quarta-feira, 27 de janeiro de 2016

O meu filho vai fazer anos.


E eu vou tentar meter-lhe isto na cabeça.
 
Sim, fui eu que fiz. Mãe que é mãe faz manualidades - ou, em americano, DIY -, no aniversário do filho. Nem que esteja para os trabalhos manuais como a avestruz está para a renda de bilros.

E sim, também vou fazer o bolo. E sim, juro que se ficar bem meto aqui a foto. Se não ficar, meto na mesma que é para o ano que vem lembrar-me de ligar para a pastelaria a tempo.
 
Wish me luck.

terça-feira, 26 de janeiro de 2016

Onde há? Onde há?


Pessoas,
 
Baby Caco está quase a fazer anos e tenho lá em casa um balão destes em formato de algarismo para encher com hélio. Alguém sabe onde se pode encher, para além das lojas Partyfiesta onde cobram 2,25 €?

Tipo assim, bomba de gasolina não dá?

segunda-feira, 25 de janeiro de 2016

Adoro.


... que me façam rir. E este sábado, quando estava a passar os olhos neste programa (Donos Disto Tudo, na RTP), fartei-me de rir sozinha com um sketch em que a Ana Bola faz uma caricatura brilhante da Simone de Oliveira durante aquela famosa entrevista para enfiar o Calcitrin pelos olhos a dentro.  
 
Quem não viu, faça o favor de vir aqui e ir directo ao minuto 30. Se estiverem a trabalhar, mais vale estarem quietos porque isto é coisa para vos meter a rir à séria. E é capaz de não dar jeito nenhum. Sobretudo se ainda sonharem com aquele aumento.

quinta-feira, 21 de janeiro de 2016

Descubra as diferenças.

Alerta: Post fútil!!

Miss Caco perdeu a cabeça na hora do almoço. Ontem, por um acaso, entrei na Lanidor - loja que não costumo frequentar, mas que me deu um vaipe qualquer e decidi ir cheirar. Dei com este casaco aqui em cima, que visto assim nesta foto não parece grande espingarda, mas vestido neste corpo de deusa, fica de tombar de quatro.
 
Não o comprei porque esmifra como sou, achei  que, apesar da promoção de 40%, continuava caro. Ainda assim, dormi a pensar nele e hoje convenci-me de que o ia buscar. Ao falar no assunto a uma amiga, ela pede-me para enviar foto. Vou ao site da Lanidor para a sacar e reparo que tinha descido mais 5,00 euros desde ontem. Custava 69,90 € e agora estava a 34,95 €.
 
Meti prego a fundo, enchi-me de coragem para enfrentar o trânsito e fui, que nem um tiro, à loja mais próxima. Ok, estou a exagerar. A loja fica a dois metros do meu trabalho e naturalmente fui a pé.
 
Pronto. O que interessa é que fui e esta belezura agora é minha e só minha e de tão linda que é, até a podia vestir sem nada por baixo e com umas galochas que juro que ficava a matar na mesma.
 
É isto. Como vêem Miss Caco é fácil de contentar.
 
Nota: Não se queixem. Eu avisei que era um post fútil. 

quarta-feira, 20 de janeiro de 2016

A miúda que tem um olho para cada lado.

 
 
Ora para quem pensa que este blogue é só "bota-abaixo", desengane-se porque isto hoje é para dizer aquilo que penso sobre este canhão esta miúda aqui em cima. Ora bem, para quem não sabe, ou ainda não se apercebeu, no meio onde "esta gente" se movimenta, a Rita Pereira é vista como uma tontinha que, além de má atriz, tem um olho virado para Freixo de Espada à Cinta e outro para Loulé. Digo-vos eu que sei bem do que estou a falar.
 
