segunda-feira, 18 de fevereiro de 2019

E os Prémios "Miss Caco" vão para...


A semana passada houve uma gala, daquelas em que vai tudo aprumadinho, não vá receber-se algum prémio e depois vai-se a ver e não estamos à altura da ocasião. 

Pois que houve outfits lindos, merecedores da nossa admiração, mas na impossibilidade de vir cá comentar todos, Miss Caco escolheu os melhores. Não foi fácil, é certo, foram horas inteiras nisto, mas há trabalho para ser feito e alguém tem de o fazer.

Aqui estão os meus eleitos:


Eu pertenço ao coro de Sto. Amaro de Oeiras e ele é licenciado em engenharia informática pela UM. Passámos a lua-de-mel nas Maldivas, mas não se nota muito porque ele é vampiro em part-time.


Alfredo, faz aquele ar de gigolô que combinámos em casa e deixa o resto comigo. Com estes restos de alface frisada que sobrou do almoço de ontem a adornar o chapéu, é impossível que não nos deixem entrar.


Eu só tenho 32 anos, mas achei por bem vir de avó.


Oh, mulhere, só tens um simples vestido preto? Agarra no farrapo de tule que sobrou da festa de Halloween da Moita, atas com um baraço à cintura e está feito.


Eu tinha um baptizado, mas como vi tanta gente à porta, decidi vir ver o que era.


- Oh, mor, como assim ir a uma festa?!? Ainda agora me levantei... 
- Cala-te e anda assim mesmo. Isso só tu e eu é que sabemos.


Eu estava responsável pela montagem dos carrinhos de choque da Feira de Carcavelos, mas depois disseram-me que havia cerveja à borla. Então pedi o fato emprestado ao Zé das Rolas, que desde que começou a encomendar aqueles baldes de proteína lá no ginásio da Buraca ficou a vestir o mesmo que eu, e decidi vir ver como param as modas.  


É sempre um bom investimento. Levo para a gala e depois é só pintar a cara de branco e dá para ir de palhaço rico no Carnaval de Loures. 


Algum dia ia dar uso a este napperon.


Eu estava em 1986 mas aquilo lá era uma maçada.


Eu avisei-te que no chinês há vestidos de gala lindos. Agora, para o que me aconteceu aqui nas ancas é que ainda não encontrei solução...


Só para o caso de haver por aqui alguém que não acredite na reencarnação.


Ok, com a pressa enfiei os dedos na tomada, mas tirando isso, estou impecável.

Nota: Os meus agradecimentos à Starsonline que me cedeu as fotos sem que eu as tivesse pedido emprestadas e que, btw, estão lindas.

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2019

Ponham os olhos nisto.


Ando há mais de um ano a acompanhar este trabalho e, se soubesse que ia dar nisto, tinha investido todas as minhas poupanças no desenvolvimento desta ideia e ainda pedia emprestado ao banco.

Passei a minha infância em Vila Real de Trás-os-Montes, por isso, a loiça de barro preta é algo que me é bastante familiar. Lembro-me do sabor do arroz de forno, cozido numa espécie de terrina de barro escura que ainda anda lá por casa dos meus pais, e de um comerciante que montava a tenda numa rotunda à entrada da cidade e enchia o passeio com peças deste barro negro. 

Estou a falar-vos da olaria negra de Bisalhães que, em novembro de 2016, foi declarada Património Cultural Imaterial pela Unesco. 

Há uns anos - poucos - descobri o trabalho da Bisarro (junção das palavras Bisalhães e barro) e fiquei de olho naquilo. Em mais lado nenhum do país ou do mundo encontrei algo semelhante. Volta e meia lá me apareciam as peças e eu ficava sempre surpreendida com a sua beleza. 

Hoje dei com esta reportagem no Expresso e, de facto, estou absolutamente rendida a estes objectos maravilhosos e de extremo bom gosto, até porque fiquei a saber que dos poucos artesãos que conheciam os segredos deste arte, apenas quatro existem actualmente.

E os responsáveis por este projecto são estes dois meninos aqui em baixo: Renato Costa, 26 anos, designer (que assim de ladecos até faz lembrar o Wandson Lisboa) e Daniel Pera, diretor criativo da SPAL, a quem, entretanto, se juntaram os designers Daniel Bacelar Pereira e Micael Bacelar Pereira (podem bater palminhas).



Estes anjos conseguiram trazer uma tradição linda e secular até aos nossos dias, com peças de um design absolutamente perfeito, que apesar de serem produzidas num cantinho do nosso país, estão a ser muito admiradas por este mundo fora.  

Por mim, a quem esta cerâmica traz tantas memórias, juro que chego a comover-me com tanta beleza.

Esqueçam por um momento o CR7 e digam lá se isto não é um orgulho gigante para todos nós:

 



Para o caso de quererem saber onde encontrar estas jóias:

Porta 16 - Concept Store
facebook.com/porta16.store/

- Banema Studio (Porto)
www.banemastudio.pt

- A.CAL (Beja)
www.a-cal.pt

- CRIVART
http://crivart.pt/

- DOME Ethical Store
www.dome-store.pt/

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2019

Isto é da minha cabeça?!?


