segunda-feira, 9 de outubro de 2017

No que depender do meu filho, o Zoo tem os dias contados.



Sim, querida girafa, bem podes fazer olhinhos que, para mim, - três visitas após - não sobra lugar para dúvidas. 

Bem sei que depois de lerem isto vão achar que sou mãe de uma criatura insensível e sem ponta de compaixão pela fauna e pela flora deste universo - confesso que por ligeiros momentos sinto o mesmo, mas depois passa - o certo é que esta foi a terceira vez que levei Baby Caco ao Zoo e a reacção foi basicamente igual, isto é, estar ali ou numa camionete carreira a caminho de Benidorm, a 15 de Agosto, sem ar condicionado, seria praticamente o mesmo.

A primeira vez tinha 18 meses. Desvalorizei. Achei que ainda não tinha maturidade para interagir com os animais. Riu-se um bocado com os macacos, é certo, mas nada mais digno de registo.

A segunda vez tinha 2 anos e meio. Pensei: Da última vez não vimos o espectáculo dos golfinhos... Desta vez é melhor almoçarmos por lá que aquilo começa às 15h00 e às 14h30 já há fila para entrar...ele vai alucinar!!!

Não. 
Não alucinou. 
A bem da verdade, nem pestanejou. 
Passou o tempo a trepar pela escadaria acima, de costas para o espectáculo, enquanto se entretinha a apanhar paus de gelado e a arrastar o lixo que encontrasse pela frente. Quando chegava lá acima fazia uma festa para olharmos para ele. Fingíamos que estávamos a achar graça, na tentativa de evitar trepar entre os parcos centímetros que separavam a tonelada de povo que continuava histérico a bater palmas ao som da Macarena. A criançada ao rubro e e ele naquele serviço, escada acima, escada abaixo. E nós a rezar para não o perdermos. Golfinhos, esses nem vê-los.

Saímos. Demos umas voltas pelo resto do parque com um entusiasmo semelhante ao dos macacos que íamos encontrando no recinto (foto ilustrativa em baixo). À saída passámos por um jardim, daqueles que têm uns arbustos com caminhos estilo "Alice no País das Maravilhas", onde ele adorou esconder-se e pedir para corrermos atrás dele. Pronto. Estava feito. Fomos, pela segunda vez ao zoo, para basicamente correr atrás do nosso filho. Animais, esses, nem vê-los. 


A terceira vez foi ontem. 

Quatro anos. Ok, agora não há hipótese, ele vai adorar os golfinhos. Vamos cedo para chegar a tempo de conseguir ficar nas filas da frente.

Logo de manhã, ao acordar, começo a criar a onda de entusiasmo

- "Baby Caco, sabes onde vamos hoje????!?!!"

- Onde, mamã?!!?? (Olhos arregalados)

- "AO JARDIM ZOOLÓGICO!!!!"

(Pausa)

(...)

- "AO ABRIGO?!?!?" (eufórico)

Abrigo? Mas que raio de abrigo? Está a falar do quê? Tu queres ver que pensa que vai à Escola de Fuzileiros do Alfeite? Mas ele nunca foi à Escola de Fuzileiros do Alfeite... Bom, deve querer dizer outra coisa qualquer... Será o nome de um animal? Não estou a ver nenhum com um nome parecido com abrigo... Formigo? Não creio... Vou fazer de conta que não percebo e mantenho esta atitude de quem vai à Eurodisney, num avião com o porão carregadinho de gomas....

 - "Isso! Vamos lá!" (há que manter o ritmo).

14h30. Chegámos. Para quê entrar pela bilheteira quando cá fora há todo um um mundo maravilhoso por descobrir, que passa por correr atrás das pombas - essa espécie tão rara de encontrar  - ou então brincar dentro do coreto com uma carrada de crianças que cismam em abrir e fechar a porta, na tentativa de ver quem entala o dedo primeiro?

Lá o convencemos a entrar. Seguimos directos para o espectáculo dos golfinhos. Já sentados, começa a  música. As crianças histéricas. Ele calmo. Estilo: "estou aqui, estou a deslizar o pandeiro por esta escadaria abaixo e ninguém me apanha tão cedo...".

- "Os carrinhos, mamã?" 

- "Que carrinhos, filho?"

- "Os carrinhos... aqueles que estavam lá fora"... (da última vez andámos naqueles carrinhos parecidos com os que há nos shoppings, estacionados mesmo em frente à zona dos golfinhos, enquanto dizíamos adeus a 2 euros por 15 minutos). 

- "Estão estragados. Todos na oficina para arranjar. Não sobrou nem um".

- "Como xabes?"

- "Perguntei ao senhor"

- "Que xenhor?"

- "O que estava lá fora à entrada do parque".

- "Num bi..."

- "Bi eu".

- "Hummmm"....

A música começa a dar-lhe forte. Qual Senhor de Matosinhos. Começam a entrar os leões marinhos, depois os golfinhos. Dão-se as piruetas, os saltos. Ele lá ia rindo de vez em quando, para não fazer desfeita. Palmas, nem vê-las. Mas no fundo, no fundo, o que eu lia nos olhos dele era: "Mas o que estamos aqui a fazer? Para onde vamos? Quanto é que os meus pais se chegaram à frente para eu estar aqui a cagar a baldar-me para esta merda?" (Não, desculpem, isto já era eu a pensar).

