sexta-feira, 20 de janeiro de 2017

quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

Pessoas que apreciais a Arte de Marmitar.


Miss Caco é defensora acérrima da Arte de Marmitar. Para quem ainda não aderiu, as vantagens são imensas. Senão atentem:
 
1 - Poupamos dinheiro;
 
2 - Não perdemos tempo nas filas dos restaurantes, que isto de toda a gente se lembrar de almoçar entre as 13h00 e as 13h30 não lembra ao Diabo;
 
3 - Comemos no escritório em dez minutos e temos o resto da hora de almoço para laurear a pevide;
 
4 - Sabemos o que estamos a comer porque fomos nós que cozinhamos;
 
5 - Não dá muito trabalho porque basta fazer um pouco mais de comida ao jantar e enfiar os restos dentro da marmita (na altura em que o fazemos parece um bocado nojento, mas no dia seguinte, com o calor do micro-ondas, fica a parecer um pitéu).
 
Até aqui, estamos conversados. Mas, apesar de parecer um assunto menor, na verdade, a Arte de Marmitar tem muito que se lhe diga. Miss Caco inicialmente optou por trazer a marmita em tupperwares, mas o certo é que apesar de ser menos pesado do que o vidro e mais barato, com o tempo fica basicamente ... asqueroso.
 
Vai daí, decidi-me pelas marmitas em vidro. Avancei com uma prospeção de mercado e é aqui que temos de reconhecer que este blogue está cada vez com mais utilidade para as almas que cá vêm perder o tempo adquirir novos, úteis e sábios conhecimentos.  
 
Pois então, cá vai o resultado:
 
1 - Não vale a pena correrem os chineses que essa gente não quer nada com o vidro. Já se falarmos de plásticos, ele há todo um mundo novo a descobrir.
 
2 - As marmitas de vidro mais baratas que encontrei estão no De Borla. O único problema é que fui a dois e o tamanho standard ideal para marmita estava esgotado.
 
3 - Um dado altamente relevante: evitar vidros com tampa em plástico, daquelas moles, estilo borracha, porque vão à máquina de lavar e deforma. O  resultado é ver a molhonga do arroz de tomate a transbordar pelo saco da marmita a fora, o que não deixa de ser um espetáculo bonito para quem está a assistir, mas para o proprietário é coisa para fazer mossa.
 
4 - Confesso que não pesquisei o Jumbo porque não ficava em caminho, por isso a minha escolha foi o Continente. Optei por estas, da Luminarc, que vêm aqui em baixo. Têm tampa de plástico, mas daquele rígido que não deforma na máquina, e vedam muito bem. Custam 5,00 € e cumprem bem a função.
 
Posto isto, há por aí mais algum amante desta arte com dicas jeitosas?
 
 


sexta-feira, 6 de janeiro de 2017

Há por aí alguma mãe especializada no Faísca McQueen?


Baby Caco vai fazer 4 anos em breve e, para ir adiantando trabalho, fui perguntando qual o boneco que quer em cima do bolo. Pois eu que estava a pensar que ele - saindo à mãe - pedia uma coisa qualquer assim muito à frente, qual o meu espanto quando recebo como resposta: "Faísca".
 
É certo que estamos perante um ícone dos anos 90 (ok, reconheço que pode haver aqui algum exagero temporal), o que me leva a concluir que Baby Caco é uma criança moderna, sim senhora, mas que também sabe apreciar a tendência vintage.
 
Posto isto, primeiro perguntei umas 132 vezes se era mesmo o Faísca, se tinha a certeza que queria o mesmo boneco que as 400 mil crianças que habitam o país, se não era melhor mudar de ideias, que entre o Faísca e o Schrek venha o Diabo e escolha, mas a resposta era sempre a mesma e cada vez mais decidida: F-A-Í-S-C-A!!!!
 
Rendi-me. Vi o lado bom da coisa. Mando a empregada da minha mãe fazer um bolo de chocolate, arranjo um Faísca em qualquer loja de chineses, lavo-o bem lavadinho, espeto-o em cima do bolo, junto mais umas ideias quaisquer que vou buscar ao Pinterest e está feito.
 
Eis senão quando ele decide juntar um "sufixo". Ele não quer apenas o Faísca, não senhor. Ele quer o "Faísca Azul".
 
PÁRA TUDO!!! 
 
