terça-feira, 23 de fevereiro de 2016

Há dois dias que o meu filho dorme numa nuvem.


A semana passada tive uma conversa com a minha sogra sobre o maravilhoso mundo dos lençóis térmicos, mas como, a bem da verdade, não sinto muita falta e tenho lençóis com fartura - além de que odeio acumular tralhas -, a conversa ficou por ali.
 
Nem de propósito, dias depois, ao deitar Baby Caco, assim que pousa a cara na almofada, diz: "Tá fia, mamã!". Claro está que, naquele momento, era bem capaz de fazer malabarismo com massas de fogo, se essa fosse a única forma possível de aumentar a temperatura. Mas como tinha o robe dele ali ao lado, cobri a almofada com ele. No segundo seguinte, senti-me a pior mãe do mundo, no outro segundo a seguir, achei que estava a exagerar, e no minuto que se seguiu, meti na cabeça que a prioridade da minha vida era comprar uns lençóis térmicos.
 
Comentei com a minha empregada e ela disse-me que havia um feirante que tinha uns muito bons e que estava de manhã junto ao mercado. No sábado, lá fui eu. Cheguei um pouco tarde, já estava o homem a arrumar a parafernália de edredons, atoalhados e afins na carrinha, mas ainda a tempo de perguntar pelos ditos lençóis. Disse-me que tinha uns mais finos, a dez euros, outros mais grossos, a quinze, e ainda uns, que eram a novidade do momento, um pouco mais caros.
 
Apontou para os mostrar, mas eu torci o nariz porque aquilo parecia-me tecido de toalha de praia e desvalorizei. Quando começo a pedir-lhe para me mostrar os padrões dos térmicos, cruz credo, uma desgraça. Cada um mais foleiro do que o outro. Quase ao nível dos padrões que desfilaram pela festa de aniversário da TVI , mas para pior.
 
No meio daquela miséria franciscana, dei com um com uns mochos coloridos, uma coisa meia infantilóide, mas que comparado com o resto, pareceu-me que cumpria os mínimos. A verdade é que aquela minha indecisão também não podia durar muito, não só porque o homem já não tinha tempo para me aturar, mas sobretudo porque, no entretanto, Baby Caco ia alternando entre enfiar a cabeça debaixo da roda da viatura, ou puxar o rabo ao cão carregado de pulgas que estava à entrada da peixaria.
 
É nesta altura que o homem diz que esse lençol era dos tais "novos", a célebre "novidade do momento, anti-alérgico, anti-fúngico" e mais uns "antis" quaisquer que davam ar de ser alguma coisa de jeito. Para minha surpresa, reparo que eram feitos daquele tecido muito fofinho, igual ao das mantinhas dos bebés, estão a ver? Aquele que parece os robes da Primark e que, além de secar muito depressa, fica sempre com ar de novo, ao contrário dos térmicos que - segundo dizem - ganham borbotagem até dizer chega.
 
Bom, Baby Caco escolheu uns cinzentos, da mesma cor do quarto, bem mais sóbrios do que a bonecada dos mochos  e, meus amigos, posso adiantar-vos que existe um ALT (Antes dos Lençóis Térmicos) e um DLT (Depois dos Lençóis Térmicos).
 
A verdade é que, agora, quando vai para a cama, diz que vai para os "uençóis quentinhos" e eu sinto-me outra vez a Melhor Mãe do Mundo, a achar, convictamente, que estes foram os 25 euros mais bem aplicados de todo o sempre. Estes e aqueles que investi nos boyfriend jeans que me ficam a matar, mas que, como eram para mim, se calhar não conta, né?

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016

O meu filho está a transformar-se no Cascão.


Mães desta vida, por favor digam-me que está por aí alguma que padece deste mal.
 
