quarta-feira, 18 de maio de 2016

Fui ao Além.


Sabem o que é que tenho a dizer sobre aqueles vouchers, estilo "Lifecooler", "Odisseias" e outros que tais?
 
D-E-T-E-S-T-O.
 
E detesto porquê? Porque oferecem-nos aquele livro cheio de páginas e tu começas logo a pensar que vai ser um inferno para escolher a melhor experiência no meio de tanta oferta, mas depois, vai-se a ver, e mais de metade fica em sítios tão atrativos como Ferreira do Zêzere, Charneca da Caparica ou Ribeira Grande. Logo aqui, assim sem pestanejar, a maioria vai à vida.
   
Passas os olhos pelos restos. E o que sobra inclui sugestões tão interessantes como Epilação de Sobrancelhas (aquilo é mesmo assim ou estará mal escrito? Na dúvida, não arriscas); maquilhagem de noite (perfeito. A minha vida é varrer tudo quanto é discoteca até o sol raiar); Envolvimento em Chocolate (só se fosse na língua); Ritual de Chá (para isto, ligo o jarro eléctrico, meto uma saqueta lá dentro e fico em casa que o efeito é o mesmo); Peeling Ultra Sónico (meeeeedddoooo); Radiofrequência (isto até no carro se faz bem, mesmo a conduzir); Lifting seios (isso é que era bom, aqui ninguém mexe); Consulta de Elixires Vibracionais (é ligar para a Maleta Vermelha que eles explicam); Massagem Pré-natal (nada disso. Não estou para esperar até Dezembro); Aulas de Yoga em Grupo (o fim também era coisa para ser bonita de se ver... mas num canal para adultos); Wonderlack Extrem Gelinho (prefiro nem saber) e coisas deste nível de interesse.
 
É nesta altura que decides olhar para a data de validade e como ainda falta mais de um ano, encostas o livro. Passam-se dias, semanas, meses. Às vezes, lá esbarras com ele, mas até tens medo de abrir para confirmar a data. Deixas andar. Meses depois, voltas a passar e pensas: "Raios, tenho mesmo de arranjar um tempinho para pegar naquilo". Mas nunca arranjas.
 
Até que um dia é que é. E, meus amigos, o que aconteceu - por incrível que pareça - é que o dia em que me decidi era precisamente o dia em que o voucher terminava. Xiiiiiii.... Não há tempo a perder, é escolher apenas o que fica a 5 minutos do escritório para aviar na hora do almoço. Só há duas opções: ou uma cena de massagens ou outra coisa que agora não lembro, mas que na altura não me entusiasmou.
 
Ok, vamos ligar a marcar, a ver se ainda aceitam. Aceitam. Fixe! Quando? Para semana. E é o quê? É uma massagem. Massagem quê? Não interessa. É aquela a que temos direito com um voucher que diz premium. Está feito.
 
E eis que chega o dia. E eis que vou. E eis que entro numa coisa chamada Fitoclinic, sem qualquer expectativa que não fosse acabar de vez com a saga do voucher. E meus amigos, é aqui que começa a minha entrada em outra dimensão.
 
Basicamente passei uma boa hora e meia nas profundezas do Além. Já tinha feito massagens, mas nada que se assemelhasse a isto. Não vou sequer tentar descrever, mas o que posso dizer é que saí de lá a flutuar e que se alguém souber de uma droga que nos faça sentir o mesmo, faça o favor de dizer que eu mando vir, sem pestanejar.
 
Não escrevo nem mais uma linha sobre isto. Se quiserem saber do estado de Nirvana a que me refiro, liguem para lá (21- 1531 582, fica mesmo ao lado do Campo Pequeno), peçam uma massagem Ayurvédica com a rainha do Olimpo, que dá pelo nome de Jeanne Bernardes, e depois venham cá agradecer-me até ao fim dos vossos dias.
 
Para irem imaginando, tudo se passa aqui:



Agora pensem.

terça-feira, 17 de maio de 2016

Diz que o Benfica também organiza jantares.

 
Miss Caco não percebe puto de futebol. Não sabe o que é um fora de jogo, uma trivela e está para chegar o dia que entenda aquela conversa do colinho e mais não sei o quê. Mas pronto. Também não temos de perceber de tudo na vida.
 
