sexta-feira, 7 de novembro de 2014

Diálogo à janela.

 
- Baby Caco, o que estás a fazer?
- Xiiiuuu, mamã!!! Vamos partir numa missão secreta...
- Que missão?!?
- Descobrir porque é que os russos andam aqui a bisbilhotar...

quinta-feira, 6 de novembro de 2014

Mortinha...

 
... por chegar a casa e ver a cara de Baby Caco quando lhe enfiar isto nos pés!
 
P.S. - Este post devia chamar-se "As Maravilhas da Maternidade" (foi preciso chegar aos 40 anos para atingir este grau de entusiasmo com umas pantufas. A última vez que me lembro de sentir algo semelhante estava a entrar num avião para a Gronelândia. Calha bem porque, de acordo com a minha agenda, a próxima viagem que tenho marcada é à Trafaria... de cacilheiro).   

Sim, eu sei. Anda meio mundo a falar disto.


Sim, é verdade, eu sei que anda meio mundo contente com a chegada do PETZI e a outra metade a bater palmas. E eu faço orgulhosamente parte da metade que ficou não só contente, mas que levou também com um estaladão de nostalgia em cima, do qual ainda estou a tentar recuperar.
 
O PETZI era daquelas personagens da minha infância que esteve escondido, provavelmente nos últimos 30 anos, num recanto esconso qualquer do meu cérebro, daqueles que estão carregadinhos de teias de aranha, e, de repente, como que por golpe de magia, me aparece à frente a fazer recordar as férias de Verão que pareciam não acabar nunca, os jogos de escondidas no pátio do prédio, o genérico da Casa da Pradaria ou as manhãs enroscada no sofá da sala, a chorar copiosamente enquanto via o Marco a correr atrás da mãe, embalada ao som da voz do Vasco Granja ou do raio da música das baleias do Roberto Carlos que a minha mãe insistia em ouvir.
 
E sim, estão todos - sem excepção -, proibidos de vir aqui lembrar em que década é que o PETZI esteve por cá.  
 
Agora tragam-me lenços que vou ali chorar e já venho. E não é por causa do Marco.

Anotem na agenda.

 
5 de novembro, 23h20 - Miss Caco declara aberta a época de dormir com meias. 

quarta-feira, 5 de novembro de 2014

Hei, tu aí!!


... que estás a preparar-te para cravar o próximo amigo que for a Nova Iorque fazer compras de Natal para te trazer M&M´s de manteiga de amendoim*, por favor, tira daí o sentido.
 
Não só porque ele não merece - e precisa de espaço para enfiar as traquitanas que vai comprar nos outlets como se não houvesse amanhã -, mas sobretudo porque certamente serás dos poucos que ainda não sabe da existência desta loja onde se encontra tudo quanto são americanices, tais como:
 
 
Mini marshmallows para enfiar dentro do chocolate quente até enjoar. 
 
 
M& M´s de framboesa.

 
Cá estão eles* na versão XXL (1,5 kg pela módica quantia de 19,99 €)
 
... também disponíveis na versão Oreo.

Isto aqui em baixo - que bem sei não se tratar de uma "americanice"- , mas houve tempos em que corri meio mundo à procura de cenas com arando e aqui encontram-se às toneladas:

 
... além de muitos mais produtos para a engorda como enlatados, bebidas, chocolates, refrigerantes, e até detergentes. Tudo com rótulos que não vemos por cá e muitas calorias à mistura como se quer.

Por último, já que falamos em M&M´s, parece-me bem terminar este post com uma recordação da minha mais recente visita à loja da cidade que nunca dorme. Aliás, característica que temos em comum, sobretudo desde que Baby Caco nasceu.

 
Nota aos leitores que não vivem em Lisboa e também aos que não querem levantar o rabo do sofá: Calma, a Liberty American Store também vende online aqui.

Visto no metro.

 
Que me obriguem a responder a três cadernos de encargos e a ler um livro inteirinho do Cláudio Ramos ao som do último CD do Carlos Costa, se este não é dos mupis mais divertidos que vi nos últimos tempos.

terça-feira, 4 de novembro de 2014

E o vencedor para IDEIA DO ANO é...

 
 
Este negócio no universo da criançada que é do mais criativo e surpreendente que vi nos últimos tempos.
 