Desde que nasceu, Baby Caco não gosta de banho. Quer dizer, o banho já há algum tempo que até suporta, mas, na maternidade, e durante praticamente o primeiro ano de vida, chorava a maior parte do tempo, o que tornava este momento um suplício. Estão a ver aqueles vídeos do youtube, que mostram bebés em estado zen com a água a escorrer pela cara abaixo? Pois. Ainda bem que estão porque eu não sei o que isso é.
 
Aquilo era de tal forma um cenário "poltergeistico" que nunca lhe pus creme no corpo porque ele gritava ininterruptamente até ao momento em que o vestia. E não, isto não tem a ver com o facto de ter frio, porque só faltavam coqueiros e uma praia para aquela casa de banho parecer Copacabana no pico de dezembro.      

Bom, o tempo foi passando e ele começou a gostar do banho, mas o cabelo, ai Jesus, o cabelo é um verdadeiro inferno. Grita como se lhe estivéssemos a arrancar um braço. Ou dois. Ou, para ser mais honesta, os dois braços e o testículo esquerdo. Tudo ao mesmo tempo.
 
O resultado é que, agora, até eu odeio o dia de lhe lavar o cabelo - que, convenhamos, começa a ser com uma periodicidade que até tenho vergonha de dizer. A sorte é que, vá-se lá perceber como, juro que não cheira mal e tem sempre bom aspecto, mesmo que não veja água há mais de... três dias (é tão lindo o eufemismo).
 
Para tentar contornar isto, inventei que tem bichos na cabeça e que tenho de os tirar, sob pena de lhe comerem o cabelo até ficar careca como o Ruca. Sucede que ele não só não se importa de ficar careca, como diz que adora os bichos e, no final do banho, continua a gritar desalmadamente: "EU QUEO OS BICHOS!!!! EU QUEO OS BICHOS!!!".
 
E é aqui que tenho de fingir que lhe volto a pôr a bicheza toda no mesmo lugar de onde a tirei. Nesta altura, dá sinais de começar a acalmar-se, até abrir novamente as goelas, minutos depois, assim que vê o secador a aproximar-se. Esta fase custa um pouco menos porque o barulho do aparelho sempre abafa um bocado o circo.
 
Posto isto, há por aí alguém com dicas maravilhosas para que o meu filho não se transforme, a passos largos, num Cascão e eu não tenha um ataque de loucura semelhante ao que sofreu a Teresa Guilherme quando decidiu vestir-se de Ana Malhoa?
 

Agradecida.

About last night.

 
A TVI fez anos e a Cristina Ferreira apresentou-se nestes preparos. Desconfio que se tivesse ido ao baú dos arrumos de casa da minha avó, tirasse peça a peça, aleatoriamente, sem olhar, e depois vestisse tudo à bruta, o resultado era melhor.
 
O que aconteceu aqui, Cristina??!? É que não acertaste uma. Tudo ao lado. Tuuuuddddoooo!!!
 
Por outro lado, Miss Caco dá os parabéns à Rita Pereira. Além de ir linda, levou também uma barriguinha que, ao contrário do que dizem, a mim não me levanta suspeitas. 
 
Voto que é menino.
 



 

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016

Mais vale tarde do que nunca.

 
 
Lembram-se de ter falado aqui no aniversário de Baby Caco? Pois. Não cheguei a mostrar-vos o bolo e a decoração linda que eu sei lá.
 
Baby Caco disse-me que queria um bolo dos Minions. Sim, eu sei, não tem originalidade nenhuma, são bonecos só com um olho e ninguém percebe o que raio é que eles dizem, mas enfim... Mãe é mãe e ele até me podia dizer que queria um bolo com a Bernardina que eu ia arrancá-la à Casa dos Segredos arrastada pelos cabelos e até trazia a mãe para tocar ferrinhos.
 