Pois, sobre isto, Miss Caco tem a dizer o seguinte: não acompanho com especial atenção o seu trabalho, há anos que não vejo novelas, mas ultimamente tenho visto com alguma regularidade a "A Única Mulher" onde considero que a miúda dos olhos tortos está bastante bem. Já me comovi várias vezes com cenas interpretadas por ela e, no que toca ao resto do seu comportamento na esfera social - apesar de andar sempre tudo de olho arregalado à espera de poder cair-lhe em cima (salvo seja) - , no geral, tenho uma boa impressão da forma como o conduz.
 
Ainda sobre a vida pessoal, e apesar desta história ser muito pouco para aqui chamada, apreciei igualmente a maneira como lidou com a infelicidade que viveu (refiro-me à morte do Angélico). E sim, bem sei que já não eram namorados, mas isso para mim tem muito pouca importância porque considero que ex-namorados são - na generalidade dos casos - pessoas que serão sempre especiais na vida de cada um. Acompanharam as nossas vidas, sofreram connosco, preocuparam-se, quiseram ver-nos felizes e por isso, independentemente da relação ter chegado ao fim, nunca serão pessoas comuns para nós.
 
Deixo aqui uma nota que nunca cheguei a ver a entrevista que deu à "Cristina" sobre este assunto, e que reconheço poder fazer-me mudar de ideias, mas, se assim for, avisem-me que vou já cuscar ao youtube.
 
A verdade é que certamente que essa experiência lhe terá deixado marcas menos boas, por isso, também é com alguma satisfação que a vejo aparentemente estável emocionalmente e também aqui, me parece que gere com peso e medida a exposição da vida pessoal.  
 
Posto isto, ponham os olhos nesta menina. A meu ver, apesar de os ter tortos,  sabe muito bem o caminho a seguir.

I´ll be watching her.

sexta-feira, 15 de janeiro de 2016

O prometido é devido.

 
Calma. Miss Caco prometeu, Miss Caco cumpre.
 
Está tudo doido para ver os meus pés, bem sei. Não admira. Até eu que os conheço há uma carrada de anos, ainda hoje, quando olho para eles, questiono como é que uma parte tão linda do meu corpo tem de andar escondida quase o ano inteiro.
 
E foi também a pensar nisso que este me pareceu o Prémio adequado para o "Concurso" que inventei no post anterior (quem não sabe do que falo, vá à caixa de comentários que fica esclarecido num instantinho).
 
Posto isto, e porque não faço por menos, não vos deixo uma foto, mas sim TRÊS daqueles que são, possivelmente, os pés mais lindos da blogosfera nacional e, porque não dizê-lo, internacional.
 
Senão, confiram:
 

Miss Caco, em modo veraneante.


Miss Caco em modo maternal (Baby Caco também tem pés lindos, bem sei)

   
Miss Caco em modo "Happy Feet" com as meias mai lindas da Primark.

Ok, não são sexy´s, mas who cares? Para isso, já basta o resto, que tem dias que nem sei o que fazer a tanta sensualidade. Enfim, cada qual com o seu karma.
 
Assim sendo, parabéns Luís Ribeiro.

quinta-feira, 14 de janeiro de 2016

E aquele momento...


... em que sabemos, por portas travessas, que um post que fizemos sobre um determinado produto muito específico em que acreditamos piamente, deu origem a que alguém - que não conhecemos de lado nenhum - lesse esse post e tenha ido a correr encomendá-lo?!!?
 
Foda-se. Eu não vos vejo, mas afinal há mesmo alguém aí desse lado. Dá para dar um tchauzinho, só assim naquela?

quarta-feira, 13 de janeiro de 2016

Aviso.


Miss Caco fez anos por um destes dias, que não interessa dizer qual porque não me apetece que me encham aqui o estaminé de prendas. A bem da verdade, tenho muito mais o que fazer do que passar o dia a abrir a porta a estafetas.
 
Isto é só para dizer que o meu mood para esta data é parecido com o da foto em cima. Só que com mais roupa e menos mamas (o que, convenhamos, torna tudo ainda mais miserável).
 