O certo é que acabei de esbarrar numa galeria de fotos de um jantar do Benfica, que não sei bem se foi no Estádio da Luz, mas, pelo ar, tanto podia ter sido lá, como no Rei dos Grelhados, no Entroncamento ou na churrasqueira Prestige, em Gondomar.
 
Mas isso agora pouco interessa. Atentemos ao dress code:

 
Eu assim de preto nunca me comprometo. Mas... e os pés, senhores? Para onde foram os pés???!??
 
 
Vou levar as minhas sandálias estilo gladiador para combinar com o sopapo que levas no olho... Eu não te disse que era boa ideia mandar lavar as calças a 90 graus?


Vim direitinha da despedida de solteira da Rosinda no "Arrasta o Pé". É certo que me esqueci lá do chapéu com aquela coisa esponjosa presa em cima, mas o que interessa é que cheguei e vim um arraso.

 
Bem sei que foste tu que insististe, mas de certeza que me deixavam sair mais cedo da Primark, a tempo de apanhar o 38 para a Buraca, e trazia aquele vestido de lantejoulas vermelho que levei ao casamento da Lyonce.

 
Se a Maria João Bastos pode aparecer nos Globos vestida com um lençol pintado com esta espécie de riscas estranhas de lado, eu não sou menos que ela.


Bem te disse que vínhamos lindos assim, com as riscas da camisa a fazer pendant com a sola dos teus sapatos. Podes sorrir à confiança. Eu prefiro olhar como se fosse para o infinito. Diz que dá um ar sexy.

 
Ah! Na Bairrada! Não sei porquê, mas lembrei agora. O jantar também podia ter sido na Bairrada. 


Então agora faço aquele sorriso de frete, só para dar ar de que não sei nada sobre o sms nojento que te apanhei ontem à noite. Pelo menos, quando ela vir isto nas revistas, também não se fica a rir. 

segunda-feira, 16 de maio de 2016

Sobre os Globos de Ouro.

 
Isto é tudo muito bonito, sim senhora, mas ainda está para nascer o dia em que alguém venha pôr o dedo na ferida e saia em defesa da desgraçada da porca, que a bem da verdade não fez mal a ninguém, e vê esta gente toda a roubar-lhe ideias de outfits, sem soltar um único "oinc" de protesto.
 
Se isto não é feito à descarada, não sei o que vos diga...
 






 
Sobre esta, é certo que não se vê bem, mas garanto que a camisa de noite que a porca tem por baixo do robe, é igualzinha à da Ana Rita.
 
 
Ok, esta não apareceu na Gala, mas aposto que se fosse, era certinho que se apresentava nesta figura:

 

sexta-feira, 13 de maio de 2016

São só três razões.


... pelas quais a nova imagem do Instagram sucks:
 
1) a anterior era um verdadeiro ícone, perfeita, com um ar retro e simultaneamente moderno que me agradava bastante. A nova imagem é simplória, sem qualquer pormenor distintivo, tanto pode ser de uma chupa-chupa, de uma máquina de lavar roupa ou de um autobronzeador do LIDL;
 
2) o lettering, absolutamente normal, em preto, surge num fundo, absolutamente vulgar, em branco. Parece que estou mesmo a ver:
 
- Oh, pá, vamos mudar o azul para que tom?
- Caga nisso, vai começar o desfile da Victoria Secret´s e aquilo é só touras de pôr um gajo a babar... Mete isso normal... tipo letra preta em fundo branco... assim ninguém reclama. E se perguntarem dizemos que a ideia é ser minimalista... Sabes, aquela cena do less is more? Resulta sempre.
 
3) Diz que há um filtro novo. Caguei nisso. Nem dei por ela. Isto para mim só lá vai com um referendo. Isso ou uma greve de fome.

QUERO O INSTAGRAM DE VOOOOOOLTAAAAA!!!!

quinta-feira, 12 de maio de 2016

Na hora do fim.


Quem me conhece, sabe que esta barraca não serve para cortar na casaca da vida dos outros e sobretudo no que toca a coisas do coração, disso ninguém me ouve falar, até porque a idade já me fez perceber, há muito, a complexidade deste tema.
 
