quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

É destes golpes de marketing que o mundo precisa.


Aposto que, a esta hora, o livro já esgotou.

Está original a dupla função dos marcadores acetinados, a combinar com as luvas sem dedos, só para dar mais jeito para virar as páginas. Tudo pensado ao detalhe.

Ele há cada génio!

Momento DIY

 
- Gravar foto numa pen;

- Levar à Duplix e mandar fazer duas cópias, a cores, tamanho A3;

- Comprar fita cola dupla face;

- Colar uma cópia no frigorífico e outra na porta da despensa;

- Deixar lá ficar, no mínimo, até Julho de 2015.

Nota de rodapé: Não é impressão vossa. Tem mesmo um umbigo horrível. Blhaccc...


Tadinhas... aposto que não sabem coser umas meias...

quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

E agora faço o quê?!?

 

Depois da rebaldaria que se passou por aqui ontem, esta manhã pensei que estava arrumada sem saber o que escrever. Às tantas hoje há p´raí mais umas duzentas almas a vir cá pela segunda vez e, a bem da verdade, já sinto a pressão. Não posso decepcionar o Pés. Nem o País. Sei que amanhã já me esqueci e volta tudo ao mesmo registo: tudo ao molho e fé em Deus.
 
Mas, carago, nunca senti esta merda... A coisa dá-se quase sempre no autocarro. Vem-me uma cena à cabeça e.... trás! Escrevo logo no telemóvel para não esquecer e depois passo a limpo. Como na escola.
 
E agora? Falo do quê? De uma coisa importante? Ou de uma coisa estúpida, como é habitual? Ou de uma coisa importante e estúpida ao mesmo tempo? Olha, já sei... vou escolher uma coisa importante. Vou falar-vos de uma descoberta que fiz este fim de semana e que vai mudar a minha vida para sempre. E não, não me cruzei com o Gustavo Santos na fila do supermercado do El Corte Inglês.
 
Nada disso. Descobri umas meias m-a-r-a-v-i-l-h-o-s-as. Sim, meias para os pés. Olha que engraçado... juro que não fiz de propósito: o Pés fala em mim e eu no dia seguinte surpreendo e... zás! Falo de meias para os pés. Neste caso, os meus. Ou os nossos, como quiserem.
 
Estas são polares e vendem-se na Primark (sim, confesso, entrei lá no sábado à tarde só para ver como paravam as modas). Custam 3,50 € e vêm dois pares. Isto para mim é um milagre da natureza porque Miss Caco é friorenta. Miss Caco molha os pés em Saint Marie de la Mer e acha que a água está mais ou menos. Miss Caco molha-se até aos joelhos nas praias de Varadero e diz que a água está morninha. Miss Caco vai à praia Verde, em Tavira, e acha que está no Ártico.
 
"Ah, mas usar meias não é sexy", dizem vocês. Pois não.  Mas sempre é melhor do que usar pantufas daquelas em formato de cão com as orelhas a arrastar e, além disso, eu também nunca vos disse que era a Angelina Jolie. Mas não se preocupem que isso tem solução. Põem as meias e depois vestem só a camisa do vosso homem, sem nada por baixo. "Ah, mas assim temos frio na mesma". Pois, eu também não disse que não tinham. Disse só que era uma solução...
 
Porra, então vistam a camisa e ponham o ar condicionado a bombar. "Ah, mas não temos ar condicionado e o raio do aquecedor eléctrico demora a aquecer". 
 
Olha... então calcem as meias, as pantufas por cima, o pijama polar, o robe de pêlo, um gorro, dois cachecóis, corram três voltas ao quarteirão, subam e desçam as escadas do prédio, nunca menos de cinco vezes, liguem para o marido, perguntem se está a chegar, peçam para dar um toque quando estiver a virar a esquina (digam que é por causa do jantar) e assim que já estiverem literalmente a suar em bica (coisa que deverá suceder em simultâneo com o momento em que ele está prestes a entrar), tirem tudo outra vez e deixem só as meias. Com a camisa. Sem nada por baixo. E depois façam ar de quem está assim desde as cinco da tarde.
 