Mais meia dúzia de piruetas e duas ou três fanecas pelo ar. Agora acho que é a Shakira. Há pouco era o hino da Nelly Furtado. Aquele que depois de ouvirmos fica três dias na cabeça. Ele a baldar-se. O rabo estrategicamente a escorregar banco abaixo. O olhar fixo na saída.

- "Os carrinhos, mamã?"

Finjo não ouvir. 

Chamam 5 crianças à piscina para lhes cantarem os parabéns. Ele ouve. Continua sem perceber a graça daquilo. O povo canta os parabéns. Uma alegria. Tudo ao rubro. Só faltam confetis e balões pelo ar. Acabam os parabéns.

- "O que é que aqueles meninos estão ali a fajer, mamã?" 

- "Fazem anos, filho. Por isso vão ter a sorte de tocar na pele dos golfinhos".

Não reage. Se tivesse um balão em cima da cabeça, dizia: "sorte, sorte era eu pôr-me a penantes daqui para fora e estou aqui a alombar com isto como se tivesse assassinado alguém".

Não aguentei mais o sofrimento. Tirei-o dali para fora antes do espectáculo acabar. Ele, feliz da vida. Seguimos para ver animais. A maior parte deles a dormir. Sorte a nossa. Outros debaixo dos ramos das árvores, só com o rabo de fora. "Vês, filho? Está ali um tigre! Um tigre! Juro!" (Enquanto pensava, estes gajos são meninos para meter ali um rabo de um peluche velho e dá no mesmo). Os elefantes comiam dentro das casas. Vá lá, viu-se uma tromba a dizer adeus. Leões? Só nos livros. Ursos? Tinham fome. Foram procurar mel. Passarada? Era vê-la a guinchar por todo o lado. A algazarra era tanta que aposto que o Hitchcock dava voltas no túmulo. Macacos? Ok, havia alguns. Todos com um ar de seca ainda maior do que o dele.

- "Olha filho, olha este macaco bebé a olhar para ti!" E estava. Estava mesmo. Ele olhou. O macaco sentado, perna aberta. Desata a fazer xixi. Cinco minutos a rir daquilo. Xixi, Cocó e Cueca estão no Top 3 das palavras com maior teor humorístico nesta fase da vida.

Seguimos caminho. Pouco depois, já exaustos, chegámos à saída. Pronto. O martírio estava a chegar ao fim. Agora só voltávamos quando ele fizesse 18 anos e depois de assinar um termo de responsabilidade.

Subitamente:

- "MAMÃ, MAMÃ, MAMÃ, MAMÃ, MAMÃ!!!!!!!!!" O ABRIGO! O ABRIGO! O ABRIIIIIIIGO!!!!!!!!!!"

Correu desalmadamente como se não houvesse amanhã. O Abrigo estava ali! Ali mesmo! Qual oásis no deserto! À frente dos nossos olhos!!! E inteirinho só para ele!!!

O Abrigo era o arbusto onde ele se tinha escondido da última vez que tínhamos ido ao Zoo. 

O Abrigo era um arbusto. Sim, ouviram bem. Um arbusto. Daqueles que têm um buraco no meio e dá para se meterem lá dentro. 

De repente, tudo fez sentido. 
Ou não.


O Abrigo é este arbusto redondo aqui ao canto esquerdo. Não se vê, mas tem um buraco lá dentro que é das coisas mais divertidas de todos os tempos e galáxias. Dizem... 

quarta-feira, 4 de outubro de 2017

4 anos, 8 meses e 3 dias depois, a pergunta finalmente chegou.


E chegou da forma mais inusitada de todas.

Foi ontem à noite, enquanto o chamava para lavar os dentes e ele, tal como faz todos os dias com o único objectivo de ganhar tempo, diz: "Mas mamã, eu ainda quero comer quauquer coija"

Eu: "Pauzinhos"?

Ele: "Xim, paujinhos" 

Vou à despensa buscar grissinos. Percebo que são os últimos. Amanhã tenho de ir ao Pingo Doce na hora de almoço. Isto sou eu a pensar. Quer dizer, (isto sou eu a pensar).

Dou-lhe os grissinos e sigo para a casa de banho, enquanto ele fica na sala "a acabar de ver os bonecos e a comer os paujinhos", à mesma velocidade que uma tartaruga faz o percurso Gondarém/São Mamede de Infesta, ao pé-coxinho, em dia de chuva, com piso escorregadio.

Dou-lhe 5 minutos até começar a chamar por ele, já da casa de banho, e a ameaçar que amanhã não se vai conseguir levantar e blá, blá, blá, todos aqueles argumentos que as mães usavam connosco e que nós estamos a replicar, porém, com a certezinha absoluta de que não servem para rigorosamente nada, mas antes isso do que agarrá-lo pelos cabelos e enfiar-lhe a escova pela boca a dentro. 

Até porque é capaz de ser contraproducente. 

Minutos depois, entra na casa de banho. Fica parado à porta e diz:

- "Mamã, porque não temos um filhinho?"

