terça-feira, 7 de abril de 2015

E onde é que Miss Caco vai na hora do almoço?

 
Vai a voar para a Zara da Fontes Pereira de Melo comprar umas jardineiras denim lindas de morrrrreeeeerrrrr!!!
 
Oh pra estes modelitos aqui em baixo. Não são de se comer?
 







segunda-feira, 6 de abril de 2015

Programinha do bom.

 
Ai que estão fartinhos de enfardar amêndoas como se não houvesse amanhã e ai que agora é que vai ser dieta valente e ai e nos próximos dois meses ninguém me apanha com um quadrado de chocolate sequer e ai que se acabaram os assaltos à despensa depois da novela e ai que...
 
Vá, parem lá com essa merda. Mas quem querem enganar? Então andaram a beijar o Jesus para depois virem para aqui mentir com os dentes todos?
 
Pronto. Passando a referência pascal, deixo-vos com a sugestão dos mês, um dos eventos que mais aprecio e que já me arrancou valentes gargalhadas.  O Grant´s True Tales está de volta e com um programa brutal para ver de 16 a 18 de abril, no Cinema S. Jorge.
 
Além disso, ele é só gente da boa. Ele há Valter Hugo Mãe, ele há Carminho, ele há Manzarra e Salvador, ele há o fofo do Ruben Alves, o Zambujo, o Markl, enfim, uma galhofa pegada.
 
Miss Caco talvez lá esteja no dia 16. Caaaaaalmaaaa..... não fiquem ansiosos que depois confirmo. Não quero que vos falte nada.

quinta-feira, 2 de abril de 2015

#Coisas jeitosas para deixar mulheres a babar.

 
Deve haver pouca coisa no mundo mais enternecedora do que ver um pai a tratar de um filho. Não é à toa que muitos passeios de pais, acompanhados apenas com os seus rebentos pelos parques infantis deste país fora, acabam em divórcio porque o nível de atratividade de um homem a cuidar de uma criança é assim coisa suficiente para arrasar com as hormonas femininas.
 
Estas imagens que aqui vêem fazem parte da exposição "Swedish Dads" e foram tiradas por Johan Bavman, um fotógrafo sueco que decidiu documentar a rotina de alguns pais que optaram por ficar de licença um ano inteiro. Podem saber mais sobre o projecto aqui.
 
No entretanto, vejam estas imagens aqui em baixo e, meninas, apesar deles não serem nenhuns Adónis, digam lá se isto não é de se comer:




 

quarta-feira, 1 de abril de 2015

Quizz de 1 de Abril

 
Ora vamos lá a aproveitar este dia especial e ver se testamos os vossos conhecimentos sobre Miss Caco...
 
Portanto, a brincadeira é a seguinte: Miss Caco vai apresentar-vos dez factos, sendo que apenas um deles é mentira. Toca lá a ver quem adivinha!

1 - Miss Caco chora por tudo e por nada;
2 - Miss Caco cozinha risotto muito bem;
3 - Miss Caco é gira que dói;
4 - Miss Caco já correu o risco de ser raptada;
5 - Miss Caco tem medo de andar de avião;
6 - Miss Caco tem o filho mais bonito do mundo;
7 - Miss Caco viveu em seis cidades diferentes;
8 - Miss Caco já deu duas de letra com o Lenny Kravitz;
9 - Miss Caco vai voltar ao ginásio;
10 - Miss Caco não sabe fazer o pino nem nadar mariposa.

quinta-feira, 26 de março de 2015

Breve justificação.


Estão a ver esta imagem aqui em cima? Ok. Então agora substituam as rosas, a chávena de chá e aqueles dossiers ordenadinhos, por uma romaria de lembretes coloridos espalhados à bruta, papelada com assuntos pendentes aos molhos e restos de croissants e manchas de café no teclado.

Ah! As pulseiras e os anéis também não considerem que Miss Caco gosta pouco de ostentar e, além disso, aquilo faz um basqueiro danado a bater na mesa e no teclado. Já a sandocha podem substituir por uma tablete de chocolate. Ou duas, vá.

Pronto. Estão esclarecidos. Não tenho para onde me virar e é esta a razão de parecer que vos abandonei.  Não desesperem. Isto para a semana é capaz de acalmar. Ou daqui a quinze dias. Ou lá para o mês que vem. Bom, esperem por mim  que, parecendo que não, continuo a gostar muito de vocês, meus sacanitas. 

Saudadinhas.

Miss Caco.

terça-feira, 24 de março de 2015

Olha... mais um.


"Ai porque és trenga com isso de ter medo de andar de avião... Ai que é um dos transportes mais seguros do mundo... Ai que tens muito mais probabilidades de morrer a conduzir o teu carro... Ai que os níveis de segurança são elevadíssimos... Ai que ideia mais peregrina de deixares de conhecer o mundo por causa desse cagaço.... Ai que paranóia mais infantil... Ai que panca tão démodé...". 

Miss Caco: Está bem. Agora fecha a matraca e depois a porta da entrada que esta corrente de ar não se aguenta.

quinta-feira, 19 de março de 2015

Mantra matinal.

 
O frio é psicológico, o frio é psicológico, o frio é psicológico, o frio é psicológico, o frio é psicológico, o frio é psicológico, o frio é psicológico, o frio é psicológico, o frio é psicológico, o frio é psicológico, o frio é psicológico....

quarta-feira, 18 de março de 2015

Miss Caco tem um casório.