Ainda estou para perceber a piada dos aniversários. Não basta a miséria de envelhecermos, ainda temos a desgraça de ter o dia inteiro gente a lembrar-nos que no fundo, no fundo, bem vistas as coisas, vêm com aquele ar eufórico de quem não se esqueceu da efeméride - estando nós carecas de saber que foi o facebook que os avisou - quando, a bem da verdade, estão doidos com a ideia de saber que os outros também levam com anos no lombo.
 
Assim sendo, já vou avisando. Parei nos 35.

sexta-feira, 8 de janeiro de 2016

Tenho uma panca.

 
Desde que Baby Caco nasceu, Miss Caco não tem tido oportunidade de ver grande coisa na televisão para além da Patrulha Pata, da Abelha Maia, dos Caricas e pouco mais. Confesso que isto me tem feito alguma mossa, pois já começo a ter saudades de me estatelar no sofá a comer chocolates e a ver um filme do princípio ao fim, tarefa impossível de concretizar quando se partilha casa com uma criança de quase três anos. Quer dizer, a parte dos chocolates, felizmente ou não, essa até tenho conseguido cumprir.
 
Mas, graças a Deus, na passada segunda-feira (4 de janeiro) começou esta série maravilhosa na RTP 1 em que estou absolutamente viciada. Chama-se Terapia e, em traços gerais, passa-se dentro do consultório de um terapeuta (interpretado por Virgílio Castelo) que, em cada episódio, recebe um paciente diferente, o que não é mau, porque se perdermos um, podemos continuar a ver na mesma.
 
O bom disto, é que na semana seguinte, continuam as consultas com os mesmos pacientes (naturalmente cada um com o seu problema) e para o espectador é absolutamente maravilhoso poder ficar ali, tal como se estivéssemos sentados numa cadeira ao lado, a assistir às consultas cujo conteúdo até agora (e atenção que já vi os 4 pacientes) tem sido magistralmente real.
 
Portanto, para quem está a ouvir falar disto pela primeira vez e quiser acompanhar, os episódios anteriores podem ser todos vistos aqui e a lista de pacientes é esta:
 
2 feiras - Laura (Soraia Chaves, que está fantástica)
3 feiras - Alexandre (Nuno Lopes, que amo de paixão)
4 feiras - Sofia (Catarina Rebelo, uma miúda que, para mim, devia levar o Óscar para Revelação do Ano)
5 feiras - Ana e Jorge (Maria João Pinho e Filipe Duarte, dois actores dos quais não tinha grande opinião formada, mas que fazem um casal perfeito) 
E todas as 6 feiras, Mário (o terapeuta) tem supervisão com Graça (Ana Zanatti), a sua psicoterapeuta.
 
E é isto. Agora anotem aí na agenda: Terapia, para ver todas as noites, na RTP 1, pelas 23h00.
 
De nada.

quinta-feira, 7 de janeiro de 2016

Tenho lugar no céu.


Depois do que me aconteceu esta manhã, venha o que vier que este ano só me pode correr bem. Ora atentem e vejam se isto não é extraordinário: 

No trajecto do metro para o escritório, e no meio desta chuva de merda, reparo que alguém, a cerca de 50 metros à minha frente (sim, para já, ainda consigo ver a esta distância) e do outro lado da estrada que eu me preparava para atravessar, deixa cair ao chão, sem se aperceber, aquilo que me parecia ser uma espécie de caixinha.

Vou avançando até ao local para ver o que era, não tendo bem a certeza da pessoa que a teria deixado cair, pois tinha visto duas ou três por essa altura, naquele local. Confirmo que era uma caixinha de comprimidos, vazia.

Olhei para trás e vejo que uma das senhoras, que me parecia ser uma potencial proprietária, já tinha atravessado a rua e seguia a passos rápidos no sentido contrário ao meu. Olhei para a caixa outra vez e pensei: "Mas vou agora atrás do raio da velha, que nem sequer sei se é a dona disto, debaixo desta chuva de merda, quando até já estou atrasada, por causa de uma caixa de comprimidos que não vale um chavelho e ainda por cima vazia?!? Não, não vou. Não faz sentido".