(Sinto 5 artérias coronárias a romper ao mesmo tempo)

Eu: "Um filhinho, como?"

Ele: "Sim, um filhinho... um bebé na barriga".

Sai repentinamente, talvez para fazer algo urgente, como, por exemplo, garantir que deixou o carro dos bombeiros dentro da garagem, não vá chover durante a noite.

Entra de novo, minutos depois. Eu sem pinga de sangue, a tentar articular a resposta que lhe vou dar no momento que voltar à carga. 

Opto pela Estratégia de Ataque, pela Estratégia "Vai perguntar ao teu pai" ou pela Estratégia Política?

Escolhi a última: engonhar e disfarçar. E, no limite, mentir. Se tiver mesmo de ser. Se não tiver, mentir na mesma.

Eu: "Vá, vamos lá lavar os dentinhos... olha que giro que é o crocodilo da tua escova!!".

Dou-lhe a escova já com a pasta, ele mete-a na boca e começa a esfregar. Pára segundos depois.

- "Mamã..."

(Medo)

Eu: "Sim..." (com três nós de marinheiro enfiados na traqueia e uma broa de Avintes) 

- "Esta pasta de dentes é delichioja".

quarta-feira, 27 de setembro de 2017

Obrigada, meu Amor.


Um dos principais propósitos da criação deste blogue foi registar recordações da evolução do meu filho, para que um dia a memória não me finte e eu acabe por deixar cair estes pequenos milagres no buraco do tempo.

Tenho 43 anos e estou na pior fase da minha vida. Sinto-me a morrer por dentro. Todos os dias. Nunca sei bem de onde vêm as forças para suportar. Sei que um dia isto vai ter um fim - até isso o tempo consegue - mas sei também que nunca mais trará de volta a pessoa que fui. Não sei se serei melhor, se serei pior, sei apenas que serei outra pessoa.

Mas vamos ao que interessa. 

Adormeço o meu filho todas as noites. A rotina era a habitual, a mais comum e que todos nós, pais, conhecemos.

De há uns tempos para cá, e quase sem me aperceber, mudou. Baby Caco passou a querer adormecer sempre da mesma maneira: deito-me ao lado dele, puxa a minha camisola de pijama para cima, o suficiente para poder encostar a cara dele à minha pele e fazer da minha barriga almofada. Às vezes lá fica um bocadinho de tecido à frente da pestana, mas ele vai com as mãozinhas e puxa-o de novo para cima para garantir que sente só a minha pele. Foi ele que assim decidiu e que tomou a iniciativa, sem nunca se falar muito no assunto. Um dia. Depois outro, e a seguir outro, até se ter tornado norma.

Entendo este gesto como um querer estar mais próximo de mim, da barriga de onde lhe lembro tantas vezes de onde saiu. Trocamos as frases de sempre que eu inicio e ele repete a seguir. Sempre de forma intercalada."Até amanhã, meu amor""Amo-te muito". "Daqui até à lua","A mamã vai tomar sempre conta de ti". Na última noite, já de olhos fechados e pela primeira vez, acrescentou: "Para tudo o que prechijar". Sim, meu filho, para tudo o que precisares. E ele fica ali o tempo suficiente, até os caracóis ficarem suados e a pele quase colada na minha, até a respiração ficar mais calma e eu perceber que finalmente adormeceu. Faço umas acrobacias para o colocar na posição normal, sem o acordar. 

É sempre assim que terminam os meu dias. No meio da angústia que me consome todas as horas, tenho este pedaço de céu ao cair da noite, que me lembra que ainda há motivos para continuar de pé e lutar. 

Deixo isto aqui registado para que um dia, quando te transformares num menino mais crescido, poder lembrar-me de te agradecer. Certamente nessa altura já me esqueci do suor dos teus caracóis colados na minha barriga, ou das palavras que trocávamos, mas quero poder lembrar-te da importância gigante que tiveste para eu continuar firme quando tudo parecia ruir. 

E se, mesmo assim, ainda perguntares:

- "Gigante como, mamã? Como o génio da lâmpada mágica?'.

- "Gigante como o amor que nos une".

- "Daquele que vai daqui até à lua?".

- "Sim, meu amor. Daquele que vai daqui até à lua".

quinta-feira, 13 de julho de 2017

Vim cá para vos falar de um assunto sério.



Quem por aqui costuma andar, sabe que isto costuma ser um antro de rambóia, mas desta vez venho cá, especialmente, para vos falar de um assunto sério.

Também já devem ter reparado que o Caco está mais adormecido do que alguma vez esteve, mas por outras razões de ordem pessoal que talvez um dia ache por bem falar. Ou não.

Este é outro assunto. É um apelo e é bastante sério. A minha melhor amiga precisa de ajuda e tenho esperança que este post possa servir também para ajudar alguém que precise de trabalho, por isso, porque não aproveitar este meio para o divulgar? 

A história é esta: ela mora na zona da Maia e precisa de alguém para tomar conta da mãe no período 12h30/19h30 (este horário poderá ser ajustado) durante os dias úteis. Esta pessoa terá de ser de confiança absoluta, visto a senhora a ser cuidada ter problemas de ordem psicológica, precisando, por isso, de acompanhamento permanente. Não é uma pessoa agressiva (muito pelo contrário), mas não se encontra capaz de executar tarefas básicas como cozinhar ou gerir a casa.