 

Miss Caco já sabe do casório deste sábado há alguns meses, mas andou a chutar para a frente com a barriga a parte de escolher o outfit porque achou: "ah.. isto é finais de março, não vale a pena pensar em nada porque mais próximo do dia é que se vê como vai estar o tempo....". Nível de relaxamento: 65%.
 
Não contente, ainda pensou: "ah, o pior é sempre os sapatos... como eu tenho uns lindos de morrer que comprei para usar no meu casamento e justifiquei o que paguei por eles dizendo que sabia que me iam dar jeito noutras ocasiões, é só enfiá-los com qualquer trapo que a coisa compõe-se". Nível de relaxamento aumenta para 80%.
 
Há cerca de duas semanas, em conversa com uma amiga, ela comenta que tinha uns vestidos lindos e blá, blá, blá e eu pensei: "nem é tarde, nem é cedo, também és jeitosa como eu, devemos vestir mais ou menos o mesmo, por isso empresta-me aí dois ou três, que algum deles há-de servir que odeio ter de ir para as lojas comprar roupa sob pressão e que, ainda por cima, sei que só vou usar uma vez". Dias depois, tinha os vestidos comigo. Nível de relaxamento sobe perigosamente para 100%.
 
Ok, tenho sapatos, tenho vários vestidos, tenho clutch a combinar, tá resolvido. Só que... pequeno detalhe... tenho também duas gripes seguidas - estando uma delas ainda aqui a pairar - e por isso, às tantas, é melhor não ir assim muito à fresca... E vendo bem.... estes vestidos são um bocado abertos... hummm.... mas há casacos... só que é preciso casacos a combinar....Hummm... Tudo se arranja.
 
Até que, há dois dias .....
 
CATRAPUMF%$#*"!!!!! (onomatopeia que pretende simbolizar o tsunami que se deu no meu cérebro)
 
Miss Caco toma consciência do maior problema de todos que viria a inviabilizar todos os planos traçados. Miss Caco não só tem duas gripes seguidas e uma carrada de frio no lombo. Miss Caco tem algo muito mais importante que condiciona totalmente aquilo que vai levar por cima do dito....
 
Miss Caco tem um filho. E não é um filho daqueles que se monta numa Harley e vai lá ter sozinho. É um filho do tamanho daqueles que nasceram em 2013 e  que - pasme-se - tem vida própria. E ter vida própria significa que foge, mas não foge para um sítio qualquer. Foge sempre para o sítio mais recôndito do planeta, aquele em que é preciso chamar o MacGyver para o tirar de lá e mesmo assim, se não tiver levado o canivete suíço, é coisa para se complicar.
 
Ora, assim sendo, pára tudo. Acabaram os sapatos com tacão de dez centímetros. Miss Caco jamais seria capaz de correr atrás da criatura sem se esbardalhar no primeiro empregado que aparecesse à frente com uma travessa de mini chamuças ou espetar os queixos na cascata de gambas mais próxima.
 
Não há sapatos. Se não há sapatos, também não há vestidos. Se não há vestidos, nua é capaz de não dar jeito. Não é que não fizesse furor, mas mesmo sendo ao meio-dia, é gajo para estar frio. E frio é uma coisa que incomoda. Não é o suficiente para nos foder a vida para todo o sempre, mas faz aquela moinha que chateia. 
 
De maneiras que agora tenho dois dias para resolver este problema. Se dependesse de mim, era estes que calçava:
 
 
 .... mas depois tenho de levar roupa a combinar... Alguém empresta?

"Ah, Miss Caco, mas e se chove?"

Se chover, levo estes:

 

terça-feira, 17 de março de 2015

Olha aqui uma cena brutal para o Dia do Pai!!

 
"Ai que fixe que Miss Caco vem cá dar umas sugestões de presentes para o Dia do Pai e surpresas assim brutais e altamente e outras cenas assim tipo DIY, não é?".
 
Não, não é. Aqueles que vinham a contar com isso, podem continuar o que estavam a fazer e fechar aqui a barraca ali naquela cruz no canto superior direito. Os outros,  ponham uma manta nas pernas, que este frio não se aguenta, e deixem-se ficar.
 
Eu sei que até podia deixar-vos aqui umas ideias, mas, bolas, se pagamos ao infantário é para eles pensarem nessas merdas e porem os putos a fazer os trabalhos para impressionar o pai e o assunto fica arrumado. Se não andam no infantário, podem ir ver a concorrência que não falta para aí gente com propostas e eu juro que não me chateio nada com isso. 
 
Eu quero mesmo é aproveitar este dia para vos falar de um blogue que tem muito a ver com ele. Miss Caco já o acompanha há algum tempo e a verdade é que há alguns meses foi até surpreendida com um elogio que me deitou abaixo da cadeira, mas juro que não foi por causa disso que decidi prestar-lhe esta singela homenagem. Já andava para o fazer há algum tempo, mas nenhuma data me pareceu tão apropriada como esta.
 
Comecei a minha ligação com os blogues de uma maneira um bocado pornográfica, lia vários, disto e daquilo, de tudo e de nada, e depois, naturalmente, fui fazendo uma selecção, fui ficando com cada vez menos, e quando criei o meu, fui forçada a definir uma espécie de top 10 porque o tempo começou a escassear. De maneira que a minha lista de favoritos é agora bem mais selectiva. Este de que vos vou falar está mesmo lá no ciminho (tão bom inventar palavras, né?).
 
