95 €.
 
 
 
Ainda no segmento de tapetes, também há este que, tal como o candeeiro, estou mesmo a ver o jeito que me ia dar... sobretudo agora no inverno que vou passar horas assolapada no sofá a enfardar em chocolate e naqueles crepes do Continente que é só meter no micro-ondas e desgraçam-nos a vida em 30 segundos. Tem 120cm x 170cm e custa 179,90 €. Falo do tapete, não dos crepes. Esses são mais pequenos, mas também ficam mais em conta.
 
Pronto. Se não quiserem ir à loja que fica ali nas Galerias Lumière, na Baixa do Porto, uma zona linda de morrer, então basta ir ao facebook porque também se pode comprar por lá.

E os posters com ilustrações??!!? Ai, Jesus, prefiro nem falar. Ide espreitar, ide!

terça-feira, 22 de setembro de 2015

Sobre a cabeleireira que mora em mim.


Antes de mais, aviso já que esta criança que está aqui em cima não é Baby Caco, mas graças ao cabelo quase que podia. A imagem serve apenas para ilustrar este post que talvez seja útil para as mães de meninos com rotinas normais como, por exemplo, ir ao cabeleireiro.
 
Baby Caco tem 2 anos e 8 meses e a única vez que foi ao cabeleireiro foi.... nunca. Isto porque odeia que lhe toquem no cabelo. Já aqui contei a quantidade de tempo que esta criatura ficou sem o lavar e posso adiantar que, hoje em dia, o momento em que isso acontece chuta para canto as cenas mais horripilantes da saga Poltergeist.
 
De maneiras que quando ele já tem as pontas quase a bater no nariz, agarro na tesoura enquanto está a ver televisão e vou cortando sobretudo a zona da franja - que é prioritária e a única que ainda consigo alcançar, antes dele desatar a esbofetear-me como se não houvesse amanhã - seguindo a estratégia "tudo ao molho e fé em Deus" que é o mesmo que dizer, ir cortando sem regra nenhuma, tendo como única preocupação não lhe furar o globo ocular.
 
Felizmente que o cabelo de Baby Caco é basicamente um emaranhado de caracóis, o que permite que os sucessivos cortes, ao "Deus dará" e ao estilo zig-zag, não se notem, porque na verdade, as pontas dos caracóis vão para aqui e para acolá, portanto a coisa acaba por passar despercebida. Pelo menos é que eu acho e, até ver, ainda ninguém se queixou...
 
De qualquer forma, dizia eu, para as mães que têm rotinas normais, aqui fica uma sugestão maravilhosa de 30 cortes de cabelo para meninos. Para aquelas que, como eu, cortam as pontas conforme podem, pelo menos regalem-se a olhar para estas criaturas de Deus que se fossem meus filhos, tratava já de fazer um seguro porque isto a continuar a crescer assim só pode dar mau resultado.

Sooooocorrrrroooo!!!!!!

O meu filho ainda ontem bolsava e amanhã já vai começar a aprender inglês!!!!!!!
 
Aiiiiiiiiiii...... Não há por aí alguém que faça o favor de parar isto, assim tipo, agora?!?!?!??!!??

quinta-feira, 10 de setembro de 2015

Adianta-te muito estares com essa tromba.

 
Não há pai de menina nenhuma que eu conheça que não trema só de pensar no dia em que a sua princesa se tornar mulher e ficar sujeita às garras de tudo quanto é criatura do sexo masculino. Este sentimento tão comum faz com que seja ainda mais estranho que o Mourinho tenha acedido a aparecer num evento apresentando a filha nestes propósitos, como que a dizer: vinde, vinde, que a carne é tenrinha.
 
Posto isto, a única justificação que encontro é esta:
 
Mourinho: Mas onde é que tu pensas que vais vestida dessa maneira?!?
Matilde: Vou contigo à festa.
Mourinho: Ai isso é que era bom!! Já para o teu quarto e veste aquela saia de folhos que a tua mãe comprou na secção infantil do El Corte Inglês e aquela blusa de cetim cor-de-rosa que combina muito bem com as sabrinas que te ofereci no Natal e com a bolsa da Hello Kitty.
Matilde: Isso é que era bom! Vou assim e vou e vou!!!!
Mourinho: Mas, afinal, quem manda aqui?!?!
(...)
Matilde: Acho que a mãe vai gostar de saber daquela ucraniana com quem dormiste o mês passado no Ritz e que está um avião naquelas fotos que te apanhei no IPAD.
(...)
Mourinho: Estás linda, filha. Não mudes uma vírgula. 

quarta-feira, 9 de setembro de 2015

5 macacos??!!??!!?


