quarta-feira, 15 de junho de 2016

Miss Caco vai lagartar.


Miss Caco deixou para a última hora a escolha do destino de férias.

Miss Caco tem pouca paciência para pesquisas de alojamentos e afins, sobretudo quando sabe que cometeu a estupidez de deixar tudo para o último momento, pondo-se a jeito para pagar por uma diária num T0,  na Aroeira, o valor de uma semana no melhor resort das Maldivas, em época baixa. Ok, estou a exagerar, mas a barraca é minha, portanto não adianta queixarem-se. 
 
Mas esta conversa não interessa para nada e só serve para repetir aquilo que disse o ano passado por esta altura: "Para o ano é que é. Não volto a cometer esta estupidez e trato de tudo antes do Natal".
 
Viu-se.

Ora, não querendo enfiar-me em nenhum charter, nem perder preciosas horas de férias em aeroportos atulhados de gente com havaianas enfiadas nos pés, sujeita a despenhar-me no meio do Atlântico - e só eu sei como a água lá é fria que dói - optei por fazer férias cá dentro.
 
E o destino escolhido foi...
 
Tchan, tchan, tchan, tchan.....
 
Este!!!
 


Que é o mesmo que dizer, Ilha da Armona, no Algarve.
 
Agora soltem essas línguas e toca a deitar cá para fora tudo o que sabem sobre a zona. Os que tiverem coisas más para dizer, é favor fazê-lo rapidamente porque aguardo o e-mail de confirmação de reserva a qualquer momento e talvez ainda vá a tempo de dizer à mulher da agência que sofro de amnésia e que não me lembro de ter feito reserva nenhuma, ou que isto agora com a internet é um perigo e que é preciso ter um olho no burro e outro no cigano, com meio mundo a enganar outro meio.
 
3, 2, 1 , ESTÁ A CONTAR!!!

quarta-feira, 8 de junho de 2016

Iuuupppiii!!!! O Sabichão vai voltar!!!

 

Oh pr´á novidade mai linda que acabei de ler aqui!
 
Resumindo, a Majora, uma empresa de brinquedos portuguesa que a minha geração conhece bem, fundada há 75 anos e comprada em 2014 pelo The Edge Group, acabou de comunicar o relançamento de onze clássicos, com destaque para o famoso Sabichão.
 
Lembram-se? Aquele jogo que tinha uma espécie de mago que adivinhava as respostas às perguntas? E nós ficávamos pasmadinhos, sentadinhos ali à volta, como que a tentar perceber a que propósito é que o raio do boneco acertava sempre, ainda que, no nosso íntimo, soubéssemos que aquilo era coisa feita por adultos para nos ludibriar, mas com carinho.
 
E vocês não faziam umas folhas do tamanho do tabuleiro, recortavam o buraquinho para enfiar o mago e substituíam  as perguntas e respostas originais por outras próprias da idade, isto é, estúpidas e inocentes, que colocavam por cima do jogo e depois fartavam-se de rir com questões estilo: "Quem cheira a chulé?" (e na resposta punham o nome de um amigo, só para chatear) ou então: "Quem é a pessoa mais linda e esperta do mundo?" e colocavam-se, orgulhosamente, nesse estatuto. Ou ainda "Quem vai arrumar o quarto até ao ano 2000?" (o que, na altura, parecia uma eternidade). E pumba! Toca de meter o nome da irmã...Não? Não faziam isto?
 
Pronto, deixem lá. A partir do próximo Natal já vão poder fazer.
 
Agora vou até ali preparar uma nova lista de questões. A má notícia é que, desta vez, já não tenho desculpa para serem estúpidas ou inocentes...
 
Quer dizer, vendo bem, talvez ainda faça sentido manter a segunda questão...

terça-feira, 7 de junho de 2016

É oficial.


Chegou aquela altura do ano em que não consegues dormir debaixo do edredon porque tens calor, mas também não consegues tira-lo porque tens frio.

A solução é dormir com uma perna debaixo e outra por cima.

Modéstia à parte, não há dinheiro que pague as dicas úteis que se aprendem nesta barraca...

segunda-feira, 6 de junho de 2016

O Primeiro Arraial de Baby Caco.

 
No domingo, Miss Caco foi, finalmente, conhecer a famosa Vila Berta. Considerada imóvel de interesse público, esta vila foi construída no início do século XX, fica no bairro da Graça e é basicamente uma rua estreita e amorosa, com casas de dois andares, varandas em ferro, azulejos arte nova e muitas flores por todo o lado, que a tornam um autêntico postal de visita obrigatória, sobretudo para turistas.
 