E está no ciminho porquê? Porque é um blogue de amor. Mas não é um blogue de um amor qualquer. É o amor especial de um pai para um filho. Tem outras coisas boas pelo meio, a maior parte delas com muita graça, tem música, tem histórias do dia-a-dia, tem sugestões de blogues e de outras cenas fixes, tem muito skate e surf e cenas (sei, repeti a palavra, mas não encontro outra melhor) assim meio radicais, tem também uma paixão linda por uma mulher igualmente linda, tem um cão, mas depois tem isto que, por si só, arrebata qualquer leitor.
 
Não é só um blogue de amor. É também um amor de blogue porque não consigo deixar de pensar que quando aquele menino crescer e puder ler aquelas linhas com os olhos de um adulto, vai perceber porque é que esteve sempre certo quando sentia que tinha o melhor Pai do Mundo. 
 
Não precisam esperar pelo dia 19 de março para o ler porque ali - garanto - o Dia do Pai é todos os dias.
 
Parabéns, Pés. You rock, daddy!

sexta-feira, 13 de março de 2015

13. Sexta-feira.


- Baby Caco voltou a adoecer. Tossiu toda a santa noite. Febre voltou. Maratonas de técnicas - a maior parte delas falhadas - para conseguir enfiar-lhe gotas no nariz;
 
- Miss Caco dormiu 3 horas, se tanto. Garganta outra vez arrumada. Regresso ao Maxilase;
 
- O meu "braço direito" no trabalho entrou de baixa. Vai sobrar para alguém e eu sei bem quem é;
 
- Olheiras até aos pés;
 
- O homem que vinha arranjar a torneira da cozinha voltou a adiar. Mais um fim de semana a limpar piscinas; 

Bem vinda, sexta-feira 13. Raistapartam.

quarta-feira, 11 de março de 2015

Impressionante...


Não é por ser meu filho, mas, tão pequenino e já com tanta noção da realidade...

terça-feira, 10 de março de 2015

E as mulheres do norte, carago?

 
Sobre esta cena das características que habitualmente definem as mulheres do norte, há realmente muito que se lhe diga e eu hoje encontrei aqui alguém que o disse muito bem.
 
Em tempos, o Miguel Esteves Cardoso também já abordou o assunto desta maneira:
 
"As raparigas do norte têm belezas perigosas, olhos impossíveis. Têm o ar de quem pertence a si própria. Andam de mãos nas ancas. Olham de frente. Pensam em tudo e dizem tudo o que pensam. Confiam, mas não dão confiança. Acho-as verdadeiras. Acredito nelas. Gosto da vergonha delas, da maneira como coram quando se lhes fala e da maneira como podem puxar de um estalo ou de uma panela, quando se lhes falta ao respeito. São mulheres que possuem; são mulheres que pertencem. As mulheres do Norte deveriam mandar neste país. Têm ar de que sabem o que estão a fazer."
 
Depois disto,  nem me vou dar ao trabalho de escrever mais uma linha. Está tudo aqui e não me parece que haja mais nada a dizer. Gosto sobretudo da parte em que o MEC diz que "deviam mandar neste país". Em não podendo, mando aqui na barraca que já não é mau de todo. Assim sendo, agora vou ficar aqui quietinha sem fazer nenhum até às 14h30 e a tentar esquecer-me da tarde de seca que tenho pela frente.

Espera-me uma conference call com espanhóis e isto faz-me lembrar que detesto espanhóis. Desde que sejam clientes. O problema dos espanhóis é que até podem ser uns gajos porreiros mas quando se tornam clientes tá tudo fodido. Ficam impossíveis de aturar. Acreditem que clientes espanhóis são bastante piores do que espanhóis que não são clientes. Se acham que estou a exagerar, experimentem arranjar um e depois falamos. 

Foda-se. Odeio espanhóis. Especialmente quando são clientes.

Já disse, né?

Ele há gente que não se toca.


E aquelas mães que teimam em fazer pendant com os filhos? Então e quando é com aquelas camisas de flanela aos quadrados compradas na secção de homem do Continente??
 
Parolas!!

segunda-feira, 9 de março de 2015

Se fosse vocês, não morria sem ver.


Eu não quero meter-me na vossa vida, nem tenho nada a ver com aquilo que fazem nas noites livres - se andam em clubes de swing, se se amanham com o vizinho do 5º dir. ou se gostam de calçar os tacões da vossa mulher quando ela não vê - mas acabei de saber que está para chegar um programa absolutamente imperdível, que eu cá não vou falhar nem morta. Quer dizer... morta, se calhar não vai dar... logo se verá, que hoje em dia tudo é possível.
 
Bom, estou a falar-vos da peça que o César Mourão vai estrear no teatro da Trindade. Não sei se já ouviram falar, mas desta vez o rapaz vai mandar a barraca abaixo. É que ele não só tem jeito para o improviso, como tem uma graça que não se aguenta, canta que se farta (ponham os olhos nesta letra que se isto não é do melhor que há, vou já ali enfiar-me debaixo do alfa pendular das 13h06 e já venho) e, como se não bastasse, agora mete-se a fazer o monólogo da D. Esperança, uma velha que apesar de ser velha ainda sonha reencontrar o amor.
 
E sobre isto não vou dizer mais nada. É que metendo o César ao barulho, assino de cruz. Assim de repente, sem puxar muito pela cabeça, basta lembrar-me dos espectáculos dos Commedia, da série SAL (das melhores coisinhas que me lembro de ver dentro do género e de que já falei aqui), de algumas cenas hilariantes, em especial com o Unas no "Vale Tudo", ou daqueles Globos de Ouro da SIC, há uns três ou quatro anos (literalmente salvos por ele), que não é preciso arranjar pretextos para não perder isto.
 
