terça-feira, 12 de fevereiro de 2019

Abram alas ao Rolls Royce da pasta de dentes.


Quem nunca se apaixonou pelo rapaz da escola que, no início, não podia ver nem pintado que atire o primeiro calhau.

Pois isto foi o que me aconteceu com esta pasta de dentes e certamente - aviso já - é o que vos vai acontecer, se alguma vez experimentarem.

Tem um sabor agradável?
- Não. Está assim ao nível do iogurte estragado, mas para melhor.

É suave?
- Não. Parece uma espécie de betume cor de rosinha.

Tem um nome bonito, daqueles que temos vontade de dar ao próximo filho?
- Não. Chama-se Parodontax (aposto que se vão trocar todos quando forem comprar e vão pedir um Panoramix, mas prontos, antes isso que um Porsche Panamera que é bem mais caro).

É mais barata que as outras pastas do mercado?
Nem por isso, mas lava tão bem que desconfio que se usarmos só uma vez por mês, faz mais do que as outras no ano inteiro.

Então qual é a vantagem?, perguntam vocês. E eu compreendo.

A vantagem é que apesar da primeira reacção não ser brilhante, o resultado final é basicamente como se os vossos dentes tivessem entrado naquelas máquinas de lavagem automática dos carros, ao mesmo tempo que o Pai Natal ordena a centenas de duendes que se pendurem naqueles "escovilhões gigantes", com um Scotch-Brite em cada mão, a esfregar como se não houvesse amanhã.

É certo que tem um sabor assim entre o azedo e o fora de prazo, mas traz uma espécie de areiazinhas milagrosas que ao passarem nos dentes, ficam mais lisos do que o rabo de um bebé. Além disso, quando acabamos de lavar, ficamos com a sensação de que passámos a noite a mastigar aquelas árvores que dão cheirinho aos carros, com sabor a pinheiro. Mas não é um pinheiro qualquer. É dos
bons. Daqueles vistosos e robustos como há nos Alpes Suíços.

Ide ver e depois falamos. Vende-se em farmácias, mas ouvi dizer que aqui é mais barato.

Nota: Não, isto não é um post pago. Mas bem que podia.

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