O certo é que eu não podia ter escolhido melhor dia para a visitar. Integrado no programa dos Santos Populares, a vila organizou um Arraial Infantil, com jogos tradicionais, balões, ateliers, pinturas faciais, enfim, tudo aquilo que a canalhada gosta e Baby Caco não foi exceção.
 
Oh para ele aqui tão lindo a lavar o chão:


Sendo uma festa popular, bem podia estar a dançar o vira, mas não. Está só a saltar à macaca:

 
Aqui, a ver se faz pontaria para o traseiro mais próximo:


O aspecto da rua é mais ou menos este:

 
E as casinhas parecem ser tiradas de um filme:
 


 
Para saberem mais sobre os Santos Populares na vila Berta, o cartaz deste ano está aqui em baixo e podem amigar-se no facebook da vila que é bem capaz de ter lá mais informação.
 
 
 
Se alguém que me lê passou por lá ontem e encontrou um martelo de S. João pequenino, é meu. Favor entregar na receção. Sim, nós vamos aos santos em Lisboa, mas não esquecemos as nossas raízes. Quer dizer, pelos vistos esquecemos... É cor de rosa e amarelo.
 
Agradecida.

sexta-feira, 3 de junho de 2016

5 coisas de relevância extrema.


1 - Ando viciada nisto.
 
2 - Não, ninguém me pagou para escrever estas linhas, mas, em podendo, podem fazê-lo que eu repito. E em géneros, se for coisa para dar mais jeito.

3 - A culpa é do Pingo Doce que decidiu metê-las em promoção na semana passada, comprei uma camionete delas, meti-as todas na gaveta da secretária e agora é só ver qual dos pacotes voa mais depressa.
 
4 - Tudo seria menos grave se não tencionasse descongelar um crepe de chocolate, assim que chegar a casa. Ou dois.
 
5 - Bom fim de semana.

Não dou um mês para transformar Baby Caco num anjo.


As manhãs lá em casa não são complicadas de gerir. Baby Caco acorda com relativa facilidade e deixa-se vestir muito rapidamente no sofá, enquanto fica pasmado a ver o canal Panda.
 
A verdade é que, sobretudo ao fim do dia, por vezes, o canal exibe uns desenhos animados que me parecem um bocadinho "puxadotes", com uns dragões nojentos a cuspir fogo, enquanto se pegam uns com os outros. Baby Caco assiste todo satisfeito, vai soltando uns gritos de guerra, à medida que os dragões se esbardalham uns contra os outros, que eu vou intercalando com ordens infrutíferas para ele comer a sopa.
 
O certo é que gostava - enquanto posso - que ele visse umas coisas um bocadinho mais, digamos, naif. Por isso, um destes dias, pelas 8h30, deu-me para mudar para a RTP2 e fiquei absolutamente rendida. O canal estava a começar um filme maravilhoso que, infelizmente, não tive tempo para ver, mas que guardei o título para pesquisar mais tarde.
 
Chamava-se "A Canção do Mar" e era um trabalho de animação encantador, realizado por Tomm Moore, nomeado pela segunda vez para o Óscar de Melhor Filme de Animação, depois de "The Secret of Kells" (2009), a sua estreia em cinema.
 
Inspirado em mitos do folclore irlandês, conta a história de Ben e Saoirse, duas crianças que, desde a morte da mãe, vivem num farol com o pai, um homem triste e amargurado. Um dia, Ben descobre que a irmã é uma fada que se pode transformar em foca e retornar à condição humana, sendo que quando toca flauta, liberta seres mágicos.
 
Na versão portuguesa, o filme é dobrado com vozes como, por exemplo, Custódia Galego, e tem imagens encantadoras como estas:
 
 
 

 
Para quem quiser saber mais, aqui fica o trailer em português: 
 
 


Mas as surpresas não ficam por aqui. Na manhã seguinte, voltei lá e dei com uma série que é do mais ternurento que vi nos últimos tempos. Chama-se "Nuvinhas" e é sobre umas personagens amorosas que passam o dia a cuidar do céu e dos seus amigos: o sol, a lua, o arco-íris, uma nuvem e uma estrela. Se isto não é de se comer, não sei o que vos diga.
 
Os Nuvinhas vivem numa casa em cima de uma nuvem e aquilo é vê-los de mãos dadas, a pintar as nuvens, a passear as estrelas, a limpar a lua... Eu sei lá, uma ternura tal que só visto.
 