Olha, olha!!!!
 
Miss Caco tem andado um bocado distraída, mas reparou agora que só faltam 5 macacos para o facebook do Caco atingir os 1000 seguidores!!!!!
 
1000 seguidores!! Valha-me Deus!! Tanta gente com tão pouco para fazer, que isto, vendo bem, dá para encher duas vezes o auditório da Fundação Champalimaud (onde gravam o "Prós e Contras"), aí uns bons dez autocarros ou fazer uma manifestação daquelas de fazer inveja aos taxistas.
 
Vá... toca aí a dizer ao colega do lado, à vizinha do rés-do-chão, à mãe ou à avó para fazerem um like aqui no pardieiro, antes que a hora mude e depois o tempo não dá para nada.
 
Ah! E sintam-se à vontade para dar sugestões de comemoração da efeméride.

Não, não vale a pena pedirem fotos como Deus me pôs ao mundo que bem sei que isso sim era uma comemoração à séria, mas sobre isso não abro mão. Não é por nada, mas nunca mais teria uma vida santa, além de que não quero ser responsável pelo aumento da taxa de divórcios deste País.

segunda-feira, 7 de setembro de 2015

Breves apontamentos sobre o lançamento da novela da SIC.

 
A sério, Raquel Strada?!? Isto foi mesmo o melhor outfit que se arranjou?!?
 
 
SIC surpreende e põe Luciana Abreu a fazer de Luciana Abreu.
 
Não consigo dizer muito mais porque infelizmente não vi com atenção suficiente. Gostei de terem retomado o "Tudo o que eu te dou", um tema do passado do Abrunhosa que, a meu ver, será sempre eterno, e gostei da prestação da Bárbara Guimarães, apesar de estar com um cabelo da cor da pele, que por sua vez, era da mesma cor do vestido, que, por seu lado, tinha um tom semelhante ao do pendente que trazia o pescoço, mas eu até gosto da rapariga, portanto, leva o meu elogio.
 
 
 
Cláudia Vieira: Sempre elegante, apesar do registo "mais do mesmo".
 
De resto, meio dúzia de actores que não construíam uma frase de jeito e uma Rita Blanco irrepreensível. Sobre a prestação das meninas que andavam para ali a entrevistar, pontuação máxima para a que namora com aquele "do que dizem os teus olhos". Não morro de amores pela miúda, mas destacou-se pelo à vontade e forma de estar.
 
Já se punha era outro sapateco, mas o vestido não compromete e assenta-lhe bem.
 
 
 
A sério, Carolina? Tiveste o mesmo "patrocínio" da Raquel Strada?
Bem sei que és dada a atividades radicais mas... e a boqueira? Tinhas mesmo de trazer?
 

Se o cortinado havia de estar para ali a apanhar pó, sempre se aproveitou para alguma coisa.
 
 
O outfit à "Marilyn Monroe" não me diz nada, mas adoro esta menina.
 

Júlia Pinheiro em versão "tive um baptizado em Gondomar, mas achei por bem vir assim mesmo."

segunda-feira, 31 de agosto de 2015

Está verde, meu amor.


Uma das principais razões que me levaram a criar este blogue tem a ver com o facto de querer registar memórias da infância e do desenvolvimento de Baby Caco porque bem sei que a minha memória é pouco mais fiável de que uma betoneira.
 
Quer isto dizer que este post em particular deverá estar próximo de ter rigorosamente nenhum interesse para vocês, por isso, já vou avisando que sois livres de carregar ali na cruzinha do canto e ir à vossa vida, até porque ainda está sol e é melhor aproveitar o bom tempo que não tarda nada o Natal está à porta e já não se faz nenhum ao ar livre.
 
Pronto. Considerai-vos avisados. O que eu quero aqui registar é o facto do meu filho - tal como todas as crianças - adorar dizer as cores assim que passamos nos semáforos. A peculiaridade de Baby Caco é que, apesar de querer, ainda não sabe dizer "verde"."Verde" para ele é sinónimo de "Verco". E eu fico encantada de todas as vezes que o oiço gritar "Verco! Verco!" enquanto agita os bracinhos no ar, à espera que eu confirme o que disse.
 