Mas desta vez não resisto a vir cá tecer alguns comentários sobre esta separação.
 
Houve um período da minha vida em que convivi com a Iva durante alguns anos, sem nunca chegarmos à fala. Tínhamos vários amigos comuns, frequentávamos os mesmos espaços e chegámos a trabalhar no mesmo local. A imaturidade característica da fase em que isto aconteceu, fez com que, por razões que a própria razão desconhece, não fossemos à bola uma com a outra. O tempo passou, eu fui assistindo "de fora" à evolução da sua carreira profissional e do que se ia comentando sobre a vida pessoal, bastante mais exposta depois desta relação.
 
Todos os que acompanharam este casal, sabem que foram várias vezes crucificados pela diferença de idade, facto que foi sempre muito bem rebatido - sobretudo pela Iva - e com a qual estive sempre de acordo. Não me parece que os poucos anos que os separam pudessem ter interferência no sentimento e no que poderiam construir juntos. Mas reconheço que deve ser muito ingrato ser confrontado e ter necessidade de explicar este tipo de assuntos tão íntimos a terceiros. De qualquer forma, tudo se compreende melhor se pensarmos que ambos são figuras públicas o que - por mais que tentem fugir - implica sempre exposição.
 
Deu-se o caso de que ao fim de seis anos a relação terminou. Quer tenha sido pela Miss Bum-Bum ou não (que me parece ter muito pouco a ver com esta ruptura), o que é mais que certo é que as mentes pequeninas que durante este tempo atazanaram/invejaram esta relação com a conversa medieval da diferença de idade, agora esfregam as mãozinhas e rejubilam de satisfação, enquanto verbalizam o célebre: "Eu sempre disse que aquilo não ia dar certo".
 
E o que eu tenho a dizer resume-me a isto: a relação durou o que qualquer outra relação pode durar. As pessoas passam por diferentes fases da vida ao longo do seu crescimento e, infelizmente, nos casais nem sempre isto acontece na mesma sintonia, ou à mesma velocidade, sendo que isto - na minha opinião - não tem nada a ver com questões de idade, de raça, de gostos ou do que for. É tudo muito mais complexo do que isso e, no final de contas, o que interessa é que certamente foram felizes enquanto estiveram juntos, vão fazer eternamente parte da vida um do outro e, no fim,  ambos tiveram a nobreza e a coragem para pôr um ponto numa história que foi feliz, mas acabou.
 
Ninguém gosta de o admitir - sobretudo depois da enorme pressão que tinham em cima - mas a vida é isto. Há ciclos que se fecham e outros que se abrem. Sobre isto, li numa entrevista à Ana Zanatti, estas sábias palavras: "Devemos sempre dançar com a vida, aceitar os desafios que nos propõe. Vivê-los como se fosse um pas de deux e mesmo quando a vida pisa e magoa, encontrar uma forma de acertar novo passo e dançar cada vez melhor. Devemos montar-nos na onda, surfar em cima dela. Se nos mantivermos rígidos, ela atira-nos ao chão". 
 
Para encerrar o tema, e porque me parece difícil - embora não impossível - que as relações terminem sempre por vontade de ambos, espero que aquele que achava que talvez ainda houvesse um caminho, atravesse rapidamente a turbulência deste momento.
 
Se este alguém for a Iva - ou se houver alguma "outra Iva" por aqui - e se, por um segundo, estas palavras lhe pudessem chegar, que saiba que, mesmo à distância e sem nunca nos termos falado, desejo que a vida a surpreenda e coloque no caminho certo para "acertar um novo passo".

quarta-feira, 11 de maio de 2016

Diz que é parecida comigo.