Posto isto, acredito que lá para o fim do mês transformei Baby Caco num anjo, com direito a dar-me beijos todos os dias POR VONTADE PRÓPRIA, sem nunca mais precisar de implorar por abracinhos, de joelhos no chão da sala, ou negociar beijos em troca de gomas com forma de ovo estrelado. 
 
Confiram só estas fofuras:

 
 
 
 

 

quinta-feira, 2 de junho de 2016

O Correio da Manhã errou.

 
O que o jornal queria dizer era: "Marido caça VIP com casa de luxo".
 
Depois, já no desenvolvimento da notícia, até podiam acrescentar: "E com jóias. E viagens. E restaurantes caros. E três empregadas para fazer a lida da casa e duas só para tratar do jardim. E carros topo de gama. E ficha de cliente aberta em clínicas de beleza, hospitais com especialidade em Cirurgia Estética, cabeleireiros, spas e o catano". 
 
As pressas dão nisto....

Quem já ouviu falar desta belezura?



Aqui me confesso que sofro de uma preguicite aguda no que toca a passar cremes no corpo. E a passar camisas. E a lavar o carro. Pronto, já chega. 

 "Ah, mas nem no verão usas um creme hidratante depois da praia?". Não, não uso. Quer dizer, nas férias, até sou gaja para pensar nisso, mas isso são 15 dias ao ano. O resto do tempo deixo este corpo de deusa ao Deus dará. E só Ele sabe como é que isto ainda se conserva neste estado. Ele e a Sara Sampaio que sofre do mesmo mal.
 
Se calhar por isso é que tenho a pele super mega seca na parte de baixo das pernas... abaixo dos joelhos, como se chama aquela zona? (Isso, pasmem com os meus conhecimentos de anatomia humana. Para compensar, perguntem-me o que quiserem sobre o canal Panda). Bom, mas quando digo mega seca, é mesmo seca, com pele que chega a rachar e tudo.
 
Um dia destes, uma amiga ofereceu-me este óleo que vêem aqui em cima e disse que aquilo "dava para tudo". Ora, quando ouvi a história de "dar para tudo" foi meio caminho andado para o enfiar na gaveta mais próxima.
 
Mas esta semana andava em arrumações e dei com a embalagem. Li na caixa que era indicado para "cicatrizes, estrias, tons de pele irregulares, pele envelhecida e desidratada". Lá está. A minha amiga não mentira. Dava mesmo quase para tudo. Menos para males de inveja.
 
Céptica como só eu, decido aplicar na pernas, depois do banho, e fui à minha vida sem pensar mais naquilo. À noite, percebo que tinha aquela zona da pele super macia e, apesar de não estar oleosa (já disse que aquilo é um óleo, não já?) ainda se notava o efeito.
 
Fiquei a pensar: "Oh, Diabo... Tu queres ver que aquilo é mesmo bom?". Fui à net pesquisar. Percebi que o Bio-Oil é a marca mais vendida para anti-estrias em 20 países. É certo que a embalagem não é muito apelativa, mas o  produto não tem componentes de origem animal, junta vitaminas e extratos de plantas numa base hipoalergénica, o que é bom para peles sensíveis como a minha.
 
Apesar de ser um óleo (confirmo que é absorvido rapidamente)  dizem que não potencia o acne. Posto isto, como tenho algumas manchas no rosto - que ainda pioram agora com a  chegada do sol, mesmo usando factor 50 de protecção - decidi começar a aplicar também no rosto, à noite.
 
Alguém  por aqui já usou ou ouviu falar? Oh p´rá embalagem aqui em baixo:
 

quarta-feira, 25 de maio de 2016

A ciência não pára de nos surpreender.


Que orgulho saber que o primeiro transplante de cabeça acaba de ser realizado em Portugal.
Não sei de quem é o corpo, mas não há dúvida que o João Paulo Rodrigues ficou a ganhar.

terça-feira, 24 de maio de 2016

Não custa tentar.


Reacção de Baby Caco quando o levei à árvore das chupetas:

A- Tanta roupa para passar e tu aqui a perder o teu tempo;

 B- A trepadeira da vizinha do r/c esq tem melhor aspecto que isto;

 C- Podes juntá - las todas, mandar lavar a 90 graus que sou menino para lhes dar uso até 2027.

É sempre bom fazer amigos.