Adiante. Tratei de arranjar a decoração que passo a explicar:
 
1 - Aqueles Minions, lá atrás, em cartão, pendurados naqueles pauzinhos com as gomas grandes, comprei numa espécie de "espetada" aqui no chinês da loja do lado (claro que era só para aproveitar os bonecos, porque aquela goma azul gigante, mal entrou na boca de Baby Caco fez o mesmo efeito que uma pastilha de WC Pato, portanto, tratei de correr com ela num instantinho);
 
2 - O  Minion que está no centro, a tocar guitarra, foi a dona do restaurante onde vamos ao domingo que nos deu. Trouxe de Miami e é daquelas cenas que trazem uns rebuçados pequeninos lá dentro, com a particularidade de, ao carregar na bolinha azul, o raio do boneco canta uma música daquelas que não queremos ouvir nem no dia que estivermos mais surdos que uma porta;
 
3 - As bandeirolas é fácil. É só pendurar aquelas ceninhas triangulares (que neste caso eram autocolantes que tinha para aqui no escritório) numa fitinha que, por sua vez, se ata nas extremidades a um pauzinho;
 
4 - À volta do bolo, espalhei gomas, em formato de bananas, que Baby Caco mandou abaixo sem dó nem piedade e, a bem da verdade, foi a única coisa que comeu.
 
Este último aspecto talvez esteja relacionado com o facto do bolo estar uma valente... merda. Sim, aquilo é um bolo de laranja em cima de outro bolo de laranja, com cobertura de chocolate, sendo que a única coisa que saiu em condições foi a cobertura.
 
Posso adiantar-vos que passei a noite de véspera a fazer bolos. Quatro para ser mais concisa, sendo que dois foram para o lixo e os outros dois são os que vêem na foto, mas que assim, cobertinhos de chocolate mal se nota.
 
Moral da história: dentro de um ano falamos. Sinto que vou precisar de contactos de pasteleiros. 

 
Foto lateral do bolo onde se percebe o desnível que não consegui disfarçar nem à lei da bala.


Detalhe do boneco em plástico que cobri com celofane, na zona que espetei no centro do bolo.


Vista aérea. Não, não foi preciso um drone.

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016

Carta aberta....


.... a todos os pais que vestiram os filhos de Homem-Aranha, Minion, Branca de Neve, Princesa do Frozen, palhaço rico, palhaço pobre, pintainho, elefante, anão da Branca de Neve,  príncipe da Branca de Neve, bruxa da Branca de Neve, índio, Mickey, macaco Adriano,  Wally, baiana,  polícia, bombeiro ou qualquer outra cena que implique enfiar-lhes uns trapos pela cabeça abaixo, sem que eles fiquem a espumar e a espernear durante meia hora, enquanto gritam NÃÃÃÃÃÃÃO QUEEEEOOOO!!!!! até o vizinho do prédio do fim da rua chamar a protecção de menores, por favor, expliquem-me como se eu não soubesse ler nem escrever:
 
COMO É QUE CONSEGUIRAM???!?!
 
Aviso já que se implicar drogas, prefiro não ouvir.
 
Nota: A foto não é Baby Caco. É só o disfarce mai lindo do Carnaval que encontrei por aqui.

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016

Aviso: Este post não é patrocinado pelo LIDL.

 
Bem sei que parece, mas digo-vos, à confiança, que não é. Sinto-me é na obrigação de vos alertar que esta pista em cima, fofinha que eu sei lá, vai estar em promoção no LIDL, a partir de amanhã, passando para 21,98 euros, tal como indica o folheto em baixo.
 
Miss Caco comprou-a no Natal para oferecer no aniversário de Baby Caco e como a acho um amorzinho, achei que iam gostar de saber. A foto em cima inclui mais alguns adereços que não vêm na caixa, mas que eu tinha para lá e achei que ficavam bem, como, por exemplo, aquelas plataformas verdes onde enfiei uns bonecos da Playmobil que ficam a matar e que, visto de longe, até parece que faz conjunto. A pista original traz alguns carrinhos, também de madeira, mas eu comprei mais uma caixa, à parte, que trazia uma ambulância, um carro de bombeiros, um helicóptero e um táxi e custou cerca de 6 euros.
 