Falta dizer que a peça é da autoria do César e de um tal de Frederico Pombares, argumentista que colaborou em projectos como o "Último a Sair", "Lado B", "Sal", "Telerural" ou "7 Pecados Rurais". O resultado é certamente uma noite de grande ramboia e eu cá não sei, mas quem estiver disposto a perder isto, no mínimo, é um ovo podre. Ou acéfalo. Ou então um ovo podre acéfalo (sim, eu sei que isto não existe, mas who cares? Perceberam a ideia, certo?).
 
"Ah, mas Miss Caco, nós somos do norte, não somos ovos podres, nem acéfalos, nem ovos podres acéfalos, e agora fazemos o quê? Ficamos aqui a babar e a roer-nos de inveja dos mouros?!?".

Caaaaaaalma.... Diz que a peça ainda vai parar ao Porto. Só não sei é quando. Se bem que, por segurança, se fosse vocês, era gaja para montar uma excursão com umas amigas, alugar uma camioneta-carreira e vir por aí abaixo só assim numa de passar uma noite ao alto e deixar o marido com as crianças... quer dizer... não. Isso é chato. Tragam também o marido e deixem as crianças na avó. Não, na avó não. Tragam também a avó e deixem-nas onde couberem vos der mais jeito.
 
Assim sendo, em não podendo ir dormir para a porta da bilheteira do teatro da Trindade, que é chato e apesar da Primavera estar aí, quando o sol desaparece faz frio, não sei do que estão à espera para entrar aqui e sacar os bilhetes. É que isto é coisa para ficar só três semanas e ouvi dizer que já estão a voar.
 
Eu cá ainda tenho esperança de arranjar o meu. Se não falecer antes.
 
Agora vamos ao que interessa:
19 março a 5 abril
Teatro da Trindade
4ª a sábado - 21h30 | domingo 18h | M12
A partir de 13 euros. 

sexta-feira, 6 de março de 2015

Cenas avulsas#2


O Harrison Ford teve um acidente de avioneta em Los Angeles e isto fez-me lembrar quatro coisas:

1 - Sempre o achei parecido com o meu pai (o meu pai é o da direita), sendo que o meu pai é mais lindo.
 
2 - Andei de avioneta três vezes (na África do Sul, na Gronelândia e em Portugal) só porque fui obrigada por razões profissionais e jurei que nunca mais.   
 
3 - O meu pai é lindo. Saio a ele. Já disse?
 
4 - Há homens que vão ficando melhores com a idade. Não é o caso do meu pai que foi bonito a vida inteira. Meninas, mostro-vos fotos do álbum da tropa e vocês desatam já a largar os maridos e a meterem-se na primeira avioneta - salvo seja - que apanharem a caminho do norte. Só não faço o mesmo porque diz que é incesto.
 
Adenda: Se alguém o reconhecer, é favor estar caladinho sobre isto porque ele não tem conhecimento aqui da barraca e espero que assim continue.

Não é com esta idade que merece receber um desgosto destes.

quinta-feira, 5 de março de 2015

Uma família linda.


Hoje fui almoçar com duas amigas de faculdade. Daqueles almoços que todos dizemos que temos de fazer quando encontramos amigos dessa altura, mas que depois não acontecem nunca. Mas este não foi desses, por isso, como entre nós não há cá nhónhós, marcámos e cumprimos.
 
Uma dessas minhas amigas é a que está na foto aqui em cima, rodeada dos três amores da sua vida.
 
Pusemos a conversa em dia, falámos disto e daquilo e, a certa altura, qual a minha surpresa quando ela me diz que o filho, de dez anos, é um fiel seguidor aqui da barraca. Abri a boca de espanto e exclamei: "O quê????" Estás doida? Então e as asneiradas que pr´aqui digo, à força toda? Como é que filtras isto?!?". Ao que ela me sossegou, dizendo que lê os posts primeiro e só lhe mostra aqueles que não precisam de bolinha vermelha. Feitas as contas assim por alto, ele lerá então cerca de cinco por cento do que por aqui se passa.
 
Fiquei contente. Nunca me passou pela cabeça que uma criança achasse alguma graça a isto. Ao terminar a conversa, contou-me que certa vez ele pediu-lhe que ela também pusesse um coração na cara dele (numa alusão a um post onde tapei o rosto de Baby Caco com um desenho em forma de coração).
 
Posto isto, não ficaria descansada sem agradecer a este pequeno príncipe a atenção que me tem dado e não encontrei outra forma mais eficaz do que esta.
 
Obrigada, Lourenço. Aqui tens o teu coração. Já não precisas pedir à tua mãe que ponha o dela, até porque esse é grande demais por já vos ter aos três lá dentro.
 
Quase não cabe no mundo. Quanto mais aqui...

Ossos do ofício.


Ontem fui a uma reunião ao Porto com um cliente. Fomos e viemos no mesmo dia, de alfa pendular. Miss Caco adora o alfa, mas já há algum tempo que não andava. Da última vez, há cerca de um ano, o raio do sistema de wi-fi ainda era uma valente bosta. Entretanto, a CP deve ter recebido reclamações suficientes para ter tratado do assunto, portanto, do ponto de vista de conexão com o mundo virtual a coisa correu muito bem. Já do outro ponto de vista, aquele do mundo real, digamos que foi uma tortura pidesca.

Não bastava ter de levar com um cliente durante uma viagem que totaliza cinco horas (sim, digam-me que tanto há para conversar com um cliente durante CINCO horas, que é o mesmo que dizer 300 minutos??!??), chegámos precisamente na hora de almoço para reunir com um alto quadro que com uma p$%a de uma latosa nos diz nas barbas que, por ele, reuníamos de imediato e nem precisávamos de almoçar.
 