É nesta altura que sorrio e digo: "Sim, meu amor, está verde. Está verde, meu amor".

sexta-feira, 28 de agosto de 2015

Constatações #1

Pior do que saber que ainda há gente nojenta a passar férias, é reconhecer que nunca na vida teremos um rabo assim.
 
Nota: para os mais desatentos, este é o rabo da Ana Sofia, capa da GQ deste mês. Já agora, parabéns à revista pelo regresso.

Então é mais ou menos assim...

 
Fui dar um arejo na hora do almoço e quando estava quase a chegar à agência, lembrei-me que o que vinha mesmo, mas mesmo a calhar, era mandar abaixo um gelado.
 
Miss Caco trabalha no centro nevrálgico da capital do País. Em plena avenida da República, uma das mais importantes e valorosas do Monopólio. Mais precisamente entre o Campo Pequeno e o Saldanha, ou seja, onde tudo deveria acontecer. E se não acontece, pelo menos tem obrigação.
 
Pois Miss Caco comeu quilómetros, deu duas vezes a volta ao quarteirão  e não encontrou um cara&%$#o de um sítio que vendesse um mísero gelado. Casas de chineses era quantas quisesse. Gelados, nem vê-los.
 
De maneiras que agora estou aqui com o ar condicionado a bombar e a cheirar a copa a ver o que há de jeito para comer, já que as bolachas de chocolate que estão na gaveta da secretária estão moles. Sobram aquelas rodelas de milho que sabem a esferovite, mas também não era bem o que tinha em mente...
 
Moral da história: pessoas que viveis fora dos grandes centros urbanos, animai-vos. Aposto que na Baixa da Banheira há gelados em cada esquina.
 
Adenda: Por outro lado, a Zara Home tem uns pauzinhos de sushi de se comer de lindos.
 
Pronto. É isto.
 
Adenda 2: O momento em que acabamos de escrever este post e damos com isto.

quinta-feira, 27 de agosto de 2015

quarta-feira, 26 de agosto de 2015

O meu filho tem uma panca por meios de locomoção.

 
O que vou aqui contar certamente não será grande novidade para as mães de rapazes. Baby Caco demonstra um fascínio enorme por tudo o que está relacionado com meios de locomoção em geral.
 
Ainda muito pequeno já revelava um fétiche por jantes, constatação de que, na altura, vos falei aqui. Entretanto, passou essa fase e agora veio a de repetir, vezes sem conta, o nome do meio de transporte que lhe aparece à frente, até eu e o pai repetirmos também.
 
Ora, como fazemos frequentemente a A1, posso adiantar que em cada viagem Lisboa - Porto dizemos uma média de 45 vezes a palavra "camião", 18 vezes as palavras "popó papá" (sempre que passa um carro igual), 12 vezes as palavras "popó vovô" (pela mesma razão), 2 vezes as palavras "popó mamã" (sim, o meu carro é muito especial, por isso há poucos), 9 vezes a palavra "avião" e, mais recentemente, 16 vezes as palavras "popó tio Paulo" (só conhece a viatura há pouco tempo).  
 
Também nas brincadeiras em casa a história repete-se. Fica tempos infindáveis a brincar com os carros, os comboios e camiões. Na rua, o que mais gosta de fazer é andar na mota do filho do dono do café e sentar-se ao volante do carro da ama, enquanto carrega na buzina até acordar a vizinhança. 
 
Este verão, deixou as fraldas e começou a fazer chichi na sanita. Não quer o redutor para nada (malditos 15 euros que deixei por um redutor acolchoado, com bonequinhos coloridos, lindo que eu sei lá e que agora não sei o que fazer com aquilo) e sempre que tem vontade, vai a correr para a casa de banho a gritar: "Chichi, chichi!!!".
 
Sobe aquele banquinho do IKEA - que meio mundo tem -, fica à espera que eu lhe desça as cuequinhas e que o sente na sanita e assim que está tudo a postos, baixa a cabeça para ficar a controlar a operação, enquanto diz (sempre e sem qualquer exceção):
 
- "Chichi Comboio".
 
E cada vez que eu oiço estas palavras é como se o meu coração fosse atropelado por um camião TIR. É também essa a altura em que penso que um dia amasso este rapaz de tanto o amar.

segunda-feira, 24 de agosto de 2015

A camoeca.