Estás em Madrid.
Uma alma aproxima-se de ti e pergunta se és a Paula Echevarría.
Não fazes puto de ideia quem é.
Dizes que não.
Ficas curiosa. Será gira? Ou uma croma? Na volta é feia como um pneu...
Às tantas, mais vale nem saber para não melindrar o ego...
Chegas a casa.
Não aguentas.
Googlas.
Encontras este avião.
Pensas: "Foda-se, se eu fosse parecida com este canhão, deixava de trabalhar ainda hoje e casava-me com um jogador de futebol rico. E simpático. E bonito".
Espera. Não podes. Já és casada. E os jogadores de futebol não devem muito à inteligência.
Ok, o teu ego fica contente.
Mas tu, no fundo, sabes bem que não és parecida.
Mas, raios! Se calhar até tens qualquer coisa... O tamanho da testa? O tom de cabelo? O formato do queixo? A cor dos olhos?
Porra, em alguma coisa hás-de ser igual.
Nem que a vaca tussa.
A mulher não ia inventar aquilo só porque sim. 
E nem parecia burra de todo.
Ok, tens de ter alguma semelhança.
Se calhar, ao olhar assim muito de repente, ela quase que até podia ser eu...
Mas, raios. Falta o quase.
E este não é um "quase" qualquer.
É um "quase" que é gajo para ser muito.
Que se lixe! Claro que tenho parecenças.
Mas se tenho como é que ainda nenhuma marca de perfumes, de creme de rosto, de cabelos, me descobriu?
Deus meu, anda tudo a dormir.
Um canhão destes aqui desperdiçado atrás de um teclado...
No fundo, no fundo, vai-se a ver e o Calimero é que tinha razão.
"É uma injustiça, pois é".
Raios.
Falta o quase.

terça-feira, 10 de maio de 2016

O Rei não vai nu, mas tem resmas de lata(s).

 
Pessoas, bem sei que isto anda pelas ruas da amargura, mas regresso em grande e com uma novidade docinha que eu sei lá, só para vos pôr a babar em cima do teclado que é coisa pouco sexy de se ver - bem sei -, mas que não deixa de ser divertida para quem está a observar. 
 
Ora, então, isto passou-se assim: a semana passada fui lanchar a casa de uma amiga que tem uma destas famílias modernas, estas que se unem com filhotes de relações anteriores, que é coisa para dar origem a, não só muito barulho, como a famílias grandes mas felizes, sendo este o caso. Ao todo, são sete: dois filhos dela, dois filhos dele e uma filha de ambos, sem contar com o cão, o gato Aníbal e a tartaruga Filomena que, pelo que vi, quer-me parecer que já teve melhores dias, mas, coitadinhos dos miúdos, preferem acreditar que ela está a hibernar há duas semanas. 
 
Quando vou visitá-los, gosto de levar umas lembrancinhas para a criançada, mas desta vez, como tive pouco tempo para me organizar, a caminho de casa dela parei no Continente mais próximo (sim, eu sei, que falta de imaginação!) e entrei por ali dentro esbaforida, à espera que me saltasse à vista uma solução, de preferência nos dez minutos seguintes.
 
E eis que encontro este Trio Maravilha:
 
 
Um verdadeiro Kit de Emergência, que além de me salvar, transformou-me na "Amiga da Mãe Mais Querida de Todo o Sempre", sobretudo aos olhos das três pequenas criaturas masculinas. 
 
Basicamente o que aconteceu foi que  os três miúdos ficaram absolutamente doidos com a coleção especial de latas CR 7, da Dan Cake, que vêem na foto em cima. De tal forma, que tivemos de despejar as bolachas todas cá para fora e foi preciso um sorteio a ver quem ficava com que lata.
 
Eu cá até nem ligo muito a futebol, mas tenho de reconhecer que aquilo é um objecto bonito, com direito a relevos dourados, assinatura do craque e tudo. Foram, literalmente, o centro das atenções e, segundo soube mais tarde, os miúdos até andaram a estudar pretextos para poder levá-las para a escola, só para fazer pirraça aos amigos.
 
Quanto aos adultos, consolámo-nos com as bolachas (um mix de manteiga e chocolate, mas todas trazem pepitas, sendo que aquilo é um ver se te avias a ver quem se desgraça mais depressa), embora eu tenha ficado com ideia de que o marido da minha amiga era gajo para as pendurar às três, alinhadinhas, mesmo por cima do móvel da Playstation. Mas isso, se calhar, foi impressão.
 
Agora corram a ver se ainda as encontram e rezem para que o Monstro das Bolachas não tenha chegado antes. Ele ou a família Aveiro que aquilo é gente para dar cabo de dois ou três lineares, ainda antes de chegar à caixa.

terça-feira, 26 de abril de 2016

Dúvida pertinente.