A única coisa que anda sozinha, com ajuda de uma pilha (que vem incluída), é aquele comboio amarelo, mas como todos os carros têm imans, podemos agarrá-los uns aos outros e aquilo vai tudo de arrasto que é uma coisa linda de se ver. Além disso, o barulho que faz é delicioso para adormecer.
 
Agora, MUITO IMPORTANTE, mas meeeeessssmmooooo MUITO IMPORTANTE: guardem, a vinte chaves, o livro de instruções porque as crianças de três anos têm alguns acessos de estupidez e dá-lhes para desatar a desmanchar tudo o que vêem pela frente e a atirar para o ar desalmadamente, sem qualquer critério, por isso, é natural que tenham de a montar algumas vezes. Mas, antes isso, do que vazar um olho.
 
A boa notícia é que o processo de montagem é simples. A primeira coisa a fazer é dividir as peças por montinhos (juntar as que são iguais) e depois seguir o plano da pista que está na caixa (baldem-se para os outros planos, porque tem imensos diferentes e só confunde). 
 
Vá, agora corram ao LIDL e digam que vão daqui, a ver se aqueles gajos se lembram de me mandar mais um conjunto para juntar a este. Sim, porque também vendem um parque de estacionamento, um aeroporto e mais não sei o quê, que agora não me lembro, e que à custa dos desenhos que meteram na ilustração da caixa estou fartinha de levar com a criatura a apontar, enquanto grita: "Queo este, mamã!!! Queo este!!!!".


segunda-feira, 8 de fevereiro de 2016

A minha criatura já fala estrangeiro!


A semana passada, Baby Caco ganhou de prenda de anos um conjunto de pratos da "Patrulha Pata". E o que é que Miss Caco sabe sobre a "Patrulha Pata"? Ora, Miss Caco sabe que são uns desenhos animados que passam no canal Panda e que têm cães. Não sei se mijam com a perna no ar, se comem biscoitos de marca branca, se ladram em inglês ou francês, nem se têm pulgas ou carraças.
 
O episódio que se segue ocorreu enquanto ele jantava num desses pratos. De repente, baixou a cabeça timidamente, enquanto sorria com ar envergonhado e ia apontando para os três cães que estavam no prato (amanhã faço uma adenda e meto aqui a foto do prato) enquanto dizia muito baixinho: "Xeixe... Uabele e Machale...".
 
Eu, que não percebia nada do que ele para ali estava a dizer, questionei: "O quê, meu amor?".
 
E ele voltava a sussurrar a lengalenga: "Xeixe... Uabele e Machale". Como apontava para os bonecos, calculei que fossem os nomes deles. Baixei a cabeça para perto dele para tentar ouvir melhor e pedi para repetir.
 
 De repente, como estava a 3 milímetros do prato, reparo que junto a cada um dos animais, estava escrito o nome. Ora, eu que pensava que se chamariam algo como Bobi, Faísca ou Torpedo, constato que dão pelo nome de Chase, Ruble e Marchal.
 
Pára tudo. Epifania geral.
 
Amassei-o de beijos. levantei-o no ar e gritei com ele nos braços, para todo o prédio ouvir: "O meu filho já fala inglês!!! O meu filho já fala inglês!!!"   
 
E pronto. Ser mãe também é ser isto. Ridícula.
 
Nota: Os cães são estes. Amanhã meto foto do prato.


 


sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016

Bem sei que é Carnaval...


Não sei se é verdade que ela bebe até tombar, não sei se ele é mesmo violento, não sei se o filho quer mesmo ficar com o pai, se ela entra com um loiro na discoteca e sai com um moreno - ok, muito moreno -, o certo é que seja o que for que aconteceu, e mesmo sabendo que estamos no Carnaval, acho indecente isto de porem o desgraçado do Carrilho vestido de sereia no painel de azulejos da estação de metro do Oriente.
 
Tudo tem limites.