Fico ali mais uns segundos a olhar para a caixa e depois para a velha, que ia ficando cada vez mais afastada, depois para a caixa outra vez. Nisto, reparo que na tampa estava gravada uma imagem de Nossa Senhora e - mesmo não sendo muito católica - aquilo fez-me ponderar a possibilidade de ser um objecto com valor sentimental. Fico ali num "vai e não vai". Decido ir.

Raios. Apanho o semáforo vermelho e a velha já está do outro lado da rua. Ansiosa, espero que fique verde, quase a deixar de a ver. Agora que me tinha finalmente decidido, não podia perdê-la de jeito nenhum. Corri debaixo daquela chuva - sim, de merda - enquanto gritava: "Senhora!!! Senhora! Senhora!!!" na esperança que olhasse para trás. Claro está que não olhou e eu ia-me sentindo um misto de Madre Teresa de Calcutá e de TTD (trenga todos os dias) porque, possivelmente, quando chegasse com a conversa da caixa ela olharia para mim com aquele olhar de quem pensa que vai ser assaltada e diria para eu ir para casa tomar a medicação que aquela conversa não era para ela.

O que aconteceu foi surpreendente. Assim que vê a caixa, foi como quem viu a Nossa Senhora em cima da azinheira. Arregalou os olhos de espanto e exclamou: "Meu Deus, essa é a caixa de prata onde guardo o meu terço!!!!! O terço que benzi em Fátima quando o meu filho de 39 anos morreu!!! Mas onde está o terço??! Onde está o terço, meu Deus??!!?, gritava aflita.

Disse-lhe que tinha visto apenas a caixa vazia e seguimos para o local onde a tinha encontrado. Ela continuava em pânico e não parava de agradecer, enquanto dizia: "Por favor, menina, encontre-me este terço... É do meu filho que morreu... Tinha 39 anos ...Eu não posso perdê-lo...Você é mais nova, vê melhor do que eu... encontre-o, por favor...". 

Naquele momento, percebi que podia chegar a noite que eu não sairia dali sem o descobrir. A chuva continuava a cair, as pessoas circulavam freneticamente com os guarda-chuvas no meio de nós e eu ali fiquei, a andar de um lado para o outro, estilo barata tonta, enquanto olhava para o chão com atenção cirúrgica.

Passaram-se uns bons cinco minutos. Perguntei-lhe onde trazia a caixa, para tentar perceber se o terço poderia estar no bolso ou caído dentro da carteira. Disse-me que o trazia na mão. Achei estranho trazer um terço na mão, mas, se calhar, foi a forma que encontrou de se sentir mais perto dele. Não sei.

O certo é que, subitamente, quando já estava quase a desistir, encontro-o nas pedras da calçada, num sítio onde me pareceu que já tinha olhado dezenas de vezes. Era da mesma cor das pedras, o que dificultava ainda mais a missão. Mas encontrei.  E aquilo, para mim, foi praticamente o mesmo que encontrar a própria da Santa.

Não preciso dizer-vos a reação. Abraçou-me, eufórica, como quem ganha anos de vida. Sorria de felicidade, enquanto dizia: "Que nunca lhe aconteça o que me aconteceu... Ninguém merece perder um filho. Obrigada... Obrigada ... Muito obrigada...".

Tive vontade de a convidar a tomar um café, mas já estava atrasada e se calhar até era despropositado. Despedi-me daquela estranha - que, por momentos, até me pareceu uma amiga de sempre - e segui em frente. 

Que tenham um bom 2016. O meu já está abençoado.     

quarta-feira, 23 de dezembro de 2015

Passei só para dizer...


... e para avisar que têm pouco mais de 24 horas para treinarem a expressão nº 37 para o momento em que receberem as meias brancas da tia Isaura e o pijama cardado da avó Gertrudes.

Happy Christmas, pestes mai lindas da mãe.

terça-feira, 22 de dezembro de 2015

So me.


Das ausências.