 
O canal Panda passa o santo dia a dar este videoclip cujo refrão é mais ou menos isto:
 
"Lava a outra, lava uma mão, uma mão lava a outra, lava uma mão..."
 
Ora, eu continuo sem perceber porque é que um canal infantil insiste em exibir conteúdos sobre política... Mas isto, se calhar, sou eu...

quinta-feira, 21 de abril de 2016

Há que ter olho para o negócio.

 
No quarto de Baby Caco tenho esta placa.
Vou metê-la à janela e vender senhas para organizar romarias.
 
P.S. - Por outro lado, depois disto, cheira-me que vou perder seguidores.

É de mim...

 
... ou esta gente põe- se a jeito?!?
 
Nota: New look da Mónica Sintra, apresentado ontem na gala da TV 7 Dias. 

Voltei voltei!!!!



Meus caros,
 
Não estava em França, não senhor, mas o certo é que voltei e na impossibilidade de montar uma rambóia para assinalar o acontecimento, arranjei uma banda sonora que me parece adequada.
 
Ora, ponham então os auriculares, façam aquele ar de quem está a formatar células no excel, enquanto discretamente levantam os bracinhos no ar e abanam as ancas na cadeira... É oficial:
 
MISS CACO TÁ NO PEDAAAAAAAAAÇÇÇÇÇOOOOOOO!!!!!!!!!!!

terça-feira, 29 de março de 2016

Aviso.



Calma!

Não fui no avião EgyptAir, não estou refém do Seif Eldin Mustafa, não desapareci nos meandros da Serra da Estrela, nem tombei inanimada num dos provadores da Primark.
 
Estou só atolada em trabalho. Muito. A rodos. Assim daqueles que tiram o sono e tudo.
 
Deus Nosso Senhor me proteja e me ajude a aturar esta clientela que não sabe o que anda aqui a fazer.

quarta-feira, 9 de março de 2016

O mundo só pode estar à beira do fim...

 

... quando vemos supostas referências do mundo do entretenimento televisivo a dar tudo por tudo em prol das audiências.
 
 
E não. Não são montagens. Aconteceu mesmo.

Eu é que pagava para ver a Cristina Ferreira a apresentar-se nestes propósitos, ontem, quando foi discursar com a Cristas à Assembleia da República, a propósito do Dia Internacional da Mulher. Desconfio que, além da RTP e da TVI, a Playboy TV também era menina para pedir acreditação.
 
Posto isto, confesso que temo pela resposta da Júlia Pinheiro.

terça-feira, 8 de março de 2016

segunda-feira, 7 de março de 2016

Aposto que não deve ter sido muito longe disto...


- Oh mulher, curva-te assim ligeiramente para trás, para dar um ar mais sensual...
 
- Assim está bem?
 
- Não, nem tanto, mais parece que estás a fazer um anúncio daqueles emplastros para a coluna...
 
- Então? Assim está melhor?
 
- Vá... do mal o menos...
 
- Do mal o menos, como?!? Não estou a fazer o que me dizes? Ainda por cima, até pedi à Tina para me dar um jeito no cabelo... logo hoje que era o dia dela limpar as escadas do prédio...
 
(a sussurrar) - Vá lá que te deu um jeito no cabelo, porque no resto não há quem te salve...
 
- Hããã? Vais buscar um balde?
 
- Não, estava a dizer para pores as mãos à padre... assim à frente, como um padre...
 
- Ah... ok! Está bem assim?
 
- Não está mau... agora olha ali para aquela rachadela da marquise e faz de conta que estás a olhar para o infinito...
 
- Assim? Está bem, assim?
 
- Oh, mulher, eu disse para a rachadela da marquise, não disse para a humidade do tecto...
 
- F%&a-se, mas como é que queres que não pouse a vista naqueles cogumelos a brotar junto ao candeeiro? Não tarda nada, estou sujeita que me caia tudo no focinho!
 
- Não se perdia nada...
 
- O quê? Tenho ar de enjoada?
 
- Já que falas nisso, não queres pedir à Tina para vir cá passar-te uma corzinha aí nas rosáceas a ver se fica a parecer que chegaste agora de Benidorm?
 
- Oh Zé, quantas vezes já te disse que a Tina percebe é de cabelos? Ela fez o curso de maquilhagem quando passou aquela temporada em Custóias, mas aquilo não deu para nada... Já muita sorte tive que me fez as unhas de gel sem pagar...
 