Nota: No entanto, devo confessar que acho interessante a alusão das mamas ao olhar da Rita Pereira. 

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016

Por mim contem o que quiserem...


... mas sempre quero ver o que vão dizer à Sociedade Protectora dos Animais para justificar o texugo que o Simão sufocou dentro dos boxers.

quarta-feira, 27 de janeiro de 2016

O meu filho vai fazer anos.


E eu vou tentar meter-lhe isto na cabeça.
 
Sim, fui eu que fiz. Mãe que é mãe faz manualidades - ou, em americano, DIY -, no aniversário do filho. Nem que esteja para os trabalhos manuais como a avestruz está para a renda de bilros.

E sim, também vou fazer o bolo. E sim, juro que se ficar bem meto aqui a foto. Se não ficar, meto na mesma que é para o ano que vem lembrar-me de ligar para a pastelaria a tempo.
 
Wish me luck.

terça-feira, 26 de janeiro de 2016

Onde há? Onde há?


Pessoas,
 
Baby Caco está quase a fazer anos e tenho lá em casa um balão destes em formato de algarismo para encher com hélio. Alguém sabe onde se pode encher, para além das lojas Partyfiesta onde cobram 2,25 €?

Tipo assim, bomba de gasolina não dá?

segunda-feira, 25 de janeiro de 2016

Adoro.


... que me façam rir. E este sábado, quando estava a passar os olhos neste programa (Donos Disto Tudo, na RTP), fartei-me de rir sozinha com um sketch em que a Ana Bola faz uma caricatura brilhante da Simone de Oliveira durante aquela famosa entrevista para enfiar o Calcitrin pelos olhos a dentro.  
 
Quem não viu, faça o favor de vir aqui e ir directo ao minuto 30. Se estiverem a trabalhar, mais vale estarem quietos porque isto é coisa para vos meter a rir à séria. E é capaz de não dar jeito nenhum. Sobretudo se ainda sonharem com aquele aumento.

quinta-feira, 21 de janeiro de 2016

Descubra as diferenças.

Alerta: Post fútil!!

Miss Caco perdeu a cabeça na hora do almoço. Ontem, por um acaso, entrei na Lanidor - loja que não costumo frequentar, mas que me deu um vaipe qualquer e decidi ir cheirar. Dei com este casaco aqui em cima, que visto assim nesta foto não parece grande espingarda, mas vestido neste corpo de deusa, fica de tombar de quatro.
 
Não o comprei porque esmifra como sou, achei  que, apesar da promoção de 40%, continuava caro. Ainda assim, dormi a pensar nele e hoje convenci-me de que o ia buscar. Ao falar no assunto a uma amiga, ela pede-me para enviar foto. Vou ao site da Lanidor para a sacar e reparo que tinha descido mais 5,00 euros desde ontem. Custava 69,90 € e agora estava a 34,95 €.
 
Meti prego a fundo, enchi-me de coragem para enfrentar o trânsito e fui, que nem um tiro, à loja mais próxima. Ok, estou a exagerar. A loja fica a dois metros do meu trabalho e naturalmente fui a pé.
 
Pronto. O que interessa é que fui e esta belezura agora é minha e só minha e de tão linda que é, até a podia vestir sem nada por baixo e com umas galochas que juro que ficava a matar na mesma.
 
É isto. Como vêem Miss Caco é fácil de contentar.
 
Nota: Não se queixem. Eu avisei que era um post fútil. 

quarta-feira, 20 de janeiro de 2016

A miúda que tem um olho para cada lado.

 
 
Ora para quem pensa que este blogue é só "bota-abaixo", desengane-se porque isto hoje é para dizer aquilo que penso sobre este canhão esta miúda aqui em cima. Ora bem, para quem não sabe, ou ainda não se apercebeu, no meio onde "esta gente" se movimenta, a Rita Pereira é vista como uma tontinha que, além de má atriz, tem um olho virado para Freixo de Espada à Cinta e outro para Loulé. Digo-vos eu que sei bem do que estou a falar.
 