... ou anda meio mundo a postar fotos e a fazer stories por esse instagram a fora com aquelas aplicações maradas que, se por um lado, lhes tiram vinte anos da fronha, por outro, ficam iguais ao Alvin e aos esquilos?

terça-feira, 12 de fevereiro de 2019

Abram alas ao Rolls Royce da pasta de dentes.


Quem nunca se apaixonou pelo rapaz da escola que, no início, não podia ver nem pintado que atire o primeiro calhau.

Pois isto foi o que me aconteceu com esta pasta de dentes e certamente - aviso já - é o que vos vai acontecer, se alguma vez experimentarem.

Tem um sabor agradável?
- Não. Está assim ao nível do iogurte estragado, mas para melhor.

É suave?
- Não. Parece uma espécie de betume cor de rosinha.

Tem um nome bonito, daqueles que temos vontade de dar ao próximo filho?
- Não. Chama-se Parodontax (aposto que se vão trocar todos quando forem comprar e vão pedir um Panoramix, mas prontos, antes isso que um Porsche Panamera que é bem mais caro).

É mais barata que as outras pastas do mercado?
Nem por isso, mas lava tão bem que desconfio que se usarmos só uma vez por mês, faz mais do que as outras no ano inteiro.

Então qual é a vantagem?, perguntam vocês. E eu compreendo.

A vantagem é que apesar da primeira reacção não ser brilhante, o resultado final é basicamente como se os vossos dentes tivessem entrado naquelas máquinas de lavagem automática dos carros, ao mesmo tempo que o Pai Natal ordena a centenas de duendes que se pendurem naqueles "escovilhões gigantes", com um Scotch-Brite em cada mão, a esfregar como se não houvesse amanhã.

É certo que tem um sabor assim entre o azedo e o fora de prazo, mas traz uma espécie de areiazinhas milagrosas que ao passarem nos dentes, ficam mais lisos do que o rabo de um bebé. Além disso, quando acabamos de lavar, ficamos com a sensação de que passámos a noite a mastigar aquelas árvores que dão cheirinho aos carros, com sabor a pinheiro. Mas não é um pinheiro qualquer. É dos
bons. Daqueles vistosos e robustos como há nos Alpes Suíços.

Ide ver e depois falamos. Vende-se em farmácias, mas ouvi dizer que aqui é mais barato.

Nota: Não, isto não é um post pago. Mas bem que podia.

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2019

Isto não é um post. Isto é uma Carta de Amor.


Pois se pensam que venho para aqui com umas sugestões lamechas para o Dia dos Namorados, podem pegar nas botas e ir à vossa vida. Venho sim falar-vos de uma paixão que ando a nutrir dentro de mim já há algum tempo, mas que chegou a hora de a libertar, porque, como qualquer paixão, isto é coisa que nos atinge assim de repente, põe-nos a flutuar durante uns meses largos, ficamos semanas a fio a pensar nisto, noites inteiras sem pregar olho, até que não conseguimos aguentar mais e precisamos gritar ao mundo este amor que nos consome as entranhas.

Encontrei os vestidos Martine Love já não sei bem onde e fui imediatamente atingida pelo sacana do cupido, sem dó nem piedade. Se ainda não sabem o que é esta preciosidade entrem aqui, correndo o risco da vossa vida nunca mais ser a mesma, já para não falar nos divórcios com algumas peças do vosso armário que achavam que eram uma never ending story, mas que depois disto vão acabar chutadas para um canto.

Pois que estes vestidinhos de linho, lindos de tombar, um autêntico ex-libris nacional abrilhantado com os maravilhosos bordados de Viana, são cosidos à mão, têm um corte amoroso que mistura elegância com um ar vintage, o que os torna numa peça de joalharia absolutamente perfeita, daquelas que qualquer tribunal considera legítimo roubar para ter. 

Calculo que a Presidente deste Património Cultural da Humanidade ainda não o saiba, mas certamente foram desenhados a pensar em Miss Caco porque nunca vi nada que fosse tããããããooo a minha cara desde que nasceu o meu filho.

Posto isto, como não consigo esconder mais esta paixão, venho aqui implorar aos milhares de seguidores desta barraca, se não há por aqui alguém que conheça a dita Presidenta desta pérola nacional, para lhe dizer que não consigo conceber mais a minha vida sem um Martine Love perto de mim.

"Ah, mas então se é assim, porque vens aqui armada em pedinchona e não vais à loja comprar?", dizem os sete haters anónimos que andam por aqui a pairar. Pois, meus amigos, a resposta é óbvia. Uma relação de amor não pode ser construída com base em interesses financeiros e capitalistas. Assim como eu me apaixonei pela Martine Love, a Martine Love vai ter de se apaixonar por Miss Caco, para que isto se torne uma relação sincera, viçosa e duradoura. Um amor para toda a vida, como diz a outra baixinha que canta que se farta e no intervalo tem filhos.