Olá, chamo-me Débora, sou condutora de pesados, fiz depilação definitiva ao buço, gosto de sandes de courato e fui Miss Trumps em 2015.

sexta-feira, 20 de maio de 2016

Não consigo ir de fim de semana sem dizer:

 

O CACO ESTÁ LIIIIIINNNNODDDDDDOOOOO!!!!!!!!!!!!!!!

P.S.- Quando são os Globos de Ouro dos blogues???? Quando são???!??

quinta-feira, 19 de maio de 2016

Três anos depois, continuo a enganar-vos.

 

Então, mas a barraca fez três anos no início do mês e eu esqueci de comemorar a efeméride, valha-me Deus?!? Então e não há uma alma aí desse lado que me alerte para isto? É tudo muito bonito, sim senhor, mas é para ir ali aos "Favoritos", espreitar as balelas que venho para aqui dizer, e depois vão à vossa vida, sem ter responsabilidades de nada, não é?. Assim também eu.
 
Pronto. Agora que levaram a "chazada", isto quer dizer que num há um bolo, num há um confeti, num há um raio de um passatempo (a bem dizer, nunca houve), num há uma cascata de fogo de artifício como nos casamentos?
 
Não. Não há.
 
Mas então o que pode haver assim, tarde e a más horas? Não há ninguém que queira vir aqui oferecer nada aos meus leitores? Um passeio de tuk-tuk? Um autógrafo do Mickael Carreira? Uma panela daquelas estilo Bimby? Um fim de semana nas termas? Nada?
 
(...)
 
(...)
 
Não, parece que não há.
 
Nem um cheque-prenda? Não. Também parece que não.
 
Então não havendo nada para vos dar, acho que está na hora de assumir que vos ando a enganar. Quer dizer, a vocês que já cá andam há algum tempo, nem tanto. Mas desgraçados dos que chegam aqui pela primeira vez. Uma pessoa até vem bem disposta, decide ler um blogue com este layout cutxi-cutxi, que até tem "mimo" no apelido, e, vai-se a ver, dá com esta rebaldaria pegada. Se isto não é atirar-vos areia para os olhos, não sei que vos diga. 
 
"Ah, que giro, estas cores assim pastel, com as pintinhas de lado e uma mamã linda que eu sei lá, com um bebé nos braços  - na altura em que isto foi criado, podia muito bem ser Baby Caco, mas que agora já pesa quase 20 kilos -  que blogue tão ternurento.... Aposto que se fala aqui de coisas fofinhas como pó de talco, e roupas com folhinhos, e papinhas, e mercadinhos, e mi-mi-mi ...".
 
PÁRA TUDO.
 
Não. Não fala.
 
Isto é do piorio. Um antro. Bem frequentado, é certo, mas onde não se aprende nada.
 
Posto isto, a barraca vai ter de levar um refresh. Vai ser um refresh ligeiro, é certo, não só porque percebo muito pouco disto, como também não tenho um chavo para pagar a quem realmente percebe.
 
Portanto, não havendo por aí ninguém com muito tempo livre e que se queira oferecer para fazer uma coisa em condições, dou a mim própria quinze dias para vos surpreender.
 
3, 2, 1, 0!! Podem começar a contar.

quarta-feira, 18 de maio de 2016

Prémios Sophia 2016 ou aquilo que podia ter sido um velório bonito.


Mea culpa. Mea culpa. Mea culpa.
 
Eu bem sei que disse que só cá voltava neste registo em 2023, mas isto aparece-me assim à frente e é impossível não deitar cá para fora. Até porque também achei uma ternura ver a Sandra Cóias - que podia ser filha - a parecer a mãe do Joaquim de Almeida.
 
Mas vamos ao que interessa. Desta vez, foi a entrega dos Prémios Sophia, mas a mim ninguém me tira da ideia que aquilo, a bem da verdade, foi um velório. Só ainda não consegui perceber de quem, mas as indumentárias não deixam espaço para dúvidas.
 
Ora vejamos:

 
Eu vim de preto, mas trago assim uns brilhozinhos discretos, só para dar uso àquele tecido que sobrou do cortinado na remodelação que fizemos à vivenda de Odivelas em 1984.

 
Isso meu filho, estamos num momento difícil, mas nem por isso devemos deixar de rir. A vida é isto mesmo. Há que seguir em frente e levantar os braços. E arregaçar as mangas. E as calças. E... pronto, já chega. 
 
 
Uma touquinha nela e um chapeuzinho nele e estava feito. Tínhamos um velório Amish.
 
 
Eu já disse que aquilo foi um velório, não já?

 
Era a bainha estar um pouco mais descida e a coisa até passava. Ninguém merece ver estes joelhos. Nem na hora da morte.