As funções desta "cuidadora" passarão por cozinhar, limpar a casa, ajudá-la a tomar banho (ainda consegue tomar sozinha, mas precisa de apoio), a vestir-se, levá-la a consultas ou a passear. Para isso, é necessário que tenha carro, more preferencialmente na zona da Maia, seja carinhosa, tenha alguma paciência, bom senso e sobretudo honestidade.

Se algum de vós conheceis alguém com este perfil, por favor deixem mensagem nos comentários deste post. 

Muito obrigada.  

Até breve e obrigada por ainda estarem por aí, ainda que, nos últimos tempos, apenas a acompanhar o meu silêncio.

sexta-feira, 5 de maio de 2017

Portugal a marcar pontos.


Esta quarta-feira, 3 de maio, o elenco de "Modern Family" reuniu-se no Wolf Theatre, em Pasadena, California para assinalar o final da oitava temporada da série.

Depois do Albano Jerónimo e do Ivo Canelas serem escolhidos para participar em séries internacionais, confirma-se uma vez mais que Portugal está realmente na moda.

Achei muito interessante esta ideia de darem uma oportunidade à Ana Malhoa. Não sei bem qual o papel que lhe atribuíram, mas, pelo ar, é capaz de ser cartomante....

P.S. - Não sei de quem é o vestido, mas diz que as pestanas foram postas no Salão da Belinha, em Freamunde.  

terça-feira, 11 de abril de 2017

Das operações infelizes.


Pois que se este blogue tem servido para falar bem (ok, se calhar, nem sempre), chegou a hora de falar mal. Neste caso, de falar muito mal.

A coisa passou-se agora mesmo e passo a relatar: estou eu aqui sentadinha no meu local de trabalho e eis que tocam à campainha. A colega vai abrir e como não estou longe da porta, percebo que se gerou ali, subitamente, um ambiente de euforia, com muitos risos à mistura, tudo a falar alto e de forma excessivamente alegre. Devo destacar que a colega que abriu a porta tem uma personalidade bastante discreta, portanto, tudo indicava não ter sido ela a iniciar o festim.

Minutos depois, entram pelo openspace a dentro um rapaz e uma rapariga com muito boa apresentação, bastante simpáticos, com uma espécie de geladeira ao pescoço e a perguntar, passo a citar, "então quantas bolas eram". A aproximação foi de tal forma "galhofeira" que aquilo não levantou qualquer dúvida de que se tratava de uma ação promocional.

Toca tudo a escolher se queria creme, se não queria, e a galhofa continuava instalada. Quando já estava o escritório todo servido, eis que a rapariga diz, no mesmo tom carnavalesco: "Ora, então com creme é um euro e vinte e sem creme é um euro". Começámos todos a rir, convencidos de que estavam a brincar e de que aquilo não passava de uma piada de relativo mau gosto.

Só que não. A moça estava mesmo a falar a sério. É nesta altura que fica aquele ambiente desconfortável, meio mundo de queixo caído e ainda meio apardalado com o que tinha acabado de acontecer, ao mesmo tempo que puxa da carteira, quando, a bem da verdade, tinham era vontade de enfiar as p%#s das bolas pelos olhos a dentro daqueles palhaços. Eu incluída.

E pronto. Toma lá que já almoçaste. E agora, assim de repente, o que tenho a dizer sobre isto?

Shame on you, Bolas da praia. Shame on you.

segunda-feira, 10 de abril de 2017

Apaixonei-me...


... por estes calções na loja Sfera, do Centro Comercial da Arrábida, mas decidi ficar de olho neles, até ter a certeza de que, no entretanto, não tombaria de amores por mais alguns. Que fazer? Tenho esta panca.

Pronto. Este fim de semana não aguentei e como calhou de estar no Colombo, - sim, eu digo "calhou" porque recuso-me a entrar em centros comerciais onde cabe um país inteiro (e à larga), a coleção de carros do Ronaldo, uma réplica da Disneyland, em tamanho real, e ainda sobra espaço para o evento de inauguração da próxima exposição da Joana Vasconcelos -  entrei na loja e fui disparada à secção de criança.

Felizmente lá estavam eles sossegadinhos, com a etiqueta a dizer 12,99 €, a sorrir para mim.

Para quem anda à cata de artigo desta categoria, podem ver este ou outro modelito qualquer da marca aqui

Recordo que nem todas as Sferas têm secção de criança. Eu só conheço no Shopping do Centro Comercial da Arrábida e no do Colombo. Quem for de Lisboa, melhor meter-se no carro e ir até Gaia que isto de ir ao Colombo no fim de semana é uma canseira. Antes ir em passeio pela A1 acima, do que fazer quilómetros por aqueles corredores inundados de gente e sujeita a levar um tiro. Ou dois.

Agora vocês é que sabem.


Posto isto, vou só ali encomendar este balde lindo da Agu Agu que, como é feito em silicone, dá para ir para a praia assim todo enroladinho, sem ser mais uma tralha para carregar, e ainda por cima faz pendant com os calções. Não é uma ideia brilhante? 