Ai não há ninguém que conheça a Presidenta? Pronto, então podem sempre entrar à bruta pelas redes sociais adentro como esta ou esta e deixar comentários estilo: "Miss Caco ama Martine Love" ou "Miss Caco quer casar com Martine Love" ou "Miss Caco ama você".., eu sei lá, o que vos der no galheiro, desde que chegue ao conhecimento dos assessores da Presidenta.

Mas Martine, meu Tesouro, além de prometer amar-te e respeitar-te até ao resto dos meus dias, garanto-te que se chegares à conclusão que sou merecedora do teu Amor, levo-te a passear por doze cidades do mundo (Portugal pode ser considerado mundo, né?) e venho aqui postar uma foto nossa, unidas para todo o sempre, no primeiro dia de cada mês, durante os doze meses do ano. Prometo ainda oficializar a nossa relação com uma foto no Monte de Santa Luzia, em Viana do Castelo, onde selaremos esta Paixão para todo o sempre.

Agora, sem abusar muito porque não quero pôr em risco uma relação que ainda não existe, podem sempre entreter-se a babar em cima destas fotos por aqui abaixo:

Se isto não é Amor de verdade, não sei o que vos diga.


Luisa Beirão, invejosa como só ela, não descansou enquanto não apareceu com um Martine Love. Pfff! Só que teve azar porque lhe fica pessimamen... hummm, vendo bem, não fica assim tanto...




quinta-feira, 7 de fevereiro de 2019

Descobri o meu estímulo para fazer exercício.


Quem acompanha aqui a barraca sabe que Miss Caco não faz a ponta de um corno, ao nível da movimentação muscular. Estudos recentes desenvolvidos pela prestigiada "Fundação de Desenvolvimento de Integilência Artificial Miss Caco", com sede em Silicon Valley, indicam que isto costuma dar em pessoas com uma tremenda astúcia e agilidade mental, como tal, não me queixo assim muito, até porque a genética está do meu lado e eu bem posso comer cinco javalis durante dois meses que continuo perfeita como uma Barbie.

Mas pronto, fica sempre aquela tensão no ar: "Ai, não fazes palheiro de exercício? Olha que isso faz-te mal à saúde... não tarde nada tens o Alzheimer à porta, eu se fosse a ti mexia-me porque os acidentes cardiovasculares afectam mais de 80% de população inactiva e  blá blá, blá..".

De maneiras que vou assobiando para o lado porque, na minha cabeça, a ideia de ir suar para um ginásio equivale a convidarem-me a passar três meses num campo de concentração, sem acesso ao comando, e com a televisão a passar em loop o programa do Goucha.

Mas ontem à noite, descobri uma forma de combater este problema que resolve a minha vida - nem que seja apenas uma vez por ano - mas garanto que as calorias que gastarei nesse dia, equivalem a ano e meio de RPM, às 7h da manhã, seguido de duas aulas de Body Combat.

A minha ideia é construir um pequeno ginásio, falo de uma coisa simples, tipo um mini ringue de boxe, uma almofada em formato de chouriço, daquelas que ficam penduradas no tecto, e não é preciso mais nada.

É montar isto num canto, ao fundo das escadas do prédio e é só esperar pelo dia da reunião de condomínio. Se correr como correu a minha ontem à noite, a esta hora estava firme como uma barra de ferro e chutava a Irina para um canto.

Não havendo chouriço, vazei um olho ao vizinho do 2ª esquerdo. 

Assim com´ássim,  com a capacidade que ele tem de ver coisas onde não existem, tenho p´ra mim que não lhe vai fazer assim tanta falta. 

terça-feira, 5 de fevereiro de 2019

Estive num paraíso, mas voltei.



Para quem anda a planear passar uns dias à neve e já comprou bilhetes na Ryanair ou na Easyjet ou o carago, faxabor de rasgar a papelada e começar tudo de novo. Mas que raio de ideia é essa de perderem tempo em aeroportos cheios de germes, quando temos um país onde há de TUDO e com características difíceis de encontrar em outras zonas do planeta?!!? E atenção que não me refiro à Maria Leal nem aos ovos moles de Aveiro. 

Falo de uma serra maravilhosa, cujo nome foi criado há muitos anos por uns monges franciscanos que passaram três décadas em retiro espiritual - a pão e água e sem qualquer acesso ao Tinder -, só para terem a certeza de que prestavam a homenagem perfeita a Miss Caco. Sim, é mesmo essa que estão a pensar.

Miss Caco foi passar o fim de semana à Serra da Estrela e ficou num sítio magnífico, cheio de chaletzinhos lindos, a 5 minutos de um lago de cortar a respiração, exclusivo só para nós. Povo, nem vê-lo, népia de confusão e foi o delírio para Caco Boy e para os amiguinhos que passaram o tempo a descer encosta abaixo, assolapados nos trenós, enquanto nós nos emborrachávamos no bar fazíamos bonecos de neve, daqueles com cenoura no nariz e tudo.

Os chalets do Vale do Rossim Eco Resort são de tombar, têm salamandras maravilhosas que mesmo com 8 graus negativos cá fora, podemos andar de cu ao léu lá dentro, se nos der no real galheiro. Tudo isto a poucas horas de casa, sem ser preciso levar com atrasos nos voos, com malas que ficam pelo caminho ou com transfers que nunca chegam e coiso.