Eu: Filho, o Faísca não é azul... o Faísca é vermelho.
 
Ele: Não, mamã. Eu quero o Faísca azul!!
 
Começo a pensar: "Isto são as putas das manias de enfiar na cabeça do puto que o azul do Porto é que é e depois o raio do miúdo vem com estas ideias..." Na dúvida, saco do telemóvel, desato a googlar "Faísca azul" e lá estava ele, todo lampeiro a olhar para mim. "Existe um Faísca azul, raios!! E agora onde raio é que eu vou buscar um Faísca Azul??!?!!"
 
Pois é aqui que vocês entram. Se houver por aí alguma alma caridosa que me ajude a obter resposta a estas questões:
 
1ª De onde vimos? Para onde vamos? Vimos do pó e voltamos ao pó outra vez? (*)
2ª Como se chama o Faísca Azul?
3ª Onde compro um Faísca Azul?
4ª Encontro imagens de um Faísca Azul liso e de um Faísca Azul com números e o carago (podem consultá-las aqui no post). Qual das duas viaturas é a verdadeira?  
 
(*) Mentirinha... para vos facilitar a vida, estas três podem passar à frente...


quarta-feira, 28 de dezembro de 2016

Calma, gente.


Bem sei que com este silêncio e a mortandade toda que para aí vai, já está tudo convencidinho que Miss Caco esticou o pernil ou então que nunca mais cá vem pôr os penantes, mas estais redondamente enganados. Estou aqui para as curvas, sim senhor, mas com uma valente preguiça no lombo que me impede de escrever uma linha que seja.

Posto isto, e antes que o ano acabe, venho cá assim, só de fugida, para fazer um post daqueles que justificaram a criação deste blogue, ou seja, dos que interessam basicamente a .... mim. Portanto, podem ir para dentro e continuar a fazer de conta que trabalham.

Pois então aqui vai o ponto de situação da minha criatura, a pouco mais de um mês de fazer 4 anos:

1 - Continua a querer chupeta quando está em casa (chama-lhe "pêpê") e dorme com uma na boca e outra na mão, não vá o diabo tecê-las;

2 - Pede-me para o pôr a fazer chichi, sendo que tenho de estar sempre a olhar para a pilinha, enquanto digo que é muuuuuito chichi. Se viro a cara para olhar para ele, vira-me o rosto com as mãozinhas para garantir que não tiro os olhos da dita. Tem sempre de ser muiiiiiitto chichi, caso contrário não tem interesse;

3 - Continua a odiar lavar o cabelo. Tenho para mim que vai entrar na faculdade ainda com este problema. Suspeito que o mesmo aconteça no que diz respeito ao ponto 1;

4 - Já tem manifestações muito claras de afecto. É comum sair da sala e vir ter comigo à cozinha só para me abraçar e vai embora outra vez;

5 - Fala um bocadinho "axim".
(...)
Ok, fala bastante "axim";

6 - Diz "viki" em vez de "quiwi" e eu não corrijo porque adoro ouvir;

7- Não gosta de relatar o que faz na escola. Para mal dos meus pecados, é muito reservado sobre a "vida social" e goza quando insistimos em saber. São comuns conversas de natureza bastante erudita:

- "Amor, de que cor era a sopa na escola? Laranja ou verde"?
- "Pipi".
- "Amor, diz lá à mamã,...era verde, não era?"
- "Cocó".

8 -  É absolutamente doido por camiões e carros. E pela Masha e o Urso. E pela Patrulha Pata;

9 - O melhor amigo chama-se Miguel Pufírio (Miguel Porfírio);

10 - Ainda acredita no Pai Natal;

11 - Adora ajudar-me a cozinhar. Nos primeiros cinco minutos. Depois passa.

quinta-feira, 15 de dezembro de 2016

segunda-feira, 28 de novembro de 2016

Quer saber como impressionar no próximo jantar lá em casa?

 
 
Miss Caco não é de passar muito tempo enfiada na cozinha, nem é daquelas que passa a vida à cuca de receitas novas, mas há um blogue que é absolutamente delicioso e que cada vez que por lá passo, só me apetece pôr o avental e passar o dia inteiro de volta do fogão. Ok, estou a exagerar. Até posso pôr o avental, mas já sobre o dia todo à volta do fogão, não garanto. 
 