Eu acho.

quinta-feira, 30 de março de 2017

Sou pior que a canalha.

 
Cada vez que passo no Lidl, dou de caras com estas sombrinhas de chocolate da Regina e fico sempre a babar de tão amorosas que são.

O certo é que ando ali de volta a cheirar, mas nunca as trago, por três razões:

1ª Acho-as tão lindas que tenho pena de as comer;

2ª Acho- as tão lindas que nunca sei qual delas é que compro e trazer as três parece-me um abuso, já que cada uma custa 1 euro e tal e, para estas coisas, Miss Caco confessa que é um bocado esmifra.

(...)

Ok, se calhar não é só para estas coisas. A bem da verdade, Miss Caco é realmente esmifra.

3ª Fico sempre a achar que isto é coisa para entrar em promoção alguns dias antes da Páscoa e que sou capaz de esperar até lá sem falecer.

Pronto. Mas outra coisa amorosa que há por lá, é esta caixinha de ovos aqui em baixo, à esquerda, que é uma caixinha de ovos de verdade, mas que tem dentro uns ovinhos de chocolate igualmente fofinhos e esta sim, comparativamente com os guarda-chuvas, é bastante mais barata.

 
 
Pronto. Agora não digam que Miss Caco também não faz posts cutxi-cutxi e mimosinhos. Melhor que isto só acrescentar a receita de um pão de ló recheado e ilustrar com uma foto do outfit de Baby Caco para o Dia Santo, seguida da toalha bordada para a mesa do almoço de Páscoa.
 
Só que não. 

quarta-feira, 29 de março de 2017

Não percebo o falatório à volta disto...


Confesso que não entendo esta celeuma à volta do busto do Cristiano Ronaldo... Eu cá acho que está igualzinho, sem tirar nem pôr. Estamos perante uma cópia fiel do melhor jogador do mundo...
 
....
 
....
 
....  mas depois de ter sido...
 
- eletrocutado com um choque de efeitos radioactivos equivalentes ao bombardeamento de Hiroshima;
 
- atropelado por três alfas pendulares (um no sentido norte-sul, outro no sul-norte e outro no este-oeste) e pela Joana Vasconcelos, bêbeda, a conduzir um Hummer;
 
- apanhado no Cais do Sodré pelos filhos e pelos 432 amigos do embaixador do Iraque, após ter dito que o pai deles é um cocó e que limpa o rabo ao Alcorão;

Nota de rodapé: juro que pagava para ver a cara dele quando pôs os olhos neste serviço... é que uma coisa é aumentarem-lhe os tomates tintins, outra coisa é esta desgraça ...

Miss Caco vai ter unhas!!

 
Já abordei este tema aqui no passado. A verdade é que, por mais que me custe admitir, Miss Caco não é perfeita. Sim, ouviram bem. Chamem a SIC Notícias. Ok, não é para tanto. Pode ser o Correio da Manhã TV. Estamos perante a queda de um mito.
 
Buuuáááááááá.....
 
Mas, calma no andor. Também só não sou perfeita, assim só por uma nesga, ou melhor, por uma unheca. Quer dizer, por várias unhecas... isto é, o único impedimento para que eu não seja TOTALMENTE PERFEITA, é o facto de roer as unhas.
 
Sim, eu sei. É gravíssimo. É para lá de horrendo. Odeio este vício. Odeio unhas roídas. Mas finalmente, 43 anos depois, reconheço que é mais forte que eu. Rendo-me. Portanto, como não quero colocar unhas de gel - daquelas que obrigam a meter extensões e que nos limam a unha até chiarmos de dor (sim, isto aconteceu-me da única vez que meti unhas de gel, em 2003), decidi que vou optar pelo gelinho. Ainda não percebi bem o que isto é, mas se se chama gelinho, é porque deve ser fofinho, amoroso e, espero eu, indolor.
 
Já fiz marcação para dia 8 de abril e estou em contagem decrescente. Não posso roer um milímetro que seja. Apesar de ser uma leiga no assunto, entendo que se não houver unha, não há onde meter o raio do gelinho e, se não há onde meter o raio do gelinho, fico sem unhas na mesma...
 
Agora rezem por mim e para que 10 dias sejam suficientes para se ver alguma coisa de jeito.
 
Alguém por aí que domine o tema e queira mandar umas dicas?
 
Agradecida.

sexta-feira, 24 de março de 2017

Quero deixar aqui por escrito, de forma oficial...


... que se dentro das próximas 24 horas cegar de uma vista, a culpa é da Carla Chambel.

#oquefoiistomulhere?

quinta-feira, 23 de março de 2017

O meu filho foi convidado para uma festa. E agora?!?

 

Não sei o que se passa com vocês, mas o meu sentimento em relação às festas dos amigos do meu filho tem vindo a mudar ao longo do tempo. A coisa acontece de forma tão evidente, que tenho para mim que isto é coisa para não se passar só comigo, de maneiras que me atrevo a criar um G.S.P.R.F.F., que é o mesmo que dizer um "Guia dos Sentimentos dos Pais em Relação às Festas dos Filhos", uma ferramenta capaz de vos dar muito jeito nos dias em que....
 