 
 
Ontem à tarde deu-me uma camoeca. Almocei bem, fui passear com Baby Caco e quando cheguei a casa, vinha com tanta sede que abri o frigorífico e mandei abaixo um resto de melancia gelada o suficiente para me parar a digestão. Começou com uma dor de cabeça horrível que foi num crescendo até se transformar numa enxaqueca daquelas de mal conseguir abrir os olhos e que até nos fazem doer os dentes.
 
Estava em casa sozinha com Baby Caco e quando percebi que tinha acabado de vomitar o almoço e possivelmente os dois ben-u-rons que tinha enfiado goela abaixo, agarrei no telemóvel e, com muito esforço, mandei esta mensagem a marido Caco: "Aaandra pra aacasak. Nao mesinmto benm". Felizmente ele percebeu que era para vir para casa depressa porque eu estava mesmo a ver que não passavam cinco minutos até ficar estendida no chão da casa de banho, tal e qual como nos filmes.
 
Ele chegou, deitei-me na cama e as dores de cabeça eram tantas que o barulho de uma pena a cair em cima de uma nuvem, para mim, era o equivalente à implosão de um prédio de oito andares no bairro do Aleixo. É nesta altura que marido Caco se lembra de dizer a Baby Caco para ir fazer festinhas à mãe que está doente.
 
Se mal estava, pior fiquei. Baby Caco não é conhecido por ser um bebé afável e carinhoso, portanto eu já estava mesmo a vê-lo a saltar em cima do colchão, enquanto me dava alegremente com o comando da TV na cabeça e me pontapeava repetidamente o estômago.
 
Qual a minha surpresa quando a pequena criatura se deita em frente a mim, rosto a 3 cm do meu, e ali fica, impávido, sereno, a passar as mãozinhas pela minha cara, como que a fazer festinhas. E eu pensava: "Mas ele nunca fez festinhas. Ele sabe o que são, mas nunca fez. Isto vai durar mais 4 segundos e logo a seguir enfia-me o indicador pela pálpebra a dentro, sem dó nem piedade".
 
Não tinha forças para dizer nada. Portanto, fiquei ali quieta, na esperança de conseguir ter energia suficiente para o atirar contra a parede, assim que me rebentasse o globo ocular. Passaram aí uns cinco minutos. Ele continuava no mesmo registo. Às vezes, parava uns segundos e ficava a olhar para o infinito. E eu pensava: "É agora. Deus nosso senhor me proteja que ainda sou nova para ficar ceguinha". Uns segundos de pausa. E recomeçava.
 
A certa altura fui descontraindo. Percebi que aquilo era mesmo de verdade. O meu bebé estava preocupado comigo. O pai perguntava-lhe se ele queria ir jantar, mas ele não saiu dali um segundo que fosse. Acabei por adormecer com ele a acariciar-me o rosto. Quieto. Nunca esteve tanto tempo assim. Sereno. Só passava as mãozinhas na minha face e olhava para mim. Eu fechava os olhos por momentos e quando os voltava a abrir, ali estava ele. A olhar para mim. Como que a tomar conta.
 
E a cabeça continuava a latejar. E não podia tomar mais medicação porque não tinha a certeza se vomitara os dois comprimidos ou não. E mal me conseguia mexer. Mas o meu bebé estava ali a tomar conta de mim. O meu bebé que não faz carinhos, que quase não dá beijos quando lhe peço, estava ali a tomar conta de mim. Mesmo não sendo eu ainda velhinha.   
 
E naquele momento, ali mesmo, com a cabeça a latejar e sem mal me conseguir mexer, tive uma certeza: só posso estar a criar um anjo.

quinta-feira, 20 de agosto de 2015

Diz que causa polémica.


 Esta imagem anda há uns dias a aparecer-me no feed de notícias, mas, normalmente, quando me aparecem estas coisas aparentemente virais, é meio caminho andado para não lhes ligar um chavelho.
 
Mas hoje detive-me nela. Sabia que havia uma polémica qualquer à volta disto, mas não me interessou saber porquê. Percebi que era sobre o facto do objectivo desta mãe ser a sua vontade de imortalizar a cesariana.
 
E quanto mais olho para ela, menos entendo como pode ser considerada controversa, pois, aos meus olhos, ela é, apenas e só, esmagadoramente linda. 