Chama-se Child´s Own Studio e foi criado por WendyTsao, uma artista plástica que vive em Vancouver, Canadá, e que teve esta ideia em 2007, quando decidiu construir um boneco com base no desenho do seu filho de 4 anos. Parece que o miúdo ficou tão feliz com a surpresa que ela decidiu fazer disto vida.

O resultado são estes bonecos absolutamente geniais e altamente criativos. Por cá, não sei se há alguém a dedicar-se a isto, mas se souberem, é favor chegarem-se à frente com o contacto.
 
Cusquem aqui em baixo aqueles que me parecem mais giros! Não é uma ideia brilhante?

 













segunda-feira, 3 de novembro de 2014

Do asco*

 
Segundo consta, o episódio acima relatado no jornal Expresso, foi protagonizado por uma ex-jornalista, actual assessora de Passos Coelho, que dá pelo nome de Eva Cabral, e passou-se dentro do autocarro que levava uma comitiva de jornalistas, durante a visita oficial do primeiro ministro aos Açores.
 
Sobre o acto em si e o carácter de quem o praticou, pouco mais há a dizer. É repugnante, escandaloso e hediondo.
 
Agora o que eu gostava mesmo de saber é se, tal como a notícia indica, "o episódio gerou um silêncio constrangedor". E é aqui que, a meu ver, pára mesmo tudo. Como é que é possível que isto tenha ocorrido na frente de jornalistas e não tenha havido uma única vivalma que se insurgisse e pusesse esta pingarelha no lugar dela?!?. Como é que alguém ouve isto e fica calado a assobiar para o lado??
 
Honestamente, isto quase me chega a incomodar mais do que a verborreia asquerosa da criatura. Agora, e não menos importante, a questão que se coloca é: "Então, mas isto vai dar em quê?".
 
Miss Caco responde: Em nada. 
 
*asco1
sm (red de ascoroso, por asqueroso) 1 Enjoo, fastio, náusea, nojo, repugnância. 2 Aversão, desprezo, rancor.

sexta-feira, 31 de outubro de 2014

Um doce.


Chocada.


Que notícia tão apropriada para ser veiculada no "Dia dos Horrores"...

Assim, de repente, ocorrem-me mil e uma formas de acabar com estas estatísticas hediondas num instantinho. E sem quaisquer custas judiciais.

quinta-feira, 30 de outubro de 2014

Sobre o dia de hoje.


Eu podia vir aqui deixar sugestões de disfarces de Halloween ou de decorações de Outono DIY, mas hoje assinala-se o Dia Nacional da Prevenção do Cancro da Mama e tal como a equipa da Rádio Comercial fez questão de lembrar a data de forma divertida, eu também achei por bem vir aqui dizer qualquer coisa.

E o que tenho para contar é muito simples. Hoje fui almoçar com uma amiga que passou por esta experiência recentemente, tirou os peitos e felizmente faz parte daquela percentagem de casos de sucesso.

Conto-vos em três linhas o caso dela. Tinha antecedentes na família e por isso era vigiada com regularidade. No entanto, há cerca de 4 anos, falhou uma das consultas de rotina porque estava a planear uma volta ao mundo (sim, leram bem, uma viagem de volta ao mundo que durou algumas semanas) e acabou por se desleixar um pouco com os timings.

Quando, no regresso, marcou a consulta, confirmou-se. Encheu-se de coragem e lutou. Lutou muito. Combateu os enjoos, os vómitos, o cansaço, as náuseas, as dores, com todas as forças que tinha. "Chorava 5 minutos na casa de banho e depois saia de cabeça levantada. Eu tinha de ter forças. Não podia deixar que o meu marido e o meu filho me vissem a ir abaixo", confessou-me durante o almoço.

A Ana é uma mulher de coragem. Acho que não me engano se disser que é a minha amiga mais corajosa. Ainda hoje, quando me lembro do processo por que passou, fico surpreendida com a força e resiliência com que combateu a doença. Vou admirá-la sempre por isso.

E também é  por isso que hoje faço este post. Não só para, à minha maneira, homenagear a sua coragem, mas também para lembrar que devemos estar atentos aos sinais de alerta que podem consultar aqui. Infelizmente não acontece só aos outros.
 