Como se não bastasse, quando acordam, ainda a achar que aquilo foi um sonho e que a ressaca às vezes ainda faz pior do que aquela sopa de cogumelos que provaram em Amesterdão, eis que às 07h34 vêm espreitar à janela e dão com esta vista:


 
É nesta altura que pensam em largar tudo, pedir a pré-reforma e passar o resto dos vossos dias neste paraíso, até porque estão fartinhos da vida de merda que levam e depois a natureza é que é, o mundo está perdido, não há pachorra para as conference call de segunda-feira e less is more e o raio que o parta, e afinal o Robin Sharma é que as sabia todas, de repente tudo faz sentido no "Monge que vendeu o Ferrari" e vamos já para o OLX enfiar a casa à venda e o recheio também, que diz que se pusermos tudo junto no prego, vende-se muito melhor.

Pronto. Não acreditam? Ora botai os olhos nisto:







Por fim, quando voltamos à vida real, ficamos mesmo satisfeitos por ter carregado baterias e vir com mais energia para enfrentar este mundo cão e para conversas como esta que tive ontem à noite com Caco Boy:

- Contaste à tua professora que foste passar o fim de semana à Serra da Estrela?

- Xim.

- E o que disseste que viste lá?

(Pausa)

- Humm? O que disseste?

(Pausa)

- Vinho.

Tudo isto só porque lhe dei a provar o Alvarinho Soalheiro Reserva a 23,60 euros a garrafa.

Ingrato.


Nota: a conversa com o miúdo foi real. A única coisa que é ficção é que não era um Alvarinho Soalheiro. 
(...)
Era um Conde d´Ervideira Branco e também custou os olhos da cara.

quinta-feira, 31 de janeiro de 2019

Estou a ter uma taquicardia. Ou duas.


O meu telemóvel é um Huawei e tenho para mim que está prestes a deixar-me. Também quem compra um telefone com um nome que só para o dizer precisa de três sessões de terapia da fala, não é coisa que admire muito. 

Quando o vi na loja, assim todo luzidio e brilhante, mais macio que o rabo de um bebé, devia ter desconfiado logo. Ainda assim, achei que não precisava comprar capa, até porque tenho outro telefone a que dou realmente uso, portanto, aquele era uma espécie de segundo filho, daqueles a quem damos a chupeta sem lavar, mesmo que tenha caído no prato do cão, já depois do animal a ter engolido e vomitado a seguir.

Isto para dizer que o estafermo do telemóvel é tão, mas tão deslizante, que se o pousar num balcão no Cais do Sodré, ele vai por ali fora e só pára quando chegar à Capela dos Ossos, em Évora. À custa deste tipo de proezas, começaram a aparecer rachadelas e o ecrã ficou com aspecto de quem anda a comer comida estragada há três dias. Está pálido, como quando estamos na praia e vem uma nuvem escarrapachar-se à frente do sol, só para nos f@#*r o bronze. Só que neste caso a nuvem estatelou-se no ecrã e não me deixa ver um boi.

Este fim de semana estava no chinês, à procura de material para um trabalho da escola de Caco Boy e tinha dúvidas no que comprar. Telefonei à mãe de um coleguinha enquanto que, com a mão disponível, tirava fotografias, segurava nas tralhas e tentava enviar-lhe fotos pelo whatsapp. O processo terminou com o dito a esbardalhar-se aos meus pés.

Corri pela loja fora, até chegar ao chinês a implorar por uma capa de telemóvel. Não tinha. Mandou-me ao indiano em frente que me pediu 70 euros para arranjar tudo - a capa esbardalhada e o ecrã com fantasmas - de um dia para o outro e com um ano de garantia....  E aquilo pareceu-me tudo tão simples que desconfiei... Fiquei vai que não vai.

Mas depois pensei: "Então e se ele me enfia lá dentro uma câmara para me perseguir até à eternidade? E se faz umas montagens das minhas fotos com o Alexandre Frota e depois espalha pelas internets da vida? E anda aqui Miss Caco a preservar o anonimato desde 2013, para depois vir um bandalho e pôr a minha identidade a nu? Eu que estou aqui quietinha, que nem instagram tenho?". 

Quer dizer, eu não tenho, mas a pessoa que vive dentro de Miss Caco tem. E garanto que é lindo de morrer. Com as fotos todas alinhadinhas, a combinar pendants, os filtros perfeitinhos, para não parecer que em cima está nevoeiro, mas logo ao lado está um sol de rachar. Tudo com muito bom gosto... ora ide cuscar aqui.      

(...)

Ide nada. Isso é que era bom. Isto agora era um festival, daqueles com a cerveja a um euro. Então anda aqui uma pessoa a esforçar-se por manter esta aura de Banksy da margem sul, para depois ir tudo ao ar, enquanto o Diabo esfrega um olho??