Pois, sobre isto, Miss Caco tem a dizer o seguinte: não acompanho com especial atenção o seu trabalho, há anos que não vejo novelas, mas ultimamente tenho visto com alguma regularidade a "A Única Mulher" onde considero que a miúda dos olhos tortos está bastante bem. Já me comovi várias vezes com cenas interpretadas por ela e, no que toca ao resto do seu comportamento na esfera social - apesar de andar sempre tudo de olho arregalado à espera de poder cair-lhe em cima (salvo seja) - , no geral, tenho uma boa impressão da forma como o conduz.
 
Ainda sobre a vida pessoal, e apesar desta história ser muito pouco para aqui chamada, apreciei igualmente a maneira como lidou com a infelicidade que viveu (refiro-me à morte do Angélico). E sim, bem sei que já não eram namorados, mas isso para mim tem muito pouca importância porque considero que ex-namorados são - na generalidade dos casos - pessoas que serão sempre especiais na vida de cada um. Acompanharam as nossas vidas, sofreram connosco, preocuparam-se, quiseram ver-nos felizes e por isso, independentemente da relação ter chegado ao fim, nunca serão pessoas comuns para nós.
 
Deixo aqui uma nota que nunca cheguei a ver a entrevista que deu à "Cristina" sobre este assunto, e que reconheço poder fazer-me mudar de ideias, mas, se assim for, avisem-me que vou já cuscar ao youtube.
 
A verdade é que certamente que essa experiência lhe terá deixado marcas menos boas, por isso, também é com alguma satisfação que a vejo aparentemente estável emocionalmente e também aqui, me parece que gere com peso e medida a exposição da vida pessoal.  
 
Posto isto, ponham os olhos nesta menina. A meu ver, apesar de os ter tortos,  sabe muito bem o caminho a seguir.

I´ll be watching her.

sexta-feira, 15 de janeiro de 2016

O prometido é devido.

 
Calma. Miss Caco prometeu, Miss Caco cumpre.
 
Está tudo doido para ver os meus pés, bem sei. Não admira. Até eu que os conheço há uma carrada de anos, ainda hoje, quando olho para eles, questiono como é que uma parte tão linda do meu corpo tem de andar escondida quase o ano inteiro.
 
E foi também a pensar nisso que este me pareceu o Prémio adequado para o "Concurso" que inventei no post anterior (quem não sabe do que falo, vá à caixa de comentários que fica esclarecido num instantinho).
 
Posto isto, e porque não faço por menos, não vos deixo uma foto, mas sim TRÊS daqueles que são, possivelmente, os pés mais lindos da blogosfera nacional e, porque não dizê-lo, internacional.
 
Senão, confiram:
 

Miss Caco, em modo veraneante.


Miss Caco em modo maternal (Baby Caco também tem pés lindos, bem sei)

   
Miss Caco em modo "Happy Feet" com as meias mai lindas da Primark.

Ok, não são sexy´s, mas who cares? Para isso, já basta o resto, que tem dias que nem sei o que fazer a tanta sensualidade. Enfim, cada qual com o seu karma.
 
Assim sendo, parabéns Luís Ribeiro.

quinta-feira, 14 de janeiro de 2016

E aquele momento...


... em que sabemos, por portas travessas, que um post que fizemos sobre um determinado produto muito específico em que acreditamos piamente, deu origem a que alguém - que não conhecemos de lado nenhum - lesse esse post e tenha ido a correr encomendá-lo?!!?
 
Foda-se. Eu não vos vejo, mas afinal há mesmo alguém aí desse lado. Dá para dar um tchauzinho, só assim naquela?

quarta-feira, 13 de janeiro de 2016

Aviso.


Miss Caco fez anos por um destes dias, que não interessa dizer qual porque não me apetece que me encham aqui o estaminé de prendas. A bem da verdade, tenho muito mais o que fazer do que passar o dia a abrir a porta a estafetas.
 