- Sem pagar não... tu não disseste que depois do trabalho estar pronto tenho de meter "Produção: Tina Cabelereiros" no canto da foto?
 
- Oh homem, cala-te lá com isso que está um frio de rachar e não aguento mais esta posição...    
 
- Pelo que o Tó Piolho disse ontem lá no bilhar, com ele não te queixas do frio...
 
- Anda lá com isso, carago...
 
- E se te risses um bocado?
 
- Não posso.
 
- Não podes, porquê?
 
- Porra, esqueceste-te que perdi a placa? Deixa lá... séria fico com um ar mais sexy... Pelo menos é o que diz o Tó Piolho. E o Nelo das Fisgas. Esse também diz.

Mas... espera... se eu ficar assim só com esta tira das cortinas enfiada nas calças, não fico a parecer uma rameira?
 
- Pois... se calhar ficas. Melhor tirar.  

segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016

Coisinha mai fofinha que encontrei!!!!

 
Ontem ganhei um "gosto" novo aqui no facebook do estaminé e fico sempre com curiosidade de cuscar quem é a pessoa que, a certo momento da vida, acha que é boa ideia perder tempo com isto. Vai daí, ao cheirar a página, dei de caras com um post sobre estas bonequinhas de pano, lindas de se comer.
 
Bem sei que tenho um filho rapaz, mas depois de olhar bem para estas pequenas maravilhas, quase que me apeteceu encomendar uma de cada e dizer-lhe que ficam lindas para pôr em cima dos carros que ele tem na pista. 
 
Não sei quanto custam, como se chamam (gosto de pensar que se chamam "Cabeçudas"), nem quanto tempo demoram a fazer, mas, para quem ficou a babar por elas como eu, podem sempre tentar pedir mais informações aqui.
 
Agora vejam por aqui abaixo estas riquezas:




Depois de encomendar, quer-me parecer que são entregues nestes saquinhos fofinhos:





  No meio disto, encontrei ainda esta ilustração que me encheu as medidas:
 
Lindo, não é?
Pois é.

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016

25 recordações de infância.

1 - As noites de inverno em que o meu pai me punha Vick Vaporub e eu achava que nada de mal me podia acontecer na vida enquanto tivesse as mãos dele por perto. A minha cama tinha gavetões grandes e uma colcha de crochet feita pela minha mãe. No chão, havia um pequeno piano vermelho com um autocolante do Pluto. Era o barulho dessas teclas que me denunciava sempre que, por medo do escuro, fugia para a cama da minha irmã durante a noite.

2 - O dia em que tocaram à campainha para virem buscar o cão que tínhamos encontrado na rua e há mais de 24 horas que assumíamos que era nosso.

3 - Os bolos da Dan Cake que a minha mãe costumava comprar. Gostava daquele que tinha uma cobertura com bocadinhos de amendoim. Ela nunca teve jeito para doces. Na verdade, nunca teve jeito para cozinhar. Lá em casa só havia desse bolo ou de iogurte. Mas fazia crochet muito bem.

4 -  As brincadeiras no pátio do prédio durante o verão que parecia nunca acabar, com pistolas feitas de esferovite e os traços do jogo da macaca desenhados a giz. Ouvia-se "Amanhã de Manhã", das Doce, e víamos os Festivais da Canção. "Um, dó, li, tá, caramendolá....Tu és polícia e tu és ladrão". Era muito boa a saltar ao elástico naquele pátio gigantesco, mas que, aos olhos de hoje, mal cabem três carros.

5 - O dia em que mudei de casa e de cidade e percebi que afinal aquilo talvez não fosse uma coisa tão boa como o que me disseram.

6 - Os momentos na escola da minha mãe. Lembro-me de irmos de autocarro e de a ver descascar os ovos cozidos que levávamos para o almoço.

7 - Os "Jogos sem Fronteiras". A voz do Eládio Clímaco e da Ana Zanatti. E do Vasco Granja, ao sábado de manhã. Ainda hoje acho que a voz da Ana Zanatti faz mais efeito do que três Valdispert´s.