Coisa que se veio a confirmar e, portanto, Miss Caco passou a reunião com o estômago a dar horas e atenta ao ritmo cardíaco, à espera de lhe dar o fanico a qualquer momento e de esbardalhar os queixos em cima da estatueta de mármore que estava em cima da mesa. 

Ainda sobre a história de passar cinco horas enfiada num comboio com um cliente, isto ainda se torna mais penoso se pensarmos que convém evitar conversas de foro pessoal, tricas e assuntos que revelem pouco da nossa capacidade galhofeira porque trabalho é trabalho e não podemos dar ar de que gostamos mesmo é de uma boa rambóia. Portanto, lá caímos na inevitável conversa das dívidas do outro palhaço à segurança social, do que fazem os assessores do Cavaco, do papel do Granadeiro no financiamento à Rioforte e do raio que o parta. Um autêntico telejornal, mas menos interessante porque o Rodrigo Guedes de Carvalho não estava. 
 
Posto isto, na viagem de ida ainda se arranjou assunto, já na de regresso a coisa foi dolorosa. E foi dolorosa porquê? Porque o raio da TV só passava imagens de um programa de culinária do Porto Canal (e eu a salivar, com uma mísera sandes no bucho, engolida a correr no bar da estação de Campanhã) e o homem decide achar que eu estaria doida para ver fotos da sua casa de férias e aquela bosta do computador punha-se a moer os downloads das imagens (coisa que se tornava tão lenta que ficávamos ali os dois feitos totós a olhar para o raio dos envelopes que teimavam em bailar no ecrã naquele vaivém repetitivo) que, associado aos raios de sol mornos a entrar pela janela e ao barulho ritmado do comboio, o resultado era semelhante a ter o Morfeu a fazer-me um cafuné enquanto me implorava de joelhos para cair nos braços dele.
 
De maneiras que, por umas três ou quatro vezes, as minhas pálpebras tombaram e cheguei mesmo a adormecer. Felizmente acordava sempre naquele preciso nanosegundo em que a cabeça começava a deslizar em direcção ao ombro dele, o que normalmente coincidia com o momento em que me perguntava o que é que eu estava a achar dos acabamentos ou da localização do empreendimento, altura em que eu ia alternando entre uma destas expressões, já que qualquer uma encaixava na perfeição: "Que enquadramento fabuloso!", "Que design espectacular!" ou " Que excelente negócio!".
 
Perante isto, ainda bem que já acabei este post porque o meu director acabou de chegar e tenho de ir lá dentro pedir-lhe um aumento. Depois conto como correu.

Amar um filho é...


... deixá-lo calçar as galochas amarelas com o pijama só para o ver feliz...

(...)

 ... e ter dez minutos livres para pintar as unhas.

segunda-feira, 2 de março de 2015

Parabéns ao Rio. 450 não é para todos.



Quando penso no Brasil há uma tonelada de coisas que me vêem à cabeça, umas com maior e outras de menor importância, como o dia em que fiz 600 km no percurso Paraty/São Paulo e regressei ao cair da noite num carro alugado e debaixo de um temporal imenso só para conhecer os meus avós (sim, os meus avós moram em São Paulo); o queijo coalho com óregãos da praia de Porto Galinhas; a vista do deck de um doce de pousada em Paraty; as saudades do "menino-guia" de Olinda; o pinguim que apareceu a nadar em Dezembro na praia de Búzios, as panquecas de tapioca, ai as panquecas de tapioca...

A verdade é que era só abrir os álbuns de fotos para desatar a lembrar-me de montes de outras cenas que a minha cabeça é isto e sem ajuda já não dá para mais (gosto desta frase, assim corridinha, sem vírgulas, para ler tudo a direito).
 
Mas uma das coisas que mais tenho gravada na memória é esta música que fez parte da minha infância e que deve ser das poucas que ainda tento cantar a Baby Caco, ainda que a coisa não corra muito bem. Ora aqui está uma vantagem dele ainda não saber falar. Sempre perde qualquer hipótese de me mandar calar.
 
Chama-se "João e Maria", é do Chico Buarque e perdi a conta à quantidade de vezes que a ouvi nos verões que passei na Colónia de Férias da Shell, em Almoçageme.

Só para não dizerem que aqui não se aprende nada,“João e Maria” foi composta por Sivuca em 1947. Chico só criou a letra em 1977, portanto, 30 anos após a música ser composta e procurou transformá-la numa canção infantil. É assim que ele explica porquê:

"Cada música tem uma história. Eu tenho uma parceria com o Sivuca que é engraçada. Ele fez a música, que ficou se chamando João e Maria. Ele mandou uma fita com uma música que ele compôs em 1944, por aí. Eu falei: "Mas isso foi quando eu nasci." A música tinha a minha idade. Quando eu fui fazer, a letra me remeteu obrigatoriamente pra um tema infantil. A letra saiu com cara de música infantil porque, simplesmente, na fitinha ele dizia: "Fiz essa música em 47." Aí pensei: "Mas eu criança..." e me levou pra aquilo. Cada parceria é uma história. Cada parceiro é uma história." 
 

Entretanto, passaram-se mais de 30 anos, mas podem passar mais 450 que para mim ela vai continuar encantadora.

Ah! Antes de ir embora, alguém sabe o que quer dizer bedel?

"Agora eu era o rei
Era o bedel e era também juiz

E pela minha lei
A gente era obrigado a ser feliz..."