O que quero dizer é que este blogue além de ser um consolo para os olhos (tem fotografias liiiiiindasssss de morrer), dá mesmo vontade de reformular a cozinha, comprar aqueles utensílios giríssimos e transformarmo-nos numa Nigella Lawson, mas na versão mais magra. É quase como ver o Best Off do canal 24 Kitchen, mas em formato blogue.
 
Pois que as receitas que por lá encontramos, as sugestões de ambientes, de mesas simples e encantadoras, tudo isto saltou, direitinho para um livro maravilhoso cheio de fotografias e ideias daquelas que nos deixam a babar e que podem encontrar aqui.
 
Pronto. Juntem a isto umas aulas de macramé e já não há desculpa para não se transformarem nas noras perfeitas.
 
Livro "Estava Tudo Ótimo"
Autora: Teresa Rebelo
Blogue: Lume Brando 
Preço: 17,01 € (Wook)

sexta-feira, 25 de novembro de 2016

Obrigada, IKEA.

 

Adoro o Outono. Adoro os gorros, os cachecóis, o barulho das primeiras chuvas, o cheiro das manhãs, a lareira, o Natal a aproximar-se (sim, continuo a achar que é tão boa a sensação dos dias que antecipam o data como o próprio dia em si), mas do que eu gosto mesmo, mesmo é de ver as cores das folhas das árvores, de apreciar os "tapetes" no chão. Sou capaz de passar tempos infinitos encantada com este cenário. 
 
De tal maneira que passo a vida a chamar a atenção de Baby Caco para isto e agora até é ele que me diz: "Óia, mamã!! Folhinhazz!!! Lindazzz!!! Não qués tiar uma potogafia?" (tradução: "Olha, mamã! Folhinhas!! Lindas!!! Não queres tirar uma fotografia?").
 
Bom, há uns dias encontrei estas ideias maravilhosas do IKEA, de actividades que podemos fazer com as crianças a propósito deste tema e guardei o link. Um destes fins de semana, decidi meter mãos à obra. Tinha o dia planeado: de manhã ir ao cabeleireiro, voltar, agarrar no miúdo, ir apanhar folhinhas, comprar marcadores e fazer o quadro das folhas.
 
A caminho do cabeleireiro, eis que encontro ao lado de um caixote do lixo, uma daquelas caixas gigantes de televisores plasma com placas de esferovite a sair lá de dentro. Parei a viatura e fui lá cheirar (sim, Miss Caco é limpinha, mas também gosta de apreciar o lixo. Aproveito para comentar que diz que na zona da Lapa se encontram verdadeiras preciosidades junto aos contentores. Vão lá vocês cuscar já que para mim não dá que vivo longe.).
 
Bom, tirando um pequeno caracol que andava a trepar por elas acima e as gotas de orvalho, pareceram-me limpinhas e arranjadinhas. Certifiquei-me que ninguém estava a olhar e... zás, enfiei duas no banco de trás do carro e segui para o cabeleireiro como se nada fosse. 
 
Lá fomos apanhar folhinhas, encantados da vida, pintámos, colamos, e, no final, o resultado foi este:
 
 
Serve isto para dizer que cada vez mais estou convencida de que não precisamos gastar um cêntimo para ver uma criança feliz. Basta imaginação.

Nota: Este post não é patrocinado pelo IKEA. Antes fosse que bem preciso lá ir comprar umas prateleiras para a cozinha.

sexta-feira, 18 de novembro de 2016

Das Pessoas da nossa vida.


Este saco de pinhões e a pedra que está ao lado têm cerca de dez anos de vida. Encontrei-os este fim de semana no mesmo sítio onde os guardei há dez anos. Tirei a foto, voltei a fechá-lo e coloquei no armário onde estava.
 
Não sou muito de guardar recordações - odeio ocupar a casa com tralhas - mas este saquinho foi-me oferecido por uma das Pessoas da minha vida que apesar de - por razões pessoais  - ter deixado de visitar,  será sempre muito especial.
 
Esta Pessoa chama-se Maria e foi uma "espécie de sogra" durante alguns anos. Digo uma espécie de sogra porque, na verdade, ela não tem nada a ver com a imagem comum das sogras. Felizmente esta sorte acompanhou-me e a minha atual sogra é também uma pessoa encantadora com quem mantenho uma ótima relação. (E não, isto não é graxa, porque ela não lê este blogue).
 