Sou só eu que vejo aqui a Bibá Pitta?!?


quarta-feira, 19 de agosto de 2015

Antes que o Trump se lembre...



... de se vir meter comigo, o Cocas já saiu em minha defesa.

É bom ter amigos assim.

terça-feira, 21 de julho de 2015

Onde há? Onde há?


QUERO UM CHAPÉU IGUAL A ESTE!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

As gajas do norte também comem.


A primeira vez que comi caracóis achei um autêntico nojo. Não percebi a graçola daquilo, na textura da coisa, no cheiro, naquele ritual de enfiar um palito e sacar o desgraçado do bicho minúsculo de lá de dentro, sem dó nem piedade, e nem sequer vi qualquer interesse no sabor.
 
Há umas semanas, no regresso da praia, parámos num tasco chamado O Dias dos Caracóis. Não me perguntem onde fica. Só sei que é uma coisa de esquina, situada numa rotunda à saída da costa e tem uma esplanada com cadeiras vermelhas de plástico, patrocinadas pela Sagres.
 
Já lá fui duas vezes e aquilo está sempre a abarrotar. Foi lá que percebi duas coisas: que, afinal, até gosto de caracóis e que caracóis acompanhados de pão torrado, carregadinho de manteiga, são das melhores combinações que já provei na vida. Quer dizer, das melhores, se calhar é exagero, mas quem vem de uma praia, ao fim da tarde e sem levar farnel nem comer bolas de berlim, está normalmente esganado com a fome. Portanto, tudo o que come sabe sempre a uma grande iguaria. Se calhar foi esse o caso, mas que achei o raio dos caracóis divinais, lá isso achei.
 
Posto isto, e apesar de já ser um pouco tarde para questionar, há só uma dúvida que se coloca:
 
Aquela coisa nojenta, molengona, em tom mais escuro, que está agarrada à "cauda" das criaturas também se come?

segunda-feira, 20 de julho de 2015

Interessante...



... esta forma da Cristina Ferreira anunciar que vai participar na sequela de "Uma Casa na Pradaria".

segunda-feira, 6 de julho de 2015

Está descoberta a vocação de Baby Caco.

 
Este fim de semana Baby Caco foi, pela primeira vez, a um parque de diversões, daqueles onde se fazem as festinhas das crianças, com imensas actividades e brincadeiras diversas, como insufláveis gigantes, réplicas do interior de casas - com direito a cozinha, quarto e sala incluída -, karaoke, escorregas, piscina de bolas, trampolim, e cenas destas que os miúdos deliram, enquanto os pais tiram fotos e pensam que finalmente vão ter uma noite a dormir em condições.
 
Era a festinha de anos da Inês, ou da "Inech", como ele lhe chama, e correu tudo lindamente, sendo que foi este o momento em que percebemos que Baby Caco tem um fascínio. Sim, foi nos anos da Inês que tivemos a revelação da verdadeira vocação do meu filho. E, pasme-se... Baby Caco tem o sonho de fazer...
 
(...)
 
(Rufam tambores)
 
.... COMPRAS!
 
Dados os meus antecedentes, isto até nem parece uma grande surpresa.  Mas a verdade é que não me refiro a compras de loja, falo sim de compras ao estilo Continente.
 
Senão, atentem ao que passou a santa tarde a fazer:  
 
 
Baby Caco a imaginar que vai ao Continente com o carrinho de compras e os vouchers de desconto no bolso de trás.
 
 
Baby Caco a chegar a casa com o carrinho de compras.
  
 
Baby Caco a ligar o forno com o carrinho de compras.

 
Baby Caco a fazer baby-sitting com o carrinho de compras.


Baby Caco a preparar o almoço com o carrinho de compras.

 
Baby Caco a adiantar o jantar com o carrinho de compras.


Baby Caco a regressar ao Continente porque se esqueceu de comprar alface frisada.


Baby Caco a passear o carrinho de compras pelo recinto.

 
Baby Caco a arrumar os víveres que trouxe no carrinho de compras.

 
Baby Caco a cantar karaoke com o carrinho de compras.


Baby Caco a fazer bricolage com o carrinho de compras (reparem na leveza com que agarra o martelo enquanto segura o carrinho). 
 
Nota: Fica a faltar a foto da tentativa de entrar na piscina de bolas com o carrinho de compras. Juro que tentei, mas não fui a tempo.