 
Só porque, às vezes, esquecemos que Natal também é isto.
 
"Morrer é quando há um espaço a mais na mesa afastando as cadeiras para disfarçar, percebe-se o desconforto da ausência porque o quadro mais à esquerda e o aparador mais longe, sobretudo o quadro mais à esquerda e o buraco do primeiro prego, em que a moldura não se fixou, à vista, fala-se de maneira diferente esperando uma voz que não chega, come-se de maneira diferente, deixando uma porção na travessa de que ninguém se serve, os cotovelos vizinhos deixam de impedir os nossos e faz-nos falta que impeçam os nossos."
António Lobo Antunes, in 'Não é Meia Noite Quem Quer'
 
Podem passar mil natais que vou lembrar-me sempre das tuas mãos enrugadas quando me davas o envelope amarrotado com as notas que pedias à tia para contar e que aposto que contavas de novo quando estavas sozinho, só para ter a certeza que não se enganou... Ou quando sorrias para mim com ar maroto e levantavas as sobrancelhas, enquanto comias a sobremesa. Sempre gostaste de doces.

Mesmo sabendo que eras um homem de poucas palavras, vou ter saudades do teu silêncio que, ainda assim, me trazia tanto conforto.

Este Natal vai haver de novo um espaço mais à mesa. E por mais que cheguem crianças, por mais que a família cresça, esse pequeno vazio, onde cabe apenas uma simples cadeira, no meu coração vai ter sempre o tamanho de um mundo. Um imenso mundo.

segunda-feira, 21 de dezembro de 2015

Miss Caco versão "Mulher Prendada".

 
Há um tempo encontrei a foto deste bolo e perdi-me de amores por ela. Guardei-a com o intuito de procurar um "Bambi" e um pinheirinho e replicar a ideia. O tempo passou e volta e meia lá tropeçava eu nesta imagem, convencida de que um dia teria um bolo igual a este de tão lindo que é que até dá pena comer.
 
Bom, ainda não tenho o bolo, é certo, mas já saquei o Bambi e o pinheirinho e ando há dias para vir aqui mostrar. Não fiz o bolo, dizia eu, mas fiz esta decoração natalícia linda que eu sei lá:
 
 
Portanto, aqui vai mais um momento DIY:
 
Bambi - decorações natalícias "De Borla": 1 euro e pouco
Pinheirinho - decorações natalícias "AKI": 1 euro e pouco. Também vi na Casa, um pouco maiores.
Cogumelos fofinhos (iguais aos que punha no presépio há 30 anos): decorações natalícias "AKI": conjunto de 15 (mais ou menos): 2 euros e pouco. Também vi na Tiger, mas acho que era mais caro. Nesta mesma loja também havia um Bambi maior, lindo de morrer, a 3 euros e qualquer coisa.
 
Pronto. Agora podem copiar a ideia que, só por serem vocês, até nem me importo. Cusquem aqui outras sugestões para se inspirarem: 




sexta-feira, 18 de dezembro de 2015

Habemos sapatos!!!


Pessoas, mas quando digo pessoas, refiro-me a todas as pessoas, com exceção daquelas que andam de sabrinas o ano inteiro. Minhas amigas, Miss Caco é apreciadora de sapatos de salto alto, é sim senhora, mas Miss Caco é também detentora de dois problemas:
 
1 - Miss Caco anda de transportes públicos;
2 - Miss Caco tem uma cria de quase três anos, o que a impossibilita de usar este tipo de sapatos, sob pena de se esbardalhar e partir os dentes a qualquer momento, coisa que além de ser chata, é capaz de doer.  
 
No entanto, há ocasiões em que também precisa brilhar e, como tudo o resto já está assegurado com ou sem sapatos, nestas alturas é fundamental parecer que tem a altura da Gisele Bundchen. Ora, o fim de ano está à porta e ontem tratei de ir à arrecadação buscar os meus sapatos de eleição que só uso para a rambóia.
 