8 -  Os iogurtes de baunilha da Yoplait. Parece que ainda estou a ver a imagem da pequena vagem no papel que envolvia a embalagem. Ficava a olhar para aquilo tempos infinitos porque nunca tinha visto nenhuma assim de verdade.

9 - A visita a casa da minha tia Ermelinda. Havia umas sebes no fundo das escadas que tinham o mesmo cheiro das sebes do cemitério, mas eu só gostava do cheiro das sebes em casa dela. A minha tia Ermelinda fazia doce de tomate, era alta e tinha uma voz alegre. A casa dela tinha uma porta grande, de ferro cor de rosa clarinho. Tenho uma fotografia tirada em frente a essa porta. Calças de boca de sino e uma máscara de cartolina presa na testa. Bochechas vermelhas. Acho que era Carnaval.

10 - Quando a minha mãe vestia uma saia em tecido de inverno, rodada, azul, pelo joelho, e eu achava que ela era linda.

11 - A espuma de barbear que eu e a minha irmã gastávamos no espelho redondo do quarto dos meus pais, colocado em cima da cama, e enfiávamos os bonecos da Heidi a fingir que estavam na neve. Os enterros dos grilos nos vasos da varanda.

12 - O barulho da casa da aldeia, quando acordava ao domingo de manhã e ficava quieta, dentro da cama, só a ouvir o burburinho na cozinha. As vozes da minha avó e da minha tia, o som do fogão a lenha, do sino lá fora, do ranger da porta de madeira, que tinha um trinco de ferro e dava para a rua.

13 - As mãos da minha avó a remexer a braseira. O avental. Novelos de meias em cima das pernas. "Já foste ao leite, Fernandina?".

14 - A coleção de "folhas queridinhas". Eram folhas de blocos pequenos, daqueles com bonequinhas amorosas da Mary Kay, coelhinhos fofinhos e coisas assim de meninas, normalmente cor de rosa e algumas até cheiravam bem. A minha folha preferida veio de casa da Filipa. Trouxe-a no dia em que fez uma festa de Carnaval. A casa era grande. Parecia um palácio. Tinha um quarto só para brincar e eu nunca tinha visto casas com quartos só para brincar. Nas traseiras, havia um jardim daqueles com sebes, que dá para andar ali pelo meio a correr, perdida nos vários caminhos. Estilo Alice no País das Maravilhas. Eu nunca tinha visto casas com sebes daquelas que fazem caminhos. Fui de palhaço, por isso tinha o nariz pintado com uma bola vermelha, feita com batom que a minha mãe nunca usava. Ao cheirar a folha, deixei a marca do nariz e nunca me perdoei por isso. A melhor folha da minha coleção tinha uma marca do meu nariz. Para sempre.

15 - A minha tia a aquecer-me as botas no fogão a lenha e eu sentada a ver. Nada de mal me podia acontecer na vida enquanto ela estivesse ali a aquecer as minhas botas.

16 - As reuniões da minha mãe, numa sala de aulas de um edifício grande, com ar senhorial e um aquecedor a gás. À entrada, tinha umas escadas cobertas com uma planta trepadeira, daquelas que dão umas flores roxas que parecem uns cachos de uvas, com um cheiro muito intenso mas bom. Bebíamos chá e havia pão com queijo. Gosto do sabor do queijo misturado com o chá. Eu ficava quieta, sentada numa das secretárias da sala, a jogar um jogo numa caixa de cartão que tinha uma tampa já muito gasta, com uns pauzinhos de madeira compridos, às cores. Acho que a ideia era empilhá-los.

17 -   Os dias em que a minha prima ia dormir lá a casa. Dormia na minha cama e cheirava sempre muito bem. Era um cheiro que só ela tinha. Ainda hoje, podiam fechar-me os olhos que eu iria sempre reconhecer esse aroma nem que fosse no fim do mundo. A esta distância acho que era o cheiro natural dela, misturado com Nivea.

18 - Quando fui a Espanha com os meus pais comprar um careca. Trouxe o "standard", mas o meu coração ficou com o bebé careca chinês. Naquela noite, dormiu numa cama feita no meu quarto com uns lençóis pequeninos que tinham sido meus.  No dia seguinte, quando acordei, ainda gostava mais dele. Isto só me acontecia quando era criança. Gostava sempre mais dos brinquedos no dia seguinte.