Mas voltando ao indiano, pediu-me 70 euros, que é coisa que dá para comer chamuças um ano inteiro, daquelas mini que não têm picante, mas que se chamam chamuças na mesma. E eu fiquei na dúvida sobre o que fazer, por isso, preciso DESESPERADAMENTE que venham aqui contar as vossas experiências com indianos.

Não, não me refiro a essas. Que, até ver, isto é uma barraca decente e honrada, visitada por muitas famílias, sobretudo aos domingos. Além de que não tenho a mínima curiosidade em saber se os indianos...

(...)

... ok, se calhar até tenho.

Pronto. Mandem mensagem privada.

quarta-feira, 30 de janeiro de 2019

Abaixo as modas da carneirada.



Sabem aquelas modas que aparecem assim sem jeito nenhum, que olhamos para aquilo nas montras, nos sites das marcas, em tudo quanto é instagram por esta rua abaixo e quando damos por ela, anda meio mundo com aquilo vestido e nós continuamos a perguntar-nos, mas que raio de vírus deu naquela gente para não ter dois olhos na cara e perceberem que além de lhes ficar mal com´ó raio, faz delas uns carneiros iguais a tantos outros que resolveram seguir a moda, só porque diz que é "tendência"?!?

Pois eu ando assim com aqueles ténis com a sola gigante que fica toda a gente a parecer que enfiou, à pressa, os pares do marido que calça o 46. E depois andam com aqueles tractores calçados com tudo o que é trapo, como se nada fosse. E depois assim, visto de trás, até parece que têm dois pneus no lugar dos pés. E depois uma pessoa tanto vê daquilo por todo o lado que um dia começa a pensar que alguém tem de pôr um fim naquela hecatombe antes que o vírus se espalhe e a Terra deixe de existir assim como a conhecemos, com árvores e pontes e prédios e filas na IC 19 e na rotunda de Moscavide.

E depois chega outro dia que nos passa, ao de leve, pela cabeça a dúvida se seríamos capazes de calçar aquelas traineiras. E logo a seguir benzemo-nos e tomamos um banho de sal. E depois há um dia que vemos uma peça no armário que nunca usamos porque não temos calçado adequado e ficamos a pensar se as putas das traineiras até ficavam bem ali... E depois há outro dia em que estamos a stalkear uma instagrammer que até tem uns outfits engraçados e.... ZÁS!!! Lá está ela com o raio das barbatanas nos cascos... 

E depois há outro dia que estamos a olhar para o armário e pensamos: "raios que já não posso olhar para estas botas... se calhar até era gaja para ..." .Não, não era nada. Entramos em negação. Vamos tomar um Brufen 400. Não. Antes um 600 que isto é bicho para ser eliminado de uma só vez, sem dó nem piedade.

E depois há um dia que vamos à Zara na hora do almoço e olhamos para eles. Assim de soslaio. E depois de frente. E começamos a sentir suores frios e as pernas a fraquejar. E vamos devagarinho até à prateleira, de cabeça baixa, a ver se ninguém vê. Fazemos um esforço para tentar ver o número na etiqueta, sempre a evitar tocar no animal, não vá a besta colar-se às nossas mãos e não nos deixar sair dali sem eles. E vai que é o nosso número. E vai que vamos para um cantinho isolado e calçamos só um pé, assim naquela, a ver se aquilo tem algum jeito. E ... depois ... vai-se a ver... e até... tem.

Hoje foi o dia e eu aceito. Isto é razão suficiente para me eliminarem definitivamente da vossa vida.

Adeus. (Snif)

terça-feira, 29 de janeiro de 2019

Acabei de receber uma notícia do demo.



Esta pessoa que vos escreve, esteve ontem numa Parfois a babar em cima de quatro ou cinco carteiras (ok, malas) que estavam no canto dos saldos, mas que tinham todas o mesmo defeito: eram lindas de tombar. 

Ora, na impossibilidade de as trazer todas em cima do lombo - não porque não pudesse, mas porque tinha de reconhecer que não tinha tempo nesta vida para as usar (vendo bem, se calhar até tinha) - tive de optar por uma, sendo que o meu coração ficou de olho noutra que, pelo sim pelo não, deixei escondida, enfiada no fundo da prateleira com mais 272 à frente, assim a ver se ninguém a levava, só porque nestas coisas sou um bocado invejosa.

Vai daí, que hoje me aparece num sítio qualquer que o pantone de 2019 é.... o coral. Ora esta era precisamente a cor da carteira (ok, mala) que ficou escondida no raio da prateleira e que se, a esta hora, alguém sonha com isto, vai pôr meio mundo a correr as Parfois desta vida e o outro meio a correr as Parfois do Além.

Pois, pessoas, agora estou aqui a travar esta urticária provocada pelo meu lado visionário-consumista (que felizmente só dá sinal duas ou três vezes ao ano), a ver se evito sair daqui disparada que nem um canhão para a primeira loja que me aparecer à frente, para me arrepender logo a seguir porque afinal, vai-se a ver, e nem tenho sapatos que combinem com aquele traste.