A Maria foi, sobretudo durante um período em que vivi fora do país, uma verdadeira Mãe e sobre isto não preciso entrar em grande detalhe. 
 
A Maria é uma pessoa única. É talvez um dos exemplos mais bonitos que conheci de resistência à adversidade, integridade, honestidade, mas sobretudo de uma capacidade interminável em demonstrar amor pela família, pela natureza, pelos animais.
 
Dela guardo recordações de afeto absolutamente maravilhosas que nunca mais esquecerei. Aos domingos, quando vinha embora de sua casa, onde passei muitos fins-de-semana, trazia caixas de cartão onde ela colocava os legumes que plantava, sempre aconchegados com folhas de videiras. Era comum chegar a casa e, ao retirá-los, perceber que tinha deixado um raminho de flores ou de ervas aromáticas lá pelo meio. Acho até que estes pinhões foi assim que vieram. 
 
No primeiro dia em que dormi em sua casa, estando a mais de 1500 km de casa dos meus pais para iniciar um projeto que me fez estar afastada da família durante um ano - e sem me conhecer de lado nenhum -  deixou-me um chocolate em cima da almofada.
 
Aos fins de semana, quando acordava e descia para a cozinha, a Maria tinha feito sumo com as laranjas que colhia no quintal e que deixava guardado para mim. No Outono, fazíamos passeios de jipe pelas florestas ali à volta e apanhávamos cogumelos que ela grelhava com sal na perfeição. Nunca mais esquecerei estes sabores e o valor destes afetos.
 
Hoje, dez anos depois, recordo a Maria com muita saudade. Sei que vamos falar no Natal como sempre fazemos. Que vamos falar em Janeiro no meu aniversário e que vamos falar em Fevereiro no dela. Sei também que a nossa relação não será mais aquilo que foi pela proximidade física que é difícil assegurar pelo facto de vivermos longe uma da outra. 
 
Mas, dez anos depois, sei que no meu coração pode passar uma vida inteira que os meus sentimentos por ela serão sempre tão sólidos e intactos como a pedra que acompanha estes pinhões.

sexta-feira, 11 de novembro de 2016

Realmente...


... vendo assim com atenção, sou forçada a dar razão à Sofia Carvalho...
 
É que apresentar-se assim, carregadinha de banhas a saltarem-nos pelos olhos a dentro e com este aspeto luzidio, mesmo com muito photoshop em cima, não há condições dos leitores não confundirem isto com um anúncio ao leitão da Bairrada.
 
Como é que tiveste coragem de te apresentar nestes propósitos, Helena Coelho?!? Onde estão os teus assessores quando é preciso, valha-me Deus? Tssst, tssst, tssst, shame on you, mulher... shame on you....
 
#eutambémqueroserumleitãoassim

quarta-feira, 2 de novembro de 2016

É p´ro menino e p´rá menina!!

 

Quem olha para a capa deste livro - apesar de ter ilustrações lindas da Ana Gil - , admito que até possa pensar: "mas olha agora, então eu não estou fartinha de saber como me vestir no meu local de trabalho?". Pois até pode achar que está, sim senhora, mas a verdade é que Miss Caco andou a informar-se sobre este lançamento e posso adiantar que há aqui dicas das boas.
 
Esta coisa de ter de resumir os conteúdos de um livro num título com duas ou três palavras é muito ingrato. Na verdade, isto é menino para dar jeito a muita gente, sendo que falo de homens ou mulheres. Sim, porque quantos homens é que vocês conhecem que sabem qual o comprimento correto que deve ter uma gravata? Ou quantos botões do blazer devem ser apertados? Ou até onde se devem fazer as bainhas? E as meias? Que cores usar? Há problema em usar daquelas todas coloridas estilo Cláudio Ramos? E lenços? Devem ou não combinar com as gravatas? E coletes? Ainda se usam?.
 
É que, a brincar a brincar, as pessoas formam até 90% da sua opinião ao fim dos primeiros 4 minutos e, como diz o outro, não há segunda oportunidade para uma primeira impressão.
 
De qualquer forma, há um capítulo em especial que me chamou a atenção e que tem a ver com o cuidado que devemos ter com a forma como nos apresentamos nas redes sociais. Quem não tem um amigo no facebook com um comportamento totalmente imbecil que atire a primeira pedra. Pois...
 