19 - O presépio feito com musgo de verdade. O rio era feito em papel de prata de maços de cigarros. Não sei de onde vinha. Em casa ninguém fumava. Havia uns cogumelos vermelhos pequeninos, com pintinhas brancas, que tinham um arame nas pontas para prender. Encontrei-os iguais à venda este ano e trouxe-os para casa, mesmo sabendo que não ia ter presépio para os enfiar.

20 - O gira-discos lá de casa que só tocava ao fim de semana. Às vezes sentava-me no chão, em frente das colunas, e fingia que sabia as letras das canções. Ficava horas a contemplar as capas dos LP´s e chorava às escondidas quando tocava a música das baleias do Roberto Carlos.

21 - Uma espécie de papel plastificado, colorido, que se colocava em frente à televisão a preto e branco para parecer que era a cores. Nunca fez esse efeito, mas na altura parecia uma boa ideia.

22 - Ver a minha irmã maquilhar-se. A protecção que sentia junto dela nas três semanas de verão que passávamos na colónia de férias não tinha preço. As mãos mais bonitas que conheço são as da minha irmã.

23 - O tempo que ficava com o meu primo a tentar decifrar os canais espanhóis que a televisão da aldeia apanhava pessimamente, mesmo sem antena. O ruído da tv e aquelas imagens difusas a preto e branco, sempre a tremer. Era o "baile das formigas" que só parava para vermos a "Casa na Pradaria" ou o "Homem Alântida".

24 - O dia em que o meu pai chegou de viagem e foi à minha cama mostrar-me o ET que me trouxe. Tinha uma luz que acendia na ponta do dedo. Gostei quase tanto como quando ganhei a Joana que fazia bolinhas com a boca.

25 - O meu avô a entrar em casa com o cão chamado "Fadista". No verão, à entrada da porta, havia aquelas fitas de plástico, com muitas cores. Eu gostava de passar para lá e para cá, repetidamente, e sentir as fitas a ficarem presas no cabelo. O meu avô era um homem bom, mas matava porcos. Nem por isso o amava menos.

Era capaz de estar o dia todo nisto.

Nota: A menina da foto não sou eu, mas quem me conheceu nessa idade sabe que até podia.

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016

É que nem sei por onde comece...


A) - Vou visitar a fábrica "que só existe no Cacém (perto da estação de comboio do Cacém)"?

Ainda bem que fazem este reparo, porque podia ser a estação de Moimenta da Beira e depois íamos ao engano.

B) - Vou acompanhar o "processo dos óculos a serem feitos em 20 minutos"?

Luís de Matos, põe os olhos nisto. Ou então não ponhas que, se calhar, é arriscado. Na dúvida, usa uma máscara daquelas de soldar rebarbadeiras.

C) - Vou conhecer a "tecnologia pioneira no nosso País"?

É que não basta só ser pioneira. Ela é pioneira e, ainda por cima, no nosso País. Upa, upa.

D) - Vou à loja, nem que seja só para "receber o vale de 9 euros e 30 euros"?

Mau Maria... Mas, então, em que é que ficamos? O vale é de 9 ou de 30 euros? Ou recebemos um de 9 e ainda outro de 30? É que isto, parece que não, faz diferença... E a gasolina que gasto daqui ao Cacém? Ninguém pensa nisto?

E) - Vou confiar os meus olhos "a especialistas e profissionais"?

Sim, porque uma coisa é confiar os olhos a especialistas. Outra coisa, completamente diferente, é confiar a profissionais. É que os especialistas são especialistas em ....  Espera... mas então e os profissionais? Olha, deixem lá isso! Aquilo é que gente com estudos de certeza.

F) - Deixo para Sábado para "aproveitar as pinturas faciais"?

É capaz de ser melhor. Pena não ter visto isto há duas semanas... Olha, perdido por cem, perdido por mil... deixo para o Halloween.

Seja o que for, depois de ler um anúncio destes, uma coisa é certa:

Vou precisar de óculos.

Nota: A imagem está assim a ocupar o ecrã todo porque esta mer%#, se puser no tamanho abaixo, não se vê um chavelho. Ou então sou eu que estou mesmo a precisar de óculos...