Toca tudo a fingir que não leu nada disto, nem a comentar com a colega do lado, nem a mandar um whatsapp à mãe para ir a correr à loja, e ai de quem se atreva a levantar o pandeiro de onde está para ir procurar o raio da carteira (ok, bolsa) escondida numa Parfois deste jardim à beira mal plantado.

Ouviram bem??!? NINGUÉM MEXE UM MILÍMETRO que eu também vou ficar aqui quietinha, só assim à espera que passe este triste momento que faz de mim a pessoa mais fútil e desinteressante da superfície terrestre e de todas as galáxias e coiso.

Ou não.

Aposto que também estão a saber agora.



- Mamã, olha!! Aquela bicicleta tem chifres!!

- Não, filho... aquilo é o guiador que é diferente...

- Mamã... como se chama aquela bicicleta??

- Como se chama? Como assim? De que marca é?

- Não, mamã... como se chama?

- Chama-se bicicleta na mesma, como as outras...

- Não, mamã!! Como se chama AQUELA bicicleta?

- Acho que é bicicleta de corrida...

- Não, mamã... é uma bicicleta de autoclismo. (*)

*- (Asterisco indicado para quem já passou os 40 e a agilidade mental já não é o que era). Trata-se de uma ingénua alusão à palavra ciclismo.

quarta-feira, 23 de janeiro de 2019

A Mena e o Zeca das Biclas.


Eu sou a Mena e não terminei o 9º ano na escola secundária de Mafamude por uma nesga. Deu-me a mania que queria ser independente e fui tirar umas bicas no café do Tinoco. Nos tempos livres ainda fazia uns condomínios no Bairro das Pedras. A tia Zeza também me pedia para ajudar nos rissóis, mas nunca tive jeito para a cozinha.

Como aquilo não dava para os gastos, acabei por dar razão à minha mãe. Enchi-me de coragem e inscrevi-me num curso intensivo de 3 horas e meia, por correspondência, para aprender a fazer unhas de gel. Foi difícil entrar porque eram muito exigentes com a gramática - e só eu sei o que confundo o gerúndio com o particípio passado -, mas o certo é que agora estou na Guida Nails, aos sábados de manhã.

Mas não faço umas unhas quaisquer. Têm brilhantes e tudo. Entretanto, o meu tio Belmiro sempre achou que eu tinha jeito para bailarina. Não descansou enquanto não me inscreveu no rancho do Candal. Ainda bem que o fez, porque o Zé dos Frangos começou a ver isto mal parado - com a chegada das picanhas, dos rodízios de sushi, dos take - aways e mais não sei o quê - e como tem olho para o negócio, viu logo que tinha de abrir a pestana.

De maneiras que mandou vir umas palmeiras da loja do chinês, pôs a minha tia Lurdes a costurar este fato, contratou o Bino (o DJ do casamento da Rosa Maria) e agora, aos sábados à noite, ainda consigo ir lá fazer uma perninha para animar o pessoal. Foi lá que tirei esta foto. Sou eu e o Zeca das Biclas, mesmo antes de irmos com a malta do ginásio da Damaia a uma Girls Night, na Buraca.

O Zeca das Biclas teve mais sorte do que eu. Ainda conseguiu acabar o 9º ano. Depois foi para a oficina do tio e a partir daí nunca mais parou. Aprendeu a arranjar bicicletas e já correu o país de uma ponta à outra, mas é nas corridas de karts, porque de bicicletas ele só percebe mesmo é do arranjo. O mês passado ganhou o Campeonato do Bombarral.

No quarto tem uma parede forrada de taças e medalhas. A mãe dele costuma ir à Guida meter pestanas e diz que aquilo até dá um certo jeito porque tapa o bolor... é que ele vive em Caxias e lá tem muita humidade. O mulherio diz o mesmo, mas eu não sei que nunca lá fui. A não ser daquela vez que o aparelho das televendas avariou e precisei ir lá ver se ele arranjava. Estava frio e era quase meia noite, por isso acabei por ficar por lá, até porque, com a pressa, saí de casa com o roupão sem nada por baixo. Mas, na altura, não me lembro de ter visto humidade...

De há uns anos para cá ficou um bocado diferente, mais inchado. A mãe diz que é porque não sai do ginásio e que também o vê a tomar uns comprimidos que manda vir da net, mas acha que é para a dor de cabeça. A humidade parece que não, mas também não ajuda.

O mês passado foi à França. Trouxe um carro daqueles de tuning que brilha tanto que até arde nos olhos. Deve ser por causa dos néons que tem por baixo. Acho que agora já nem vai tanto às corridas de karts porque anda maluco com aquilo. Até me perguntou se quero ir com ele à Bélgica porque lá vendem ailerons, mas daqueles dos bons que ainda não há cá. Parece que para isso é preciso um fim de semana inteiro. Ele diz que trata de tudo pela net. Até conhece uns hotéis bons que saem bem mais baratos se partilharmos a cama.

Eu ainda não sei se posso. Tenho de pedir à Guida.

E ao Zé dos Frangos.

terça-feira, 22 de janeiro de 2019

A surpresa mais bonita que recebi nos últimos tempos.