(...)
 
hummm.... se calhar não dá assim tanto jeito... olha, que se lixe, agora já está feito.
 
1ª Festa: O mundo é lindo. Analisamos o convite ao detalhe: os bonequinhos, o tema da festa, o lugar... Pensamos na roupa que lhe vamos vestir. Será que estou a pensar no presente mais adequado ou será que é pouco? Ou demasiado? E os pais? Também vão ou ficam em casa? E se forem? Convém avisar ou é só aparecer? E depois ficamos ali a olhar uns para os outros e fazemos o quê? Ah! É naqueles parques de insufláveis. Que giro! Os miúdos vão adorar... Ah, mas então é melhor levar calças confortáveis... Ah! E também é preciso meias antiderrapantes... diz aqui no convite "Levar meias antiderrapantes"... e depois? Onde é que metemos os sapatos? Logo se vê... Que convite amoroso.... Vou pôr aqui no armário para guardar de recordação. Afinal é o Primeiro Convite para uma festa... Mas... se tem insufláveis, se calhar vai suar... Levo uma segunda roupa ou não será preciso?

2ª Festa: Ah! Olha! É outra vez no parque de insufláveis! Ele adorou da última vez! Vai amar de certeza! E o convite tem os bonecos da Patrulha Pata!!! Que giro! Ele também adora! Vou já ligar à mãe a confirmar!
 
3ª Festa: Outra vez o parque de insufláveis?!? Que falta de imaginação... Acho que vou esconder aqui o convite e ele nem precisa saber...Afinal só tem dois anos e meio e segunda-feira ninguém lhe vai perguntar porque não apareceu..."Está? É a mãe do Tiago? Olá! Daqui fala a mãe de Baby Caco... é só para agradecer o convite, mas infelizmente não vamos poder ir porque estamos fora nesse fim de semana....Obrigada na mesma...".
 
4ª Festa: (bocejo). Esta agora é em casa da Carolina... Ok, ele faltou à última festa dos coleguinhas. Vamos a esta... pode ser que sendo em casa, até seja mais engraçado...
(...)
Não. Não é mais engraçado. Uma dezena de pais enfiados num apartamento, a disputar o lugar num sofá, sem encostar o rabo ao chantilly que os miúdos esfregaram na almofada, e com um balão de BD a flutuar em cima da testa com os dizeres: "Quando é que se abre o car&%$0 do bolo para nos pormos todos a andar daqui para fora?!?!?". Minutos depois, alguém abre as hostilidades para começar a descascar nas regras da nova direcção do infantário. Ok, a conversa fica um pouco mais estimulante, mas termina logo na hora em que a avó decide que a Carolina tem de tirar fotos com os amiguinhos que, entretanto, estão ocupados a ver quem consegue gritar mais alto, ao mesmo tempo que disputam o triciclo para fazer corridas de Fórmula 1 entre restos de gelatina e gomas espalhadas pelo mísero corredor de um T1 + 1.

5ª Festa: Chegam dois convites ao mesmo tempo. Nem abrimos o envelope. Apostamos que a temática é Patrulha Pata ou Frozen. Abrimos e percebemos que nos enganamos. Um é, de facto, da Patrulha Pata mas o outro é... espera... o outro também é Patrulha Pata... Bahhhhh... Vou pôr aqui num canto da mesa enquanto penso no que vou dizer às mães para justificar a ausência...
 
4 dias depois:
 
Os convites mantêm-se em cima da mesa.
 
1 semana e meia depois:

"Ok, vou pegar neles para ligar..."

2 semanas depois:

"Xiiii..... ooppss... esqueci de ligar..."

Nota: É nestas alturas que me dá jeito ter um blogue anónimo, caso contrário, tenho para mim que era hoje que Baby Caco seria liminarmente ostracizado da sua vida social.
 

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017

Coisas que se aprendem no OLX.


1 - Que há gente que pensa que pode chamar "vintage" a toda a tralha que encontra no sótão da avó, mesmo que isso envolva um par de chinelos rotos, comprados na feira de Carcavelos, em 1989.
 
2 -  Que há pessoas que pensam que ao dizer que uma terrina é "estilo Bordallo Pinheiro" ninguém vai perceber que foi comprada nos saldos do Gato Preto. 
 
3 - Que há seres iluminados que acreditam que alguém lhes vai fazer uma oferta por aquela coleção de miniaturas de carros, mesmo que pareça que a foto foi tirada no período que medeia entre os abalos sísmicos e o tsunami de 1755.
 
4 - Que Portugal tem terras com nomes lindos e com notável potencial turístico como Aldoar, Escapães, São Paulo de Frades, Águas Livres, Meixedo, Sobreda, Abade de Vermoim, Bougado, Sermonde, Paços de Gaiolo e Venteira.
 
5 - Que ele há pessoas com um elevado grau de fé que acreditam que alguém lhes vai comprar um sofá, dizendo que este tem "alguns sinais de uso" quando, a bem da verdade, está todo arranhado pelas unhas do gato, de maneira a garantir que o futuro comprador fique a saber tudo sobre o as características do material de enchimento. 
 
 

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

Diz que é sensual.