O livro é da mesma autora do blogue In Styleland  e parece-me uma boa opção de prenda natalícia, daquelas que até são bem abrangentes. Senão vejamos: dá para a sobrinha que vai começar a vida profissional e não sabe o que vestir nas entrevistas de emprego; dá para o cunhado que aparece sempre nos almoços de domingo pior que o chapéu de um pobre; dá para aquela amiga que gosta de ficar a par das últimas tendências e até dá para o tal amigo aparvalhado que só não eliminamos do facebook porque dá bandeira. Mas a esse digam que ofereceram só porque o acham o gajo mais estiloso do universo e, assim como quem não quer a coisa, ponham um post-it no capítulo de que vos falei.
 
Pronto. Agora vão para dentro e voltem àquele powerpoint que andam a engonhar desde segunda-feira com a desculpa que estes feriados a meio da semana só servem para atrapalhar serviço.

Nota de rodapé: já está à venda em vários locais, mas eu encontrei-o a 14,90 €, na Bertrand.

segunda-feira, 31 de outubro de 2016

Miss Caco vai usar óculos!!!!!

 
 
Pois que ainda não estou totalmente pitosga, é certo, mas, de há algum tempo para cá, dou comigo a afastar o telemóvel para conseguir ler aquelas letrinhas mais pequeninas. Sim, minhas amigas, que isto depois dos 40, é fatal com´ó destino e nada volta a ver ser como antes.
 
Vai daí e apesar de - por muita pena minha - este post não ser patrocinado pela Wells, soube que eles fazem uns rastreios visuais gratuitos e pus-me a caminho. Liguei para o 707 100 101 (se isto não é dar-vos a papinha toda, não sei o que vos diga) e marquei para a loja mais próxima, coisa que ficou agendada para ontem.
 
Lá fui, sentei-me numa cadeira, meteram-me umas tretas nos olhos, pediram-me para ver uns barquinhos, identificar umas letras e em cerca de 10 minutos fiquei a saber que tenho 1,25 dioptrias, que diz a doutora ser "ainda fraquinho, mas convém usar óculos para ver ao perto e no computador".
 
Bom, agora volto lá amanhã para escolher as armações com calma, sendo que vou já avançando os preços para ficarem a saber: se for até 4 dioptrias e + 2 de astigmatismo  - isto, graças a Deus, não tenho... já a Rita Pereira não pode dizer o mesmo, mas, meus caros, eu também gostava de ter o rabo dela e não é por isso que me queixo - , o custo das lentes + armação é de 65,00 €, considerando que as armações são de marca própria ( juro que vi lá algumas bem giras).
 
Se as armações forem de outra marca qualquer (Ray-Ban, Ralph Lauren, Emporio Armani, Guess, Vogue, Carolina Herrera, entre outras que por lá andavam) o custo sobe para 135,00 €, qualquer que seja a marca.
 
Sinceramente, até nem me parece um roubo, sobretudo porque, felizmente, ainda tenho um seguro para onde enviar depois as despesas.
 
Pronto. Com isto quero alertar aqueles que também têm andado a afastar o telemóvel dos olhos, para se porem a penantes e ligarem para o número ali em cima. E já que aqui estou, aproveito e alerto o mulherio que por aqui anda para a necessidade de afastarem os vossos maridos deste antro. É que, a partir de agora, se for como dizem, Miss Caco vai rebentar a escala blogueira de "sexyness".  
 
P.S - Desconfiem sempre das vizinhas que usam óculos quando vêm deitar o lixo à rua. A mim nunca me enganaram.

quarta-feira, 19 de outubro de 2016

Caro foragido de Arouca...

 
Só porque temos de ser uns para os outros e, no fundo, no fundo, com esta crise de desemprego, ninguém está livre de um dia se transformar num safardana, aqui vai uma dica:
 
Se, por um acaso, faleceres e ainda assim não quiseres correr o risco de ser apanhado, esconde-te nos provadores da Primark do Colombo, de preferência num sábado à tarde, destes em que começa a ficar frio e o povo não vê nada de mais interessante para fazer do que ir passear para o shopping.
 
Podes entrar em decomposição descansado que ninguém nota a diferença.

Quem é amiga, quem é?

Pois.

Ah! E esquece a barba. Não te favorece. 

terça-feira, 18 de outubro de 2016

Conversas felizes.

 
 
A semana passada, excecionalmente, fui buscar Baby Caco à escola. Como infelizmente não tenho possibilidade de o fazer todos os dias, ele estava quase tão eufórico como eu.
 