Linda, né?.

Dormir com os filhos é...


 ... adormecer com toneladas de amor e...

 .. acordar de madrugada com um carro de patrulha entalado na clavícula.

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

Esta coisa das reuniões.

Por estarmos no início do ano é habitual ter mais reuniões com os clientes para fazer o balanço do ano que passou e o planeamento do próximo. Esta semana foram várias, assim todas seguidas só pra desenjoar. A verdade é que foram de tal forma hilariantes que não posso deixar de vir aqui partilhar os vários estilos, de tão caricatos que são.

Ora bem, vamos então ao Estilo nº 1, designado: "ESTOU A TRABALHAR MAS O QUE QUERO MESMO É FAZER AMIGOS":

Esta é aquela reunião em que passamos hora e meia a falar de trabalho, mas depois o cliente acha que afinal o que lhe dava mesmo jeito era fazer amigos e, de repente, esquece-se do que estamos ali a fazer e começa a perguntar pelo cão, pela sogra, a contar os desaires do cunhado e do sobrinho que foi internado por causa do muco que lhe estava a subir para o cérebro. No meio disto, pergunta-nos pelo bebé,  pelo infantário, enquanto nós vemos as horas a passar e percebemos que, graças àquele desgraçado, já perdemos o último autocarro e que vamos ter de pedir rapidamente à ama para ir buscar a criatura, sob pena de não chegarmos a tempo e levar com aquele olhar de fuzilamento da educadora.

Estilo 2 - ESTILO "CUSCO":

O estilo cusco é aquele em que a conversa é toda muito séria, mas, a certa altura, o cliente não se aguenta e começa suavemente a esticar-se nas perguntas, a querer saber tudo da nossa vida, se somos casadas, se temos filhos, onde moramos, ao mesmo tempo que tenta, com muita pouca subtileza, saber a marca do nosso carro, em que zona moramos, chegando ao detalhe de perguntar se é num apartamento ou uma vivenda. É nesta altura que nos apetece perguntar se também vai querer saber qual é a posição sexual que preferimos e se usamos fio dental ou asa delta, assim só naquela de ver se o gajo se enxerga.

Estilo 3 - ESTILO "CONAS":

Esta é aquela reunião em que vem o director de marketing acompanhado das gestoras de produto e, a meio da conversa, começa a mandar-lhes indirectas e recados vários no sentido de as fazer perceber que espera mais delas e que têm de se aplicar na ligação com os parceiros ou no tempo que dispensam com a tarefa Y ou X. Tudo isto sempre a olhar nos nossos olhos, aproveitando a oportunidade para dizer tudo aquilo que não tem tomates para lhes dizer no dia-a-dia pela simples razão de ser um desquilhoado inveterado.

Por fim, o estilo 4 - ESTILO "GOSTO TANTO DE COSTURA QUE ATÉ ME ESQUECI QUE ESTÁS AÍ":

Aquela reunião em que  vem, mais uma vez, o director de marketing e o resto da trupe que trabalha no mesmo departamento e, a certa altura, entusiasmam-se e decidem começar a trocar impressões sobre a raivinha que lhes dá as gajas dos recursos humanos, a falta de carácter do director comercial ou a relação extra-profissional entre o director financeiro e a estagiária da comunicação que só não vê quem não quer e que aqueles encontros prolongados na copa, desde o Natal passado que já cheiram a esturro.Tudo isto enquanto assistimos amorfas e sem qualquer participação na conversa, numa tentativa inglória de que percebam que estão a roubar o nosso tempo e que tempo é dinheiro e que ainda por cima a puta da avença mixuruca que pagam não justifica aquela merda.
Acho que me fico por aqui, embora tenha ideia de que mais meia horinha e lembrava-me de mais meia dúzia de estilos. Todos diferentes, mas igualmente impossíveis de aturar. 

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

Aos dois anos e um mês...


... decidi cortar pela primeira vez o cabelo a Baby Caco.

Por alguma razão prefiro mostrar-vos isto do que o resultado.

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

Tenho um encontro marcado.

 
 
Hoje. Aqui. Às 13h00. E não é com estes bacanos. Nem com o cão.
 
Quem estiver mesmo muito aflito por um autógrafo, já sabe. Não se acanhe, é só pedir. Levo umas botas de cano alto castanhas e sou gira que dói.
 
A palavra de código é "Avião", ao que respondo: "Presente".

Coisas que pouco ou nada interessam.

O jornal Metro de hoje diz que cheira a alecrim. Tudo por causa dos novos filetes "Primavera" da Iglo. Tendência recente, esta do marketing olfactivo.
 
Eu cá gostei, apesar de não me parecer o aroma do alecrim. A meu ver é alfazema. Mas que importa? O efeito é o mesmo: fiquei a saber que a Iglo lançou uns filetes e que, depois desta gripalhada toda que me consumiu, já tenho olfacto outra vez. Duas notícias. A segunda agrada-me mais do que a primeira, mas a Iglo certamente compreende.
 
É isto. Se calhar não acrescentei grande coisa ao vosso dia, né? Isto também não pode ser sempre a bombar.
 
Bom dia, sacanitas! 

terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

Se calhar estava certa.

 
Passei grande parte da infância a brincar num pátio. Era um pátio grande onde cabiam cinco carros e ainda dava para jogar à macaca, saltar ao elástico e brincar aos polícias e ladrões. Tudo ao mesmo tempo.
 