Vai-se a ver, eles lá estão, no mesmo sítio onde os deixei, mas constatei que, graças à minha pequena criatura, a última vez que os usei tratei de tropeçar já não sei bem onde - certamente a tentar apanhá-lo antes que se enfiasse debaixo de uma carrinha de caixa aberta - e ficaram com o salto danificado.     
 
Posto isto, como nos próximos 365 dias não deverei ter mais nenhuma ocasião em que precise montar-me em cima de uns tamancos, achei que não se justifica ir comprar outro par quando já tenho estes, lindos que eu sei lá, e que me custaram os olhos da cara. E é aqui que entra aquilo de que vos quero falar: chama-se Bleenk e é uma ideia fantástica de duas mulheres portuguesas - sim, isto é uma ideia nacional - que passa por aplicar estas "capinhas" na cor e no tamanho do salto para que fiquem novamente como novos.
 
E voilà! Não tenho fotos, mas para ficarem com uma ideia, o resultado é muito parecido com este sendo que, no meu caso, optei pelo Bleenk em preto, da mesma cor do tacão:
 

Existem em várias cores e tamanhos adaptados ao salto. Eu mandei vir online por aqui e custaram-me 14,99 €, mas, atenção meninas, estão com uma promoção a decorrer em que, na compra de um par, oferecem uns Bleenk de Natal. Ainda perguntei se estes trazem um nariz de rena que dê luz sempre que pisamos o chão, mas diz que não.

quinta-feira, 17 de dezembro de 2015

Por momentos li...

... Bebé a Carminho....
 
Nota de rodapé para pessoas que acabaram de ler isto e não perceberam um chavelho: Diogo Clemente é o ex-marido de Carminho. De nada.

terça-feira, 15 de dezembro de 2015

Uma recordação de sonho que é um sonho de recordação.


Há uns anos, ainda nem era mãe, recordo-me de ter encontrado um livro que era uma espécie de "Guia para Ensinar a Criar Memórias" aos nossos filhos, isto é, sugeria experiências que poderíamos desenvolver com o objetivo de ficarem gravadas na sua memória, aumentando assim as probabilidades de guardarem recordações felizes da sua infância. Não sei se isto resultaria, nem sequer me lembro de nenhuma das sugestões, mas sei que achei a ideia encantadora.
 
Nunca mais esqueci este livro e sempre pensei que um dia, quando fosse mãe, iria tentar encontrá-lo. A verdade é que o tempo passa e ainda não o fiz, mas ontem voltei a recordá-lo quando deparei com este "brinquedo" maravilhoso.
 
Falo-vos da imagem que vêem aqui em cima: uma encantadora "Porta de Fada", ou seja, uma porta pequenina, que se cola facilmente junto ao rodapé do quarto, e que tem o dom de poder transportar a criança para o misterioso mundo das fadas. Assim que a descobri, entrei em contacto com a Rosa Lua e fiquei a saber de inúmeras utilidades deste pedaço de magia: há crianças que passam a conseguir dormir sozinhas porque acreditam que, durante a noite, as fadas saem por ali para as proteger; serve também de acesso para virem recolher os dentes debaixo da almofada ou apenas como fonte de encantamento para as suas fantasias.
 
Além disso, tem pormenores deliciosos como as pequenas cartas colocadas na mini caixa de correio, com mensagens que podemos escolher. Cada uma destas portas é feita à mão, de forma personalizada, e é entregue num prazo aproximado de três semanas, pelo valor de 33,50 €, acrescendo portes de envio. Podemos escolher cores, adereços, definir qual o cenário que queremos colocar, a mensagem na carta, enfim, tudo o que nos der na galheta. 
 
Já sei que a esta hora as mães de meninos estão a pensar: "Ah, isto é um amor, sim senhora, mas o meu filho não acredita em fadas e nem é fã de cor de rosa..." Caaaaaalllmmmmaaaa!!! As "Portas de Sonho" também existem em versão "menino" e já encomendei uma para Baby Caco. Neste caso, é uma "Porta Mágica" de onde não saem fadas, mas sim pequenos duendes encantadores que chegam durante a noite para proteger as nossas crias.
 