Isto é só para dizer que o meu mood para esta data é parecido com o da foto em cima. Só que com mais roupa e menos mamas (o que, convenhamos, torna tudo ainda mais miserável).
 
Ainda estou para perceber a piada dos aniversários. Não basta a miséria de envelhecermos, ainda temos a desgraça de ter o dia inteiro gente a lembrar-nos que no fundo, no fundo, bem vistas as coisas, vêm com aquele ar eufórico de quem não se esqueceu da efeméride - estando nós carecas de saber que foi o facebook que os avisou - quando, a bem da verdade, estão doidos com a ideia de saber que os outros também levam com anos no lombo.
 
Assim sendo, já vou avisando. Parei nos 35.

sexta-feira, 8 de janeiro de 2016

Tenho uma panca.

 
Desde que Baby Caco nasceu, Miss Caco não tem tido oportunidade de ver grande coisa na televisão para além da Patrulha Pata, da Abelha Maia, dos Caricas e pouco mais. Confesso que isto me tem feito alguma mossa, pois já começo a ter saudades de me estatelar no sofá a comer chocolates e a ver um filme do princípio ao fim, tarefa impossível de concretizar quando se partilha casa com uma criança de quase três anos. Quer dizer, a parte dos chocolates, felizmente ou não, essa até tenho conseguido cumprir.
 
Mas, graças a Deus, na passada segunda-feira (4 de janeiro) começou esta série maravilhosa na RTP 1 em que estou absolutamente viciada. Chama-se Terapia e, em traços gerais, passa-se dentro do consultório de um terapeuta (interpretado por Virgílio Castelo) que, em cada episódio, recebe um paciente diferente, o que não é mau, porque se perdermos um, podemos continuar a ver na mesma.
 
O bom disto, é que na semana seguinte, continuam as consultas com os mesmos pacientes (naturalmente cada um com o seu problema) e para o espectador é absolutamente maravilhoso poder ficar ali, tal como se estivéssemos sentados numa cadeira ao lado, a assistir às consultas cujo conteúdo até agora (e atenção que já vi os 4 pacientes) tem sido magistralmente real.
 
Portanto, para quem está a ouvir falar disto pela primeira vez e quiser acompanhar, os episódios anteriores podem ser todos vistos aqui e a lista de pacientes é esta:
 
2 feiras - Laura (Soraia Chaves, que está fantástica)
3 feiras - Alexandre (Nuno Lopes, que amo de paixão)
4 feiras - Sofia (Catarina Rebelo, uma miúda que, para mim, devia levar o Óscar para Revelação do Ano)
5 feiras - Ana e Jorge (Maria João Pinho e Filipe Duarte, dois actores dos quais não tinha grande opinião formada, mas que fazem um casal perfeito) 
E todas as 6 feiras, Mário (o terapeuta) tem supervisão com Graça (Ana Zanatti), a sua psicoterapeuta.
 
E é isto. Agora anotem aí na agenda: Terapia, para ver todas as noites, na RTP 1, pelas 23h00.
 
De nada.

quinta-feira, 7 de janeiro de 2016

Tenho lugar no céu.


Depois do que me aconteceu esta manhã, venha o que vier que este ano só me pode correr bem. Ora atentem e vejam se isto não é extraordinário: 

No trajecto do metro para o escritório, e no meio desta chuva de merda, reparo que alguém, a cerca de 50 metros à minha frente (sim, para já, ainda consigo ver a esta distância) e do outro lado da estrada que eu me preparava para atravessar, deixa cair ao chão, sem se aperceber, aquilo que me parecia ser uma espécie de caixinha.

Vou avançando até ao local para ver o que era, não tendo bem a certeza da pessoa que a teria deixado cair, pois tinha visto duas ou três por essa altura, naquele local. Confirmo que era uma caixinha de comprimidos, vazia.