Agora sempre quero ver quem tem coragem de vir cá contar como correu.

terça-feira, 2 de dezembro de 2014

Tou que não posso.

 

Ora vamos lá dizer isto devagar, a ver se esta camada de nervos me deixa articular duas frases.

Este blogue é uma chafarica. Este blogue não tem pretensão de ser um blogue à séria. É para vir aqui mandar filetes e dizer o que me dá na real gana. Juro. Também por isso - e não só - optei por manter o anonimato. E ainda assim, há dias em que me apetece dizer coisas bem piores. Assim tipo... partir a loiça toda. E são esses os mesmos dias em que me arrependo de ter divulgado a minha identidade àqueles que, quando abri o estaminé, designei como "Embaixadores do Caco" e obriguei a jurar que nunca revelariam a autora desta coisa, ainda que sujeitos a torturas severas.

Não me arrependo, meus queridos, mas às vezes encolho-me só por vossa causa. Só porque não vos quero desiludir. Só para não me virem dizer que "estou a esticar a corda", como já aconteceu. E sim, de facto estava.

Este blogue tem tudo aquilo que um blogue não deve ter. Aposto que se fosse ao curso de bloggers do Arrumadinho, saía de lá do tamanho de um rato, com tanta asneira que por aqui tenho. E sei que tenho. Mas não quero saber. Começa pelo ar fofinho e cutxi-cutxi que não tem nada a ver com o que aqui se passa. Depois é o raio do nome que não me vinha nada de jeito à cabeça e escolhi este pelas razões de que já falei aqui e que, por sua vez, também ninguém sabe o que quer dizer.

Não contente, ainda há mais esta: aquelas pessoas a quem falei sobre isto no início e cuja reacção foi: "Ai sim? Tens um blogue? Que giro! Mas é sobre o quê?".

Foda-se, não é sobre nada. Mas desde quando é que um blogue tem de ser de alguma coisa?!? Pois... perguntem ao Arrumadinho que ele explica-vos. Um blogue tem sempre de ser sobre alguma coisa. Regra básica.  Não se pode andar aqui a falar de alhos e amanhã de bugalhos. Pois este é assim. Todo torto e mal amanhado. Aliás, aposto que dava um case study jeitoso lá no tal curso para exemplificar o método "Deita abaixo e faz tudo outra vez que isto não tem por onde se lhe pegue".

Há um dia em que penso: ai, que vou falar aqui de uma coisa fofinha que eu sei lá, mas depois chega o dia seguinte e apetece-me mandar umas caralhadas sem jeito nenhum. Não faz mal. E sim, Pés, acertaste. Sou do norte. Lá não faz mal, por isso aqui também não deve fazer mossa...

E pronto. Depois há um dia em que estou no trabalho e uma colega manda-me um link pelo skype a dizer: "Vê lá isto". E foda-se, outra vez. Dou com um elogio destes que quase me manda abaixo da cadeira. E é nestas alturas que penso: Xiiiii.... às tantas há aqui mais de dez pessoas a lerem-me.... Xiii... se calhar, devia tentar fazer disto uma coisa em condições que não me envergonhasse... corrigir estas merdas que faço todas ao contrário. Começar de novo. Agora em bom.

Mas logo a seguir penso: Para quê? A bem da verdade, quero continuar assim. Aqui no meu canto, torto e mal amanhado. A fazer asneiras e a mandar filetes de tudo e de nada. Com pouco ou nenhum interesse. E caralhadas também.

Obrigada, Pés no Sofá. You made my day!

segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

Só para dizer...


... que esta semana vou estar com este senhor.

Raio de trabalho o meu... Ninguém merece.





Percebemos que...


... chegou a hora de repensar os conteúdos que partilhamos no blogue, quando descobrimos que há gente que vem cá parar por pesquisas como estas.
 
Eu já sabia que por aqui se encontram coisas e cenas, mas confesso não estava assim tão consciente do quanto gosto de mostrar o rabo...

sexta-feira, 28 de novembro de 2014

Aquele momento...