Assim, de repente, já me estou a lembrar de mil brincadeiras que posso fantasiar à volta disto: o duende saiu para comer bolachas (e de manhã encontra migalhas junto à porta); o duende saiu para beber chá (e ponho uma pequena chávena), o duende saiu para tomar banho (e zás! Aparece um recipiente com água); o duende esqueceu-se da mantinha  cá fora (e deixo um pedaço de tecido) e por aí fora.... haja imaginação!
 
Além disso, parece-me um presente mega original para assinalar o nascimento de um bebé. Por vocês não sei, mas eu cá fico encantada só de imaginar que, um dia, Baby Caco vai olhar para esta pequena porta e lembrar-se que houve tempos em que acreditou que dali saiam pequenos duendes mágicos para o proteger.
 
Espreitem aqui alguns modelos:
 




 
(Porta básica para menino, ainda sem decoração)



sexta-feira, 11 de dezembro de 2015

Diz que abriu há dias. No Porto.

 
É oficial. O meu telemóvel que andava a dar sinais de fraqueza há uns meses, acabou de falecer este fim de semana. De maneiras que agora só consigo atender chamadas quando o rei faz anos, escrever notas é mentira, ler sms é coisa para demorar dez minutos (esta manhã fiz a linha vermelha do metro inteirinha até conseguir abrir uma mensagem), já para não falar na quantidade de vezes que fica para ali sozinho a escrever coisas estranhas, tipo isto:
 
ssssssssss#########mmmmmmmmmmmmmmxxxxxxxxxxxxxxxxccccccccccrrrrrrrrrrrr66666666666666$$$$$$$$$$$$$$$99999999999999»»»»»»»»»»»»
 
Bom, mas quem tem um blogue tem tudo. Por isso, não tendo bloco de notas no telefone, este post é só para guardar aqui o contacto de uma loja que quero visitar quando for passar uns dias ao Porto no Natal. E a loja é esta. Bem sei que é espanhola, mas parece-me um amor e coisa para ter muita pechincha e da boa.
 
Para não perderem tempo, tomem lá e não digam que vão daqui:
 
Muy Mucho
Rua Fernandes Tomás, nº 765 (na zona da Baixa)
96 107 53 25

Queridos senhores dos CTT,


Bem sei que isto é tudo muito lindo, que agora estão muito à frente, que têm um logotipo muito moderno - estilo "descubra as diferenças" de tão igual que é ao anterior -, que até vendem livros, tupperwares, agendas, peluches, cartas de tarot, CD´s, Santo Antónios daqueles às cores, de tão modernos que são, e mais um par de botas.  
 
Sei também que os meninos devem continuar a mandar cartas ao Pai Natal como manda a tradição, mas, se não se importam, queria só que me respondessem aqui a uma coisinha... É muito rápido. Depois podem ir logo a correr às vossas vidinhas que certamente a esta hora há muita gente de senha na mão a chamar-vos nomes daqueles feios.
 
Então é assim:
 
PORQUE RAIO É QUE AS P#%AS DAS MÁQUINAS DE SELOS NUNCA FUNCIONAM, CAR&"l&O??!!!?!!? 
 
Há dois anos e meio que as estações dos CTT da 5 de Outubro e do Parque das Nações quando confrontadas com esta questão respondem: "Estamos à espera do técnico". Ora, minha gente, está visto que o técnico foi comprar tabaco e não volta.
 
Portanto, aqui fica a minha sugestão: pelo menos neste mês contratem um duende ou dois, que o Pai Natal nem vai dar pela falta, e ponham-nos cá fora a despachar selos. Um vende, outro dá trocos. Se forem finos, arranjem ainda um terceiro que fique ao lado, caladinho, só a segurar na caixinha das ofertas natalícias e com sorte ainda facturam mais nisto do que a vender andorinhas. Ou Santo Antónios, vá.