Olhei para trás e vejo que uma das senhoras, que me parecia ser uma potencial proprietária, já tinha atravessado a rua e seguia a passos rápidos no sentido contrário ao meu. Olhei para a caixa outra vez e pensei: "Mas vou agora atrás do raio da velha, que nem sequer sei se é a dona disto, debaixo desta chuva de merda, quando até já estou atrasada, por causa de uma caixa de comprimidos que não vale um chavelho e ainda por cima vazia?!? Não, não vou. Não faz sentido".

Fico ali mais uns segundos a olhar para a caixa e depois para a velha, que ia ficando cada vez mais afastada, depois para a caixa outra vez. Nisto, reparo que na tampa estava gravada uma imagem de Nossa Senhora e - mesmo não sendo muito católica - aquilo fez-me ponderar a possibilidade de ser um objecto com valor sentimental. Fico ali num "vai e não vai". Decido ir.

Raios. Apanho o semáforo vermelho e a velha já está do outro lado da rua. Ansiosa, espero que fique verde, quase a deixar de a ver. Agora que me tinha finalmente decidido, não podia perdê-la de jeito nenhum. Corri debaixo daquela chuva - sim, de merda - enquanto gritava: "Senhora!!! Senhora! Senhora!!!" na esperança que olhasse para trás. Claro está que não olhou e eu ia-me sentindo um misto de Madre Teresa de Calcutá e de TTD (trenga todos os dias) porque, possivelmente, quando chegasse com a conversa da caixa ela olharia para mim com aquele olhar de quem pensa que vai ser assaltada e diria para eu ir para casa tomar a medicação que aquela conversa não era para ela.

O que aconteceu foi surpreendente. Assim que vê a caixa, foi como quem viu a Nossa Senhora em cima da azinheira. Arregalou os olhos de espanto e exclamou: "Meu Deus, essa é a caixa de prata onde guardo o meu terço!!!!! O terço que benzi em Fátima quando o meu filho de 39 anos morreu!!! Mas onde está o terço??! Onde está o terço, meu Deus??!!?, gritava aflita.

Disse-lhe que tinha visto apenas a caixa vazia e seguimos para o local onde a tinha encontrado. Ela continuava em pânico e não parava de agradecer, enquanto dizia: "Por favor, menina, encontre-me este terço... É do meu filho que morreu... Tinha 39 anos ...Eu não posso perdê-lo...Você é mais nova, vê melhor do que eu... encontre-o, por favor...". 

Naquele momento, percebi que podia chegar a noite que eu não sairia dali sem o descobrir. A chuva continuava a cair, as pessoas circulavam freneticamente com os guarda-chuvas no meio de nós e eu ali fiquei, a andar de um lado para o outro, estilo barata tonta, enquanto olhava para o chão com atenção cirúrgica.

Passaram-se uns bons cinco minutos. Perguntei-lhe onde trazia a caixa, para tentar perceber se o terço poderia estar no bolso ou caído dentro da carteira. Disse-me que o trazia na mão. Achei estranho trazer um terço na mão, mas, se calhar, foi a forma que encontrou de se sentir mais perto dele. Não sei.

O certo é que, subitamente, quando já estava quase a desistir, encontro-o nas pedras da calçada, num sítio onde me pareceu que já tinha olhado dezenas de vezes. Era da mesma cor das pedras, o que dificultava ainda mais a missão. Mas encontrei.  E aquilo, para mim, foi praticamente o mesmo que encontrar a própria da Santa.

Não preciso dizer-vos a reação. Abraçou-me, eufórica, como quem ganha anos de vida. Sorria de felicidade, enquanto dizia: "Que nunca lhe aconteça o que me aconteceu... Ninguém merece perder um filho. Obrigada... Obrigada ... Muito obrigada...".

Tive vontade de a convidar a tomar um café, mas já estava atrasada e se calhar até era despropositado. Despedi-me daquela estranha - que, por momentos, até me pareceu uma amiga de sempre - e segui em frente. 

Que tenham um bom 2016. O meu já está abençoado.