Há por aí uma revista destas cor de rosa que decidiu fazer uma reportagem com a Joana Câncio num destino paradisíaco com o título "Joana Câncio, sensualidade nas Caraíbas".
 
A galeria da dita reportagem não está má de todo, como podem comprovar aqui, mas tem um problema que a mata à nascença e que reside na escolha desta foto, ainda por cima selecionada para abertura (eu disse abertura? passo o pleonasmo...)
 
Eu não sei o que vos passa pela cabeça, mas ao olhar para isto, só me ocorrem legendas como:
 
a) Ainda estou para descobrir onde raio é que enfiei as chaves do carro... (não, não foi aí onde estão a pensar...)
 
b) Tu queres ver que deixei a roupa estendida e agora estou aqui a km de distância de casa quando diz que vai um vendaval danado na Aroeira...
 
c) Se o horóscopo da Maya me disse que ia começar 2017 nos braços de um príncipe encantado, o que raio estou aqui a fazer, em meados de fevereiro e com o Dia dos Namorados à porta, com esta areia toda enfiada no re&% e uma comichão que não se aguenta?
 
d) Ainda bem que conseguiram colocar este garrafão de 20 litros nas minhas costas, caso contrário não sei como estavam à espera que me aguentasse nesta posição mais do que 2 minutos... O que vale é que o Photoshop esconde tudo...
 
e) Bolas... era para chegar a Lisboa dia 28, mas depois arranjaram um low cost com ligação via Madrid e parece que, com isto, já só aterro dia 3 ao fim da tarde...ainda irei a tempo de comprar o passe?

f) Fico na EDP? Mudo para a Endesa??

g) Xiiiii... deixei passar o prazo para aquela coisa das facturas para o IRS... a bem dizer, também não sei onde enfiei a password, portanto também não adiantava de nada... (não, também não foi aí que a guardei...) 

quarta-feira, 25 de janeiro de 2017

Comunicado.



Bom dia.
 
São 10h28 e acabei de comer um iogurte datado de 12 de dezembro do ano passado. Se dentro da próxima semana não der sinal de vida, não se admirem.
 
Aproveito para informar a família que deixei dinheiro nos Certificados do Tesouro. A documentação está num dossier azul dentro do armário da sala, logo ao lado da pasta das facturas da luz e da água.

Mafalda, podes ficar com a minha roupa. A prateleira nova que comprei para a cozinha fica para a minha cunhada. 

sexta-feira, 20 de janeiro de 2017

quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

Pessoas que apreciais a Arte de Marmitar.


Miss Caco é defensora acérrima da Arte de Marmitar. Para quem ainda não aderiu, as vantagens são imensas. Senão atentem:
 
1 - Poupamos dinheiro;
 
2 - Não perdemos tempo nas filas dos restaurantes, que isto de toda a gente se lembrar de almoçar entre as 13h00 e as 13h30 não lembra ao Diabo;
 
3 - Comemos no escritório em dez minutos e temos o resto da hora de almoço para laurear a pevide;
 
4 - Sabemos o que estamos a comer porque fomos nós que cozinhamos;
 
5 - Não dá muito trabalho porque basta fazer um pouco mais de comida ao jantar e enfiar os restos dentro da marmita (na altura em que o fazemos parece um bocado nojento, mas no dia seguinte, com o calor do micro-ondas, fica a parecer um pitéu).
 
Até aqui, estamos conversados. Mas, apesar de parecer um assunto menor, na verdade, a Arte de Marmitar tem muito que se lhe diga. Miss Caco inicialmente optou por trazer a marmita em tupperwares, mas o certo é que apesar de ser menos pesado do que o vidro e mais barato, com o tempo fica basicamente ... asqueroso.
 
Vai daí, decidi-me pelas marmitas em vidro. Avancei com uma prospeção de mercado e é aqui que temos de reconhecer que este blogue está cada vez com mais utilidade para as almas que cá vêm perder o tempo adquirir novos, úteis e sábios conhecimentos.  
 
Pois então, cá vai o resultado:
 
1 - Não vale a pena correrem os chineses que essa gente não quer nada com o vidro. Já se falarmos de plásticos, ele há todo um mundo novo a descobrir.
 
2 - As marmitas de vidro mais baratas que encontrei estão no De Borla. O único problema é que fui a dois e o tamanho standard ideal para marmita estava esgotado.
 
3 - Um dado altamente relevante: evitar vidros com tampa em plástico, daquelas moles, estilo borracha, porque vão à máquina de lavar e deforma. O  resultado é ver a molhonga do arroz de tomate a transbordar pelo saco da marmita a fora, o que não deixa de ser um espetáculo bonito para quem está a assistir, mas para o proprietário é coisa para fazer mossa.
 
4 - Confesso que não pesquisei o Jumbo porque não ficava em caminho, por isso a minha escolha foi o Continente. Optei por estas, da Luminarc, que vêm aqui em baixo. Têm tampa de plástico, mas daquele rígido que não deforma na máquina, e vedam muito bem. Custam 5,00 € e cumprem bem a função.
 
Posto isto, há por aí mais algum amante desta arte com dicas jeitosas?
 
 


sexta-feira, 6 de janeiro de 2017

Há por aí alguma mãe especializada no Faísca McQueen?