Naquela altura, o mundo dividia-se em dois grupos: nós, as crianças, e eles, os adultos. A pressa para crescer era muita. "E quando passar o verão, já vou para o ciclo", "e quando vier o próximo inverno já faço dez anos", "e no Natal já vou pedir umas botas de cano alto como as da Mónica do 5º B". 
 
Eu era do grupo do Pedro de cabelo preto, da Raquel irmã do Paulo, da Cristina que a mãe trabalhava na cantina, do Zé das sardas e do Paulo que tinha em casa um quadro do menino a chorar e que a mãe usava aqueles óculos com lentes garrafais que nunca nos deixavam ter a certeza se era bem para nós que estava a olhar.
 
Eles, os adultos, eram a D. Fátima, a mãe da Ângela, a D. Mena que falava alto, a D. Constança que morava no apartamento em frente ao nosso e, nunca soube bem porquê, não falava com a minha mãe, e a D. Paula que estava sempre à janela com o rádio ligado. Era um prédio de mulheres, achava eu. Pelo menos, é delas que me lembro.
 
E no meu mundo eu pensava que quando pertencesse aos deles, o dos adultos, o meu nome não ficava bem antecedido de Dona. E dizia em voz alta só para ver a sonoridade. Repetia outra vez e fingia que aquelas palavras saíam da boca de outra pessoa. Se calhar, para ganhar distanciamento. E de todas as vezes achava que o meu nome nunca ficaria bem com a Dona atrás. Se calhar, não fui feita para ser adulta.
 
Hoje também tenho um pátio. Vou lá estender roupa e aguardo que o condomínio tenha dinheiro para fazermos as obras necessárias por causa das infiltrações. É que o pátio é também o tecto da garagem e por isso, o usufruto é meu, mas se houver merda, pagam todos. Tudo o que se quer, portanto.
 
Neste pátio não há lugar para carros, mas dá para desenhar a macaca com giz ou até saltar ao elástico. A única chatice é que agora já estou no outro grupo: o dos adultos. Daqui, o pátio antigo já me parece pequeno, na despensa já tenho algumas botas de cano alto e também já não tenho pressa que o tempo passe. Ainda assim, há coisas que nunca mudam e continuo a achar que o meu nome não fica bem precedido de Dona.
 
Às tantas, estava certa. Se calhar não fui feita para crescer.

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

ATENÇÃO!


Bem sei que o Carnaval já foi, mas está um traveca vestido de Júlia Pinheiro na capa da Activa.

Juro que este blogue não vai comentar os vestidos...


 ... (até porque não vi nenhum) mas, verdade seja dita, com ou sem  a vagina vaporizada, esta mulher está irrepreensível.




E o que eu gostava de ter visto os Óscares?


Gostava muito. Assim tipo de zero a cem, gostava para cima de oitenta. Mas não vi.
 
Fiquei na sala a mimar o meu bebé e a tentar curar-lhe uma gripe tramada que me levou a passar o sábado à noite na CUF (Saturday night fever, remember?) e a pôr a minha criatividade ao rubro sempre que tento enfiar-lhe antibiótico pela goela abaixo, sem que acabe tudo em cima do tapete da sala. Mas acabou.
 
De maneiras que a imagem que vêem em cima foi basicamente o que estive a ver enquanto os comuns dos mortais estavam assolapados no sofá a prepararem-se para assistir à grande noite. O programa foi isto e "fuminhos". Calma. Não me refiro a drogas leves. "Fuminhos" é aquilo que lhe digo que vamos fazer sempre que lhe enfio o tubo do nebulizador em frente ao nariz.
 
Com isto não vi um chavelho, mas, apesar disso, assim que acordei, confirmei que a minha querida Julianne Moore que me arrebatou o coração em "Still Alice" levou a estatueta para casa. E eu fiquei contente. É que esta mulher, além de ser um portento, esteve absolutamente irrepreensível num filme comovente daqueles que, em algum momento desta vida, todos deveríamos ver.
 
Quanto mais não seja para valorizarmos aquilo que, na correria dos dias, damos inevitavelmente por adquirido e constatarmos que, por muitos planos que façamos, nada neste mundo é planeado com régua e esquadro e não são poucas as vezes que a vida se encarrega de nos trocar as voltas. Para o bem e para o mal.

Quem - além de mim - não fez planos em Julho do ano passado e chegou a Novembro e constatou que era tudo para mandar abaixo e fazer de novo?
 
Mas não vou falar do filme porque não tenho feito outra coisa nos últimos posts. Deixo-vos só com três palavras: ide, ide ver.  
 
 

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

Aquele momento...


... em que almoças canelones com ricota e espinafres e percebes que se te tivessem posto à frente duas listas telefónicas recheadas com 100 grs de pellets, saber-te-ia exactamente ao mesmo.

#p%adegripequenumhámaneiradeirc´ocaral&o#

Agora percebo melhor...


... a corrida aos castings da Casa dos Segredos. É que, parecendo que não, vai-se a ver e ficam com a vida feita.

É vê-los carregadinhos de oportunidades.

Diz que é brutal.

 
... que tem um fim de cortar a respiração, que os atores tocam mesmo de verdade, à séria, que foi filmado apenas em 19 dias (wtf?!?), que é uma história inebriante sobre a busca da perfeição, que a química entre os actores é sublime, que é tão empolgante que dá vontade de ver de novo, que é um dos melhores filmes do ano, que está cheio de twists arrebatadores. Enfim, que não se aguenta de bom.
 
Em "Whiplash" Miles Teller interpreta um jovem baterista que quer ser o melhor do mundo. J.K. Simmons (nomeado para o Óscar de Melhor Actor Secundário) é uma espécie de sargento da música, um professor de jazz altamente rigoroso e exigente, obcecado pela afinação e rigor. A história gira intensamente à volta do duelo entre estes dois personagens.
 