Entrámos no carro e pediu-me para fazermos um passeio. Levei-o junto ao rio e percorremos o pontão até ao farol, vimos os barcos, as gaivotas, as luzinhas e assistimos ao pôr-do-sol. Foi absolutamente maravilhoso, o que só reforça a pena que tenho de não o poder fazer sempre. Acho mesmo que uma das melhores sensações que existe na maternidade é podermos ir buscar o nosso filho à escola, mas enfim... é para quem pode.
 
Adiante. A certa altura, ele percebe que a maré estava vazia e diz:
 
- Mamã, aqui não há água, mas lá ao fundo já há.. (enquanto aponta para o rio)    
- Sim, amor, às vezes a água desce e outras vezes a água sobe...
- Mas quem esvazia a água?
- Ninguém, meu amor... a água umas vezes desce, outras vezes sobre, conforme lhe apetece... (não me pareceu apropriado explicar a teoria do funcionamento das marés aos 3 anos de idade...)  
 
(...)
 
Pausa
 
- Mamã...
- Sim, meu amor...
- O rio está triste.
- Porquê?
- Porque afundou-se.

 
Rio "afundado"

segunda-feira, 17 de outubro de 2016

As aparências enganam.


Bem sei que diz que o homem matou, que foi acusado de violência doméstica, que até atacou velhinhos e mais não sei o quê, mas sou só eu que acho que ele tem um ar relativamente fofinho? Não o estão a ver a ajudar-vos a mudar o pneu do carro, a abrir a porta do prédio, a ceder-vos o lugar na fila do LIDL ou até a vestir-se de Pai Natal na festa da escola do filho?
 
Um assassino, à partida, deveria ter cara de assassino, valha-me Deus... Ora ponham os olhos no Palito. Aquilo sim, era um criminoso como deve ser. Agora isto assim não tem jeito nenhum. Aposto que este até anda com uma camisola da Gant e umas Timberland compradas no inverno passado em Nova Iorque.
 
Não admira que o homem continue a monte. Com esta carinha de quem vende rissóis e molotof´s para fora, qualquer um lhe dá guarida. É triste. O mundo anda todo virado ao contrário... O que vale é que este deve ser mesmo um caso único... 
 
Espera. Se calhar não é. Há pouco tempo também houve outro que tinha motorista e vivia em Paris.
 
Tssst, tssst, tsst... Já não se fazem bandidos como antigamente.

O dia em que...

 
... pões o teu filho a arrastar uma caixa e percebes que ainda traz o alarme preso nos calções.

sexta-feira, 14 de outubro de 2016

Mães que não tendes tempo nem pachorra para o Halloween...

 
 
Como acredito que a maioria de vós também não terá grande disponibilidade, nem paciência, para encontrar um fato giro de Halloween, sabendo que depois é para meter na gaveta, já para não falar no dinheiro deitado ao lixo, ao que acresce o facto de não vos apetecer levar o vosso filho igual às 430 mil crianças que nesse dia aparecem com o fato de fantasma, vampiro ou diabo comprado no chinês, aqui ficam algumas ideias, todas possíveis de fazer em casa.
 
Ora atentem:
 
 
 
Calças destas toda a gente tem e camisas em xadrez também. É coser uns bocados de tecido na véspera, gamar umas flores do arranjo da casa da avó, um bocado de serapilheira e ráfia e está feito.

 
Este é só arranjar um peluche do Snoppy, uma t-shirt amarela e colar aquela barra preta que pode ser feita com aqueles pedaços de tecido "tipo feltro" que se vendem no chinês. 

 
Este só precisa de óculos e do cachecol que até pode ser roubado do armário do pai. A dificuldade é que tem de ser nestas cores...

 
Este aqui já envolve  algum trabalho, é certo. Mas que é original, lá isso é. E uma caixa de sapatos forrada a preto (com a mochila dele enfiada lá dentro para poder aproveitar as alças), com o boneco do fantasma colado em cima, não há-de ficar muito longe disto. Confesso que este disfarce é o que me está mais a tentar.


Uma saia de tule qualquer menina arranja e os pedaços de tecido preto é só recortar e colar.


Idem, idem, aspas, aspas. Em baixo, mais uma inspiração.
 

 
Fato de treino preto com umas riscas em autocolante amarelo (vende-se nos AKI´s desta vida) e um capacete de bombeiro que também há no chinês.