Baby Caco vai fazer 4 anos em breve e, para ir adiantando trabalho, fui perguntando qual o boneco que quer em cima do bolo. Pois eu que estava a pensar que ele - saindo à mãe - pedia uma coisa qualquer assim muito à frente, qual o meu espanto quando recebo como resposta: "Faísca".
 
É certo que estamos perante um ícone dos anos 90 (ok, reconheço que pode haver aqui algum exagero temporal), o que me leva a concluir que Baby Caco é uma criança moderna, sim senhora, mas que também sabe apreciar a tendência vintage.
 
Posto isto, primeiro perguntei umas 132 vezes se era mesmo o Faísca, se tinha a certeza que queria o mesmo boneco que as 400 mil crianças que habitam o país, se não era melhor mudar de ideias, que entre o Faísca e o Schrek venha o Diabo e escolha, mas a resposta era sempre a mesma e cada vez mais decidida: F-A-Í-S-C-A!!!!
 
Rendi-me. Vi o lado bom da coisa. Mando a empregada da minha mãe fazer um bolo de chocolate, arranjo um Faísca em qualquer loja de chineses, lavo-o bem lavadinho, espeto-o em cima do bolo, junto mais umas ideias quaisquer que vou buscar ao Pinterest e está feito.
 
Eis senão quando ele decide juntar um "sufixo". Ele não quer apenas o Faísca, não senhor. Ele quer o "Faísca Azul".
 
PÁRA TUDO!!! 
 
Eu: Filho, o Faísca não é azul... o Faísca é vermelho.
 
Ele: Não, mamã. Eu quero o Faísca azul!!
 
Começo a pensar: "Isto são as putas das manias de enfiar na cabeça do puto que o azul do Porto é que é e depois o raio do miúdo vem com estas ideias..." Na dúvida, saco do telemóvel, desato a googlar "Faísca azul" e lá estava ele, todo lampeiro a olhar para mim. "Existe um Faísca azul, raios!! E agora onde raio é que eu vou buscar um Faísca Azul??!?!!"
 
Pois é aqui que vocês entram. Se houver por aí alguma alma caridosa que me ajude a obter resposta a estas questões:
 
1ª De onde vimos? Para onde vamos? Vimos do pó e voltamos ao pó outra vez? (*)
2ª Como se chama o Faísca Azul?
3ª Onde compro um Faísca Azul?
4ª Encontro imagens de um Faísca Azul liso e de um Faísca Azul com números e o carago (podem consultá-las aqui no post). Qual das duas viaturas é a verdadeira?  
 
(*) Mentirinha... para vos facilitar a vida, estas três podem passar à frente...


quarta-feira, 28 de dezembro de 2016

Calma, gente.


Bem sei que com este silêncio e a mortandade toda que para aí vai, já está tudo convencidinho que Miss Caco esticou o pernil ou então que nunca mais cá vem pôr os penantes, mas estais redondamente enganados. Estou aqui para as curvas, sim senhor, mas com uma valente preguiça no lombo que me impede de escrever uma linha que seja.

Posto isto, e antes que o ano acabe, venho cá assim, só de fugida, para fazer um post daqueles que justificaram a criação deste blogue, ou seja, dos que interessam basicamente a .... mim. Portanto, podem ir para dentro e continuar a fazer de conta que trabalham.

Pois então aqui vai o ponto de situação da minha criatura, a pouco mais de um mês de fazer 4 anos:

1 - Continua a querer chupeta quando está em casa (chama-lhe "pêpê") e dorme com uma na boca e outra na mão, não vá o diabo tecê-las;

2 - Pede-me para o pôr a fazer chichi, sendo que tenho de estar sempre a olhar para a pilinha, enquanto digo que é muuuuuito chichi. Se viro a cara para olhar para ele, vira-me o rosto com as mãozinhas para garantir que não tiro os olhos da dita. Tem sempre de ser muiiiiiitto chichi, caso contrário não tem interesse;

3 - Continua a odiar lavar o cabelo. Tenho para mim que vai entrar na faculdade ainda com este problema. Suspeito que o mesmo aconteça no que diz respeito ao ponto 1;

4 - Já tem manifestações muito claras de afecto. É comum sair da sala e vir ter comigo à cozinha só para me abraçar e vai embora outra vez;

5 - Fala um bocadinho "axim".
(...)
Ok, fala bastante "axim";

6 - Diz "viki" em vez de "quiwi" e eu não corrijo porque adoro ouvir;

7- Não gosta de relatar o que faz na escola. Para mal dos meus pecados, é muito reservado sobre a "vida social" e goza quando insistimos em saber. São comuns conversas de natureza bastante erudita:

- "Amor, de que cor era a sopa na escola? Laranja ou verde"?
- "Pipi".
- "Amor, diz lá à mamã,...era verde, não era?"
- "Cocó".

8 -  É absolutamente doido por camiões e carros. E pela Masha e o Urso. E pela Patrulha Pata;

9 - O melhor amigo chama-se Miguel Pufírio (Miguel Porfírio);

10 - Ainda acredita no Pai Natal;

11 - Adora ajudar-me a cozinhar. Nos primeiros cinco minutos. Depois passa.

quinta-feira, 15 de dezembro de 2016