... em que estamos ao telefone com o cliente e só nos ocorre chamar a isto "gráfico de queijos".

Hugo, não te quero criar falsas expectativas...

 
... mas, a avaliar pelo sorriso dela, se fosse a ti, estava confiante.
 
Podes baixar as calças.

Wish list.


Só comecei a achar graça a ténis há catorze anos. Sei que foi exactamente à catorze porque, na altura, vivia em Paris e estavam muito na moda, em especial os New Balance que ainda hoje amo de paixão.
 
Mas a minha panca mais recente são estes  Adidas Stan Smith que acho um charme daqueles que não se aguenta.
 
Bem sei que isto não é um blogue de moda, mas confiram só estes looks e depois digam lá se não tenho razão:
 
 
 
 
 
 
 
 
Se és homem e achas que este post não tem rigorosamente interesse nenhum, então fica a saber que falo de um clássico incontornável que também fica bem em vocês, embora, à partida, me pareça que o vosso modelo preferido seja mais este...

 
Não têm que agradecer.

Quero um destes.


Mas que não toque.

(...)

Ou então que toque assim. Às três da tarde.

quinta-feira, 27 de novembro de 2014

Não sou a Supermulher. Mas só por um triz.

 

Esta manhã ouvi o despertador e adormeci logo a seguir. Mais uma noite de tourada (não da que estão a pensar) a dormir por turnos, entre duas camas e um sofá.

Arranjei-me em onze minutos e meio. Nunca pensei ser possível. Deu para tomar duche (com o gel de banho de Baby Caco porque o meu acabou e era o que estava mais à mão. Não faz tanta espuma, é certo, mas quantos de vocês se podem orgulhar de passar o dia a cheirar a rabinho de bebé acabadinho de lavar?), escolher a roupa, vestir-me, maquilhar-me (esta parte é fácil, até ver, ainda não tenho de vir trabalhar com eyeliner e pestanas postiças) e ainda deixar instruções com a ama.

Ok, saí com uma meia de cada cor e sem cinto nas calças mas isso só eu é que sei.

Este episódio fez-me pensar que às vezes somos confrontados com situações na vida que julgamos não conseguir ultrapassar e depois, vai-se a ver, até somos e com resultados surpreendentes.

Tal como ontem à noite. Estava a fazer um caril de peixe e estranhei o molho ficar mais escuro do que o habitual. Pensei: "Quem te manda experimentar coisas novas sem saber o que estás a fazer? De certeza que este é aquele caril que compraste na loja indiana que abriu o mês passado ao pé do escritório... O mesmo de onde trouxeste aquelas sementes de cebola só porque experimentaste em Estocolmo num restaurante biológico e achaste que era giro e que, depois do resultado que deu naquele sábado à noite em que acordaste nua no largo do coreto*, ninguém te tira da ideia que tinham efeitos alucinogénios...".

Foi-se a ver e afinal não era. Olhei para a banca e vejo, ao lado do fogão, um frasco de canela ainda com a tampa aberta. Fiz de conta que não reparei, escondi-o, juntei umas colheres de caril, mexi, e, no final, disfarçou lindamente. Até Baby Caco comeu e nem se queixou.

E não, seus invejosos, isto não tem qualquer relação com o facto dele ainda não saber falar.

* Atenção: esta parte foi ficcionada. Miss Caco nunca acordou nua junto a num coreto. A minha vida não é assim tão interessante. Mas... esperem... acordei uma vez vestida num... bom, esqueçam. Deixo isso para outro post.

quarta-feira, 26 de novembro de 2014

Olha... o Cocas reagiu.


Pergunta ao Cocas se deixa.

Até podia ser, mas não era o caso.

 
 
Entrei no autocarro esbaforida. Sentei-me no primeiro sítio que encontrei. Normalmente tenho sempre o lugar livre ao lado, mas desta vez, com a pressa, escolhi o primeiro que me apareceu à frente. 
 