Agora é só esperar pelo próximo fim de semana que vá ao Porto, deixar o pequeno príncipe na avó e alapar-me nas cadeiras dos cinemas do Arrábida Shopping com um pacote de pipocas enfiado no meio das pernas. Calma... não é para fazer nenhuma badalhoquice. É só mesmo para segurar.

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

Ui!!! E a vontade que eu tenho de ir ver as 50 Sombras de Grey...??


... e depois vir aqui opinar sobre o que achei daquela rebaldaria e se o livro é melhor que o filme ou se o filme supera o livro e que aquilo era uma doideira ou se, afinal, até nem era e que aquela história das algemas era brutal e a cena do chicote podia estar melhor e por cima é que era, mas de lado também não estava mal e que afinal por trás é que foi o descalabro e no fundo até coiso e tal? Querem saber?

É... nenhuma.

Pode sempre ser pior.


Cabeça a rebentar: Check.
 
Tosse daquela que nos acorda com dores no diafragma, tal e qual como se tivéssemos passado o feriado a fazer abdominais quando, a bem da verdade, não entramos num ginásio há anos e planeamos continuar a fazê-lo, pelo menos, na próxima década: Check.
 
Resmas de lenços. Paletes de lenços. Auto-estradas de lenços. Renova forever: Check.
 
Dores de garganta ao nível de arrancar dois sisos em pleno trabalho de parto, enquanto nos sacam um tubo do nariz após intervenção de correcção do septo (been there): Check.
 
Corpo num oito. Oito e meio, vá: Check.
 
Em modo "tentar comunicar com clientes exclusivamente por e-mail, ainda que demore dois dias a escrever uma frase e mais dois a confirmar se aquilo que escrevi faz algum sentido": Check.
 
Anti-inflamatório e duas aspirinas e não meto mais nada no bucho porque odeio medicamentos em geral e acho sempre que dou conta do recado sozinha, até ao momento em que me sinto às portas da morte: Check.
 
Se tivesse sido atropelada por uma betoneira estaria certamente com melhor aspecto: Check.

Tentar fazer um ar de que ouvimos o que nos estão a dizer, mesmo sabendo que o nosso cérebro só assimila uma palavra em cada meia hora e depois não saiba o que fazer com ela: Check.
 
Sentir-me às portas da morte: Check.
 
Puta de mania esta de só tomar medicação quando já estou pior do que o chapéu de um pobre: Check.
 
Lema de hoje: Raismaparta se amanhã já não estou boa. 

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015

Feliz de quem tem a casa arrumada.

 
 
Como, ao contrário do que é habitual,  não tinha nada de interessante para vos dizer hoje, apetece-me deixar-vos com um poema de Carlos Drummond de Andrade. Chama-se "Casa Arrumada".
 
Casa arrumada é assim:
Um lugar organizado, limpo, com espaço livre pra circulação e uma boa entrada de luz.
Mas casa, pra mim, tem que ser casa e não um centro cirúrgico, um cenário de novela.
Tem gente que gasta muito tempo limpando, esterilizando, ajeitando os móveis, afofando as almofadas...
Não, eu prefiro viver numa casa onde eu bato o olho e percebo logo: Aqui tem vida...
Casa com vida, pra mim, é aquela em que os livros saem das prateleiras e os enfeites brincam de trocar de lugar.
Casa com vida tem fogão gasto pelo uso, pelo abuso das refeições fartas, que chamam todo mundo pra mesa da cozinha.
Sofá sem mancha?
Tapete sem fio puxado?
Mesa sem marca de copo?
Tá na cara que é casa sem festa.
E se o piso não tem arranhão, é porque ali ninguém dança.
Casa com vida, pra mim, tem banheiro com vapor perfumado no meio da tarde.
Tem gaveta de entulho, daquelas que a gente guarda barbante,
passaporte e vela de aniversário, tudo junto...
Casa com vida é aquela em que a gente entra e se sente bem-vinda.
A que está sempre pronta pros amigos, filhos...
Netos, pros vizinhos...
E nos quartos, se possível, tem lençóis revirados por gente que brinca ou namora a qualquer hora do dia. Casa com vida é aquela que a gente arruma pra ficar com a cara da gente.

Arrume a sua casa todos os dias...
Mas arrume de um jeito que lhe sobre tempo pra viver nela...
E reconhecer nela o seu lugar.


Lindo, né?

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

Coisas relevantes e outras nem tanto que constatei esta manhã.

 

- Por razões profissionais, passei a manhã numa conferência que decorreu num dos hotéis mais luxuosos de Lisboa. Um dos oradores proferiu a palavra "factores-chaves" seis vezes durante uma intervenção de 30 minutos. Eu adormeci três nas duas horas que lá estive;  
 
- Precisamente duas semanas depois de entrar no infantário, foi a primeira vez que Baby Caco não chorou intermitentemente no percurso de casa até lá;
 
- Comprei um blazer branco de tombar de lindo na Zara da Fontes Pereira de Melo;
 
- Os morangos do Pingo Doce da 5 de Outubro são top;
 
- Para quem liga à piroseira do Dia dos Namorados, a Tiger tem uns postais onde é possível gravar uma mensagem de voz. Custam 4 euros e sou forçada a admitir que têm alguma graça;
 
Ainda sobre o ponto 2, sou só eu que sinto uma certa tensão sexual entre os pais quando vão deixar as crianças no infantário?
 
Se calhar sou...