 
Porquê, Maria João Bastos? Porquê??!?

 
Nós vínhamos ao casting para o Cardinalli... Não é aqui?

 
Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amén.

 
Achei por bem trazer alguma coisa a combinar com o morto. Optei pela cor dos lábios.

 
Soraia Chaves patrocinada pela Funerária Rosinda.

 
Nestas ocasiões há sempre alguém que mantém a esperança de ressuscitar o morto.


Esta auto estrada que nos separa é só para as más línguas não desatarem para aí a dizer que nos andamos a comer.

 
Nós também viemos ao casting do Cardinalli.

Fui ao Além.


Sabem o que é que tenho a dizer sobre aqueles vouchers, estilo "Lifecooler", "Odisseias" e outros que tais?
 
D-E-T-E-S-T-O.
 
E detesto porquê? Porque oferecem-nos aquele livro cheio de páginas e tu começas logo a pensar que vai ser um inferno para escolher a melhor experiência no meio de tanta oferta, mas depois, vai-se a ver, e mais de metade fica em sítios tão atrativos como Ferreira do Zêzere, Charneca da Caparica ou Ribeira Grande. Logo aqui, assim sem pestanejar, a maioria vai à vida.
   
Passas os olhos pelos restos. E o que sobra inclui sugestões tão interessantes como Epilação de Sobrancelhas (aquilo é mesmo assim ou estará mal escrito? Na dúvida, não arriscas); maquilhagem de noite (perfeito. A minha vida é varrer tudo quanto é discoteca até o sol raiar); Envolvimento em Chocolate (só se fosse na língua); Ritual de Chá (para isto, ligo o jarro eléctrico, meto uma saqueta lá dentro e fico em casa que o efeito é o mesmo); Peeling Ultra Sónico (meeeeedddoooo); Radiofrequência (isto até no carro se faz bem, mesmo a conduzir); Lifting seios (isso é que era bom, aqui ninguém mexe); Consulta de Elixires Vibracionais (é ligar para a Maleta Vermelha que eles explicam); Massagem Pré-natal (nada disso. Não estou para esperar até Dezembro); Aulas de Yoga em Grupo (o fim também era coisa para ser bonita de se ver... mas num canal para adultos); Wonderlack Extrem Gelinho (prefiro nem saber) e coisas deste nível de interesse.
 
É nesta altura que decides olhar para a data de validade e como ainda falta mais de um ano, encostas o livro. Passam-se dias, semanas, meses. Às vezes, lá esbarras com ele, mas até tens medo de abrir para confirmar a data. Deixas andar. Meses depois, voltas a passar e pensas: "Raios, tenho mesmo de arranjar um tempinho para pegar naquilo". Mas nunca arranjas.
 
Até que um dia é que é. E, meus amigos, o que aconteceu - por incrível que pareça - é que o dia em que me decidi era precisamente o dia em que o voucher terminava. Xiiiiiii.... Não há tempo a perder, é escolher apenas o que fica a 5 minutos do escritório para aviar na hora do almoço. Só há duas opções: ou uma cena de massagens ou outra coisa que agora não lembro, mas que na altura não me entusiasmou.
 
Ok, vamos ligar a marcar, a ver se ainda aceitam. Aceitam. Fixe! Quando? Para semana. E é o quê? É uma massagem. Massagem quê? Não interessa. É aquela a que temos direito com um voucher que diz premium. Está feito.
 
E eis que chega o dia. E eis que vou. E eis que entro numa coisa chamada Fitoclinic, sem qualquer expectativa que não fosse acabar de vez com a saga do voucher. E meus amigos, é aqui que começa a minha entrada em outra dimensão.
 
Basicamente passei uma boa hora e meia nas profundezas do Além. Já tinha feito massagens, mas nada que se assemelhasse a isto. Não vou sequer tentar descrever, mas o que posso dizer é que saí de lá a flutuar e que se alguém souber de uma droga que nos faça sentir o mesmo, faça o favor de dizer que eu mando vir, sem pestanejar.
 
Não escrevo nem mais uma linha sobre isto. Se quiserem saber do estado de Nirvana a que me refiro, liguem para lá (21- 1531 582, fica mesmo ao lado do Campo Pequeno), peçam uma massagem Ayurvédica com a rainha do Olimpo, que dá pelo nome de Jeanne Bernardes, e depois venham cá agradecer-me até ao fim dos vossos dias.
 
Para irem imaginando, tudo se passa aqui:



Agora pensem.