Tirei os auriculares da carteira, sintonizei a rádio que costumo ouvir e fiquei ali a correr o mural do facebook para ver quem foi preso hoje. De repente, apercebo-me que a perna do homem sentado ao meu lado, começou discretamente a escostar-se na minha. O espaço, de facto, era pouco. Eu tinha a carteira ao colo, o saco com a marmita, o guarda-chuva e pensei que talvez fosse impressão minha. Afastei a perna.
 
Minutos depois, volta a encostar, ao de leve. "Mau, Maria... isto não é da minha cabeça...", pensei. Volto a afastar. Ele volta a encostar devagarinho. Quase em câmara lenta. Olho pelo canto do olho e vejo-o a deslizar a perna como quem não quer a coisa, mas que no fundo até quer.
 
E eu fico a pensar o que faço... Uma pessoa não pode sair de casa um bocado mais arranjada que é isto... Ainda por cima, hoje pus perfume. E agora digo o quê? Mudo de lugar? O autocarro está cheio. Vá-se lá perceber porquê, às quartas tem sido isto...

Se me viro para dizer qualquer coisa, fico com o rosto a cinco centímetros do dele. Se calhar, é arriscado... Percebo que não faço ideia da cara do homem. Apesar de estar ao meu  lado, só lhe vejo as calças de ganga. Até podia ser o Gianecchini que para mim tanto fazia. Quer dizer, se fosse o Gianecchini, certamente teria dado conta...
 
Olha, voltou a encostar. A técnica é sempre a mesma. Vai deslizando devagarinho, até que ... pumba! Já está. Tenho mesmo de dizer alguma coisa....Que tal: "Olha, o teu pai é aviador?". Não... demasiado infantil. Talvez seja melhor: "Olha, não me lembro de ter andado contigo na escola". Sim, assim está bem. Pode ser que perceba. Afasto a perna pela décima vez e respiro fundo. Agora é que é. Ganho coragem e viro o rosto na direcção dele.
 
É nesta altura que percebo que dorme profundamente. 

Percebemos que estamos a precisar de...


... dormir quando acordamos na cama do nosso filho, sem termos qualquer ideia de como é que fomos lá parar, sendo que se olharmos para o tamanho dele, somos forçadas a crer que dificilmente foi por arrasto.
 
E não. Também não vi nenhuma garrafa de vinho aberta nem passei a madrugada numa discoteca foleira a partilhar bebidas com desconhecidos.

Bom dia, queridos diabretes.

terça-feira, 25 de novembro de 2014

Não tenho.


Não tenho motorista. Não tenho advogado. Não tenho um apartamento em Passy (infelizmente, que isto sim, ia dar jeito). Não tenho empréstimos na Caixa Geral de Depósitos. Também não tenho uma mãe rica.
 
Mas tenho um raio de uma música que não me sai da cabeça desde que cometi as infracções desta manhã e que me está a dar para ouvir em repeat. Se isto continuar até às 18h30, por favor internem-me. 

Ponham os auriculares, aumentem o volume e, se estão a trabalhar, façam ar de quem está a terminar o excel que é para entregar amanhã, até ao meio dia.

Já está? Agora say hi! É esta!

Tenho uma confissão a fazer.

 

Os mais atentos sabem, tal como já comentei por aqui, que faço um curto percurso de carro para vir trabalhar. Durante o trajecto passo em seis rotundas que, além de serem redondas como o próprio nome indica, são praticamente todas seguidas. E não, para quem chegou agora, não moro em Viseu.
 
A questão que se coloca é simples: não respeito nenhuma.
 
Como passo todos os dias à mesma hora, não tenho dúvidas que haverá condutores que já me conhecem, mas a pensar nesses - não quero que lhes falte nada - ponho a música aos berros e começo a falar inglês para fazer de conta que não sou de cá.
 
O que se passa é que, depois do que aconteceu ontem à noite, receio não conseguir manter-me impune por muito mais tempo. Vai daí, esta manhã decidi que a partir de hoje vai ser diferente. Começo já logo, ao fim do dia quando for para casa. Vou-me portar bem e sigo direitinho pela fila certa, tal como fazem todos os outros.
 