Esta foto foi-me enviada ontem por um grande amigo. É sobre uma visita que fez, em 2005, a uma aldeia no norte do país. Quando chegou, e tal como na maioria das aldeias por este país fora, via muito pouca gente. As ruas estavam praticamente desertas, por isso, quando encontrou este senhor, já de idade avançada a conduzir um tractor, achou que ali estaria uma foto engraçada. E, de facto, estava.

Quando o senhor se apercebeu que lhe estavam a tirar fotografias, abrandou o tractor para se aproximar do meu amigo. Foi quando ele lhe disse que estava ali de visita e que tinha uma amiga cujo pai tinha nascido naquela terra. O senhor perguntou-lhe como se chamava o pai da amiga e assim que ele respondeu, exclamou, estupefacto:

"Esse é o meu filho!!!"

Naquele preciso momento, o meu amigo soube que estava a fotografar o meu avô e ligou-me a seguir para contar esta história incrível. Rimos juntos.

O meu avô, que na foto teria uns 93 anos, faleceu com 102 anos. Conduziu o tractor quase até ao fim da vida e esteve lúcido até ao último dia. O filho dele, meu pai, partiu há 8 meses.

Ontem recebi esta prenda maravilhosa, uma total surpresa, que não estava minimamente à espera e que me encheu de alegria.

Não consigo deixar de olhar para ela e, lá no fundo, imagino que quando o meu dia chegar, o que queria mesmo era encontrar alguém durante o caminho a quem pudesse dizer: "Estou aqui a visitar este sítio onde mora o meu pai e o meu avô...".

Nessa altura, esse alguém gritava bem alto:

"Anda cá Alberto e traz o teu filho!! A tua neta chegou!!!".

segunda-feira, 14 de janeiro de 2019

Isto até podia ser um sinal de que estou a ficar velha, mas não é. É só um problema. Gravíssimo.


Estou capaz de correr o mundo, virar este planeta do avesso, descer às profundezas do Árctico, ouvir a gargalhada da Cristina Ferreira em loop durante 3 dias, se isso me garantisse aquilo que mais falta me faz nesta vida, logo a seguir à possibilidade de ter menos vinte anos no lombo e saber o que sei hoje.

Até vos digo mais: se aparecesse aqui o génio da lâmpada com três desejos, eu repetia o mesmo três vezes seguidas para garantir que o gajo não se enganava.

Eu preciso DESESPERADAMENTE de meias que REALMENTE aqueçam os pés.

"Ah, isto é uma treta e mais não sei o quê"... Não, não é.

Pessoas, experimentai passar um dia inteiro à secretária com a sensação de que vocês estão aqui em Lisboa, sim senhora, mas os vossos pés estão alapados em cima do maior icebergue da Gronelândia. Agora imaginem dois dias nisto. E depois três. E depois semanas. E meses a fio. 

Posto isto, e porque estou farta de enfiar anti-inflamatórios pelo bucho abaixo, declaro aberta a caça à meia mais quente do planeta. Do planeta, não. Da galáxia.

Meias com pilhas, há? Meias com escalfetas incorporadas, há? Meias com duendes que ficam lá em baixo a soprar o dia inteiro para os nossos dedinhos nunca baixarem dos 30 graus, há? Meias com fornos a lenha, há? Meias com termoventilação, há? Meias com ar condicionado daquele que liberta lufadas de vento do Sahara, como se não houvesse amanhã, há? Meias com mini-lareiras, mesmo que sejam daquelas eléctricas, pindéricas que eu sei lá, mas estando aquilo escondidinhas debaixo das botas não faz tão mal, há? Meias com sacos de água quente, há? 

Porra, não sei que mais ideias vos poderei dar, mas haja uma alma que venha até aqui apresentar uma solução para este flagelo que a meu ver tem as condições reunidas para despoletar uma 3ª Guerra Mundial.

Ou duas, vá.

quinta-feira, 10 de janeiro de 2019

Sobre o Telefonema do Ano


Juro que quando vi pensei em milhentas teorias para explicar isto. "Seria muito amigo dela e não quis deixar de a felicitar neste momento importante da sua carreira?", "É tão amoroso que sentiu necessidade de tornar pública esta sua admiração tão genuína?", "Isto é da minha cabeça, não tem nenhuma teoria da conspiração por trás e ligou só porque realmente lhe deu no galheiro?".

Porra, juro que tentei. Adoro o Marcelo. Tinha-o à distância de um dedo mindinho da perfeição humana, assim numa outra estratosfera a que o comum dos mortais nunca chega. Nem a Rosa Mota a correr muito ou a outra que não me lembra agora o nome, que entrou pelo mar adentro no início do ano. Ainda preciso acreditar que ele não fez isto para conseguir mais popularidade, até porque não precisa.  

Só eu sei o que tentei. Assim quase tanto como o povo tentou acreditar na versão do Ronaldo, mas porra, Marcelo, tenho de admitir que não havia necessidade. 