 
É ir buscar as barbas do Pai Natal à arrecadação e o chapéu também pode ser com o tal tecido que os chineses vendem em quadrados.


Tendo as botas e o tule, com algum jeito, o resto faz-se.
 
Cá por mim, quer-me parecer que, no fim, vou mesmo optar pela sugestão da primeira imagem do post. Só preciso procurar uma camisola cor de laranja...

Ok, e se não tiver? Não faz mal. Branca faz o mesmo efeito.

Ah!! Já me esquecia!! Para quem tiver cães, este também é jeitoso.

 

quarta-feira, 12 de outubro de 2016

Alerta Pechiiiinnnncchhhaaaa!!!


Sim meninas, bem sei que isto está mais parado do que a repartição de finanças de Moimenta da Beira, mas a verdade é que tenho tido algum trabalho e, por incrível que pareça, não tem acontecido nada na minha vida digno de registo.
 
De qualquer forma, passei por cá só para comentar que no dia 29 deste mês vai abrir no Centro Comercial Colombo uma loja chamada Forever 21 que, para quem ainda não conhece, é coisa para nos desgraçar num abrir e fechar de olhos.
 
Conheci a loja há uns cinco anos numa viagem a Nova Iorque e aquilo tinha tudo o que se pode esperar para correr bem: muito trapo jeitoso, muito acessório de perder a cabeça e sobretudo muita pechincha, que é basicamente o que interessa. Posto isto, e esperando que a coisa ainda se mantenha tal como a conheci, marquem aí na agenda e encontramo-nos por lá.
 
Aqui diz que vai haver ofertas no primeiro dia, portanto, por segurança, é melhor ficarmos em casa. Depois de ler as palavras "Vouchers", "Descontos" e "50%" cheira-me que é coisa para juntar toda a população de Carnide. E com jeito ainda vem a da Reboleira que é onde termina a linha do metro.

quinta-feira, 22 de setembro de 2016

Só para acabar com este assunto de uma vez por todas.

 
Quantas mais vezes tenho de repetir que:
 
NÃO FUI EU QUE DEI CABO DO CASAMENTO DESTES DOIS??!!!?!
 
Já do caso da Ana Malhoa não ponho as mãos no fogo... Houve uma vez que o marido me viu nas festas das Caldas e não sei se foi depois disso que o ambiente lá em casa piorou... 
 
 

terça-feira, 13 de setembro de 2016

Ai, que estou que não posso!

 
Mães que por aqui andam e que compreendeis o fim do mundo da fase que se avizinha. Pois que tenho o coração do tamanho de uma ervilha. Mas uma ervilha daquelas que estão congeladas lá no fundo da gaveta da arca frigorífica, há mais de ano e meio, e que depois ficam todas mirradinhas que até dá dó comer, estão a ver? 
 
O infantário de Baby Caco vai fechar no fim do mês e fui apanhada de surpresa, de maneiras que já ando à procura de alternativas. Esta parte quer-me parecer que está quase resolvida. Agora a minha grande ansiedade é saber como é que Baby Caco vai reagir à mudança.
 
Ontem abordei o tema no carro, a caminho da escola onde ainda fica até ao final deste mês, assim como quem não quer a coisa: "Amor, já estás a ficar grande, agora vais para uma escola maior, com muitos meninos, todos crescidos e vais brincar muito!". Ao que ele respondeu: "MAJ´EU QUERO A MINHA ESCOLA AJUL!!". Nem tive coragem de continuar a conversa e deixei cair.   
 
A minha estratégia passa por levá-lo à nova escola uns dias antes e fazer daquilo uma aventura muito animada, com direito a gomas, chupa-chupas, Kinders e sei lá mais o quê, para garantir que é uma boa experiência e depois começar por deixá-lo só uma manhã e ir aumentando o tempo, à medida que os dias passam.
 
Agora, mães que por aqui andais, que mudasteis as vossas criaturas de escola aos 3 anos, têm algo de importante para me dizer? Dicas úteis? Correu bem? Foi um inferno? Sobreviveram? Ainda estão a fazer terapia de grupo para ultrapassar o trauma? Não querem nem ouvir falar no assunto? Contrataram uma professora particular só para não os deixar passar por esta agonia? 
 
Contem-me tudo, vá. Preciso sentir que não estou sozinha neste inferno.