Falo daquela fila comprida que fica ali no pára-arranca, onde só se perde tempo e em que nem sequer dá para distrair a olhar para o carro ao lado porque, ao lado, é precisamente onde está a tal faixa onde os carros passam sempre a abrir e a chegar ao destino bem mais depressa do que nós, como que a dizer: "És mesmo palhaço".
 
(...)
 
Vendo bem, para ganhar convicção e esta decisão parecer ainda mais determinada, vou fazer como com as dietas. Começo amanhã. Ou não... esperem. Já sei! Faço ainda melhor.
 
Meto no topo da lista das resoluções para 2015.

segunda-feira, 24 de novembro de 2014

Isto com um tapete da Viterbo e umas almofadas de veludo da Gaggio ia lá.


Um espaço clean e minimalista, com linhas rectas, lavabos em aço escovado e cama design by Philippe Starck.
 
Vendo bem, a PSP de Moscavide não fica assim tão atrás do 16°arrondissement...

Das conversas imbecis.

 
Domingo, 19h30. Música aos berros, Baby Caco idem. Tocam à campainha.
 
Olho pelo óculo da porta e vejo o vizinho do 2º direito."Foda-se. Exagerei no volume. Já me vai dar cabo da cabeça. Vou dizer que estava a tomar banho e que foi o bebé que se atirou às colunas", pensei. Espera, ainda estou de pijama. Não posso dizer que estava a tomar banho e depois aparecer à porta de pijama.... Se calhar, posso. As probabilidades de vir a ter uma relação especial com ele são iguais às do George Clooney me telefonar para irmos comer uns croissants ao Careca.
 
Ok, vou de pijama, que se lixe. Espera... mas este é daqueles com bonequinhos. Ok, tudo controlado. A resposta do parágrafo anterior também é válida para esta situação.
 
- Boa tarde. Desculpe vizinha.... a minha mulher deixou cair a esfregona no seu terraço...
- Ok, não se preocupe, eu vou buscar (foda-se... outra vez???!? Ainda no mês passado fez a mesma merda... é o que dá andar a atirar o lixo pela varanda...). 
 
(Trago a esfregona a pingar dentro de um saco do Continente enquanto deixo um rasto pela cozinha fora, à custa das pantufas que acabei de encharcar).
 
- Muito obrigada.
- Ora essa, não custa nada! (se esta merda volta a acontecer juro que ta levo lá cima só para a esfregar no nariz da tua mulher). 
- Olhe, já agora... ontem à tardinha não tinha uns mosquitos pretos pequeninos em casa?
- Não.... mosquitos como?
- Assim pretos, pequeninos.
- Pequeninos? Não... Vi foi duas melgas... até estranhei nesta altura do ano... 
- Não... estes são pequeninos. Muito pequeninos e não têm asas.
- Assim tipo aqueles da fruta?
- Não, mais pequenos.
- E fazem barulho?
- Não, nem se ouvem...

(então se não se ouvem e são pequeninos, porque raio é que me estás a foder a cabeça, logo agora que estava a curtir esta música?!?).
 
- São pequenos, mas incomodam. Eh pá, tinha a casa cheia disso... Queria saber se também teve esse problema.
- Não, por aqui só duas melgas (sem contar consigo).
- Ok, obrigada e desculpe.
 
Despedimo-nos e fechei a porta. "Raio de conversa imbecil", pensei. Mas logo a seguir lembrei-me que este é o mesmo vizinho com quem estive no inverno passado nas escadas do prédio a discutir os problemas da rega do jardim para, quase hora e meia depois, chegarmos à conclusão que a culpa era da relva. "Da relva?", perguntei eu. Ao que ele respondeu: "Sim, é comichenta".
 
E eu fiquei ali torcida, a arroxear e a olhar fixamente para um ponto em concreto (só para me concentrar), morta por me atirar ao chão e rebentar a rir à gargalhada. Daquelas que, apesar de não terem asas nem serem pretas, são grandes e fazem muito barulho. 

sexta-feira, 21 de novembro de 2014

Vai uma aposta?


Não dou cinco minutos para o Carrilho levantar um processo à Mattel por não ter lançado um Ken igual a ele.