Ainda assim, teimosa como um jumento, vou continuar a tentar convencer-me e a desvalorizar o desconforto notório no teu tom de voz, já para não falar da rapidez com que querias terminar a chamada, como quem diz: "Raisparta, alguém que me venha arrancar este telefone das mãos, assim, tipo, JÁÁÁÁÁ!!!!!".

Estou mesmo a ver a conversa da cambada de assessores a virar-te a cabeça porque com este gesto cairias nas graças de milhares de portugueses durante os próximos 330 anos e blá, blá, blá.... Até aposto que a tua primeira resposta foi "Não". Mas, raios, convenhamos, se a intenção fosse exclusivamente felicitar a "mulhere", um sms privado não fazia o mesmo efeito?!?!.

Aqui que ninguém nos ouve, fazia, Marcelo. Fazia...

Caraças Marcelo, já que não acredito que haja nada depois disto, dava-me algum jeito acreditar que ainda existem santos na Terra. Ok, talvez haja, mas de barro. Neste caso, barro da tua terra... de Celorico de Basto, que deve ser dos bons.

Celorico de Basto é perto de Bisalhães? É só porque este barro foi declarado Património Cultural Imaterial da Unesco...

Raios, Marcelo... eu tento, juro que tento.


terça-feira, 8 de janeiro de 2019

Miss Caco apaixonou-se.


Pessoas que acompanhais esta barraca, prestai atenção. É preciso que se diga com toda a frontalidade que o assunto merece: podemos rebentar dinheiro à bruta em porcarias que usamos uma vez na vida - a bem dizer, não, não podemos -, mas pronto, isto é só para dizer que se há uma coisa que devemos comprar em condições, essa coisa é uma carteira, ou bolsa, dependendo da zona do país onde estais plantadas.

Pois que o meu "crush" de início do ano foi a carteira que está na foto em cima. Não, não é exactamente esta porque não encontrei foto no Pinterest, mas é da mesma linha. 

Descobri-a numa loja de comércio tradicional, absolutamente fabulosa, que fica na zona da Baixa do Porto, chamada Casa dos Neves e que depois de lá entrarem - aviso já -, dá vontade de comprar tudo e um par de botas. Ou dois, porque também tem botas de tombar de lindas. E sapatos. E ténis. E mochilas. E bonés para homem que apetece trazer todos porque de certeza que me iam ficar tão bem que ninguém ia notar.

Como se não bastasse, é só atravessar a estrada que há outra loja também dos Neves, quase em frente, mas mais direccionada para roupa. Optei por não entrar para evitar uma desgraça. E para desgraças, já basta a tomada de posse do Bolsonaro, a absolvição do Duarte Lima e o "sururu" à volta do novo programa da Cristina, que já ninguém aguenta.

Bom, mas agora que a trouxe comigo, estou de tal forma apaixonada que passo horas dias a olhar para ela. É um modelo mais rectangular do que o da foto, mas o material, a cor, a qualidade e o fecho são exactamente iguais. É de uma marca italiana chamada Tosca Blu, que  não conhecia, mas na Casa dos Neves encontrei muitas outras igualmente lindas.

Olhem só para isto e confirmem se não é um verdadeiro pedaço de céu que trago nos ombros. Pelo sim, pelo não, vão buscar uns lenços para limpar a baba no teclado do portátil. Ou o telemóvel. Ou onde quer que estejam a ler este sacramento.

Ide ver com os vossos olhinhos e depois confirmem se a vossa vida não passará a dividir-se entre A.C.C.N e D.C.C.N aka "Antes de Conhecer a Casa dos Neves" e "Depois de Conhecer a Casa dos Neves".

De nada.



P.S. Não reparem nos riscos ao fundo da parede. A culpa é do cesto da lenha que tive de arrastar para poder enfiar a cadeira e tirar a foto.

quinta-feira, 3 de janeiro de 2019

O poder das conversas matinais.


Esta manhã, a levar Caco Boy para a escola:

- Filho, hoje a professora Isabel já vem! Os meninos vão todos para a sala de aulas!!!

- YÉÉÉÉÉÉÉ!!!! ISABEL!!! ISABEL!!!! ISABEL!!!! 

(Urros de alegria)

ISA!!! ISA!!ISA!!! ISA!!! .... 

(pausa)

BEL!! BEL!! BEL!! BEL!!

(pausa mais prolongada, enquanto assisto, estupefacta, à primeira divisão silábica)

(...)

Mamã...

- Sim, amor...

- (olhos arregalados, ar de deslumbramento) Já reparaste que há nomes que comexam com coijas que ejistem no mundo?!!??

- Ahhhh!! Pois é, filho!! Nunca tinha reparado!!! (ar de ainda maior deslumbramento) Dá-me lá um exemplo...

- Como por ejemplo..... PEDRO!!

- Pedro? Como assim?

(pausa para reflexão)

- PEDRO!! PÊ... PÊ... PÊ...PÊ.... como... PÓ!!!!

PÓ EJISTE NO MUNDO!!!....

(micro pausa)

... E VIVE AQUI CONNOSCO!!

- Sim, filho... No meio de nós. (nó no estômago, enquanto me vejo a escolher quartos para alugar no dia em que ele entrar na faculdade).