No entretanto, espreitem o "The Scar Project", um trabalho impressionante de David Jay, o fotógrafo de moda responsável pelos retratos de jovens sobreviventes de cancro da mama, todas entre os 18 e os 35 anos.

A mulher do metro.

 
É frequente fazer a viagem de metro com esta mulher que vêem aqui em cima, de vestido azul. Andará pelos 60 e tal anos, é a típica "mãe de família" que imaginamos a fazer compras na mercearia, a preparar o jantar ou a passear os netos. Podia ser minha mãe.
 
Sucede que esta mulher é diferente das outras, isto é, daquilo que esperamos ver nas mulheres da sua idade. Viaja sempre a ouvir música com auriculares, abana a cabeça ao som do ritmo e bate com o pé, alheada dos olhares que a seguem na carruagem. Por vezes, ainda a consigo ouvir a cantarolar baixinho.
 
É evidente que não passa despercebida. Convenhamos que não é usual vermos senhoras a ouvir música em transportes públicos, enquanto baloiçam o corpo descontraidamente. Durante aqueles dez minutos de viagem, fico a observá-la sem ela perceber. Na verdade, não é tarefa difícil porque ela estará algures, a viajar para onde aquelas músicas a levam.
 
Pelos olhares de soslaio, percebe-se que haverá gente que pensa que ela não bate bem da cabeça. Eu cá gosto de a ver. Hoje, vinha de pé, a ouvir música e a ler um livro. Nem por isso deixava de bater o pé. Trazia pulseiras azuis e um colar a combinar. É frequente usar pulseiras. Sempre diferentes, a combinar com as cores dos vestidos. E eu fico ali, a observá-la, enquanto penso que quando tiver aquela idade, também vou querer ter vontade de, todos os dias, escolher uma pulseira a combinar com a cor do vestido.  
  

quarta-feira, 29 de outubro de 2014

É de mim...


... ou a actriz Maria João Pinho (Amélia Queiroz, em "Mar Salgado") é igual à Marisa Liz?!?

terça-feira, 28 de outubro de 2014

Pudera...


... meias até ao joelho não combinam com tensão sexual.

Tão bom que até parece mentira.


Quem lida com clientes, certamente vai achar a mesma graça que eu achei quando esbarrei com isto.

Tão bom que quase nos faz esquecer que ainda é terça-feira. Para rirem até tombar, cusquem o link, mas se os vossos clientes não vos permitirem ter tempo para isso, aqui fica o meu top 10:


E o rabinho lavado com água de malvas?


A tua mulher leva a vida inteira a aturar-te e também diz que o teu salário nunca chega...


Pena que não tivesses achado estúpido o momento em que decidiste contratar-nos.


Eu também queria que tivesses um pouco mais de neurónios.

 
Por favor, reforma-te.


Essa estupidez é mesmo tua, certo?

 
E eu precisava que, entretanto, fosses atropelado por uma carrinha de caixa aberta.

 
Eu queria era que a NASA te enfaixasse e metesse na próxima missão tripulada a Marte. 


Eu preciso de férias que estou fartinha de te aturar.

segunda-feira, 27 de outubro de 2014

Eu sei que é uma merdice.

 
Das coisas mais chatas que tive de fazer desde que Baby Caco nasceu foi levá-lo às vacinas. A angústia que me invade desde o momento em que o acordo, que vai crescendo à medida que o visto e o meto no carro enquanto me esforço para rir e fazer de conta que estamos de malas aviadas a partir para um fim de semana na Eurodisney - para que não suspeite, um segundo que seja, aquilo que o espera -, até à altura em que o tento enganar para a enfermeira fazer o trabalho dela, faz-me sentir uma verdadeira carrasca e está no topo das experiências mais angustiantes que tive de partilhar com ele nestes 21 meses.
 
Sim, eu sei que isto é uma merdice, que este desabafo além de infantil também é ridículo e que devia dar graças a Deus por não ter passado por nada realmente grave, mas o certo é que desde que na última consulta a médica inventou mais uma vacina (estando eu convencida de que a próxima seria só aos 5 anos) e ainda por cima uma tal de anti-meningococo - nome que, convenhamos, não augura nada de bom - tenho andado a engonhar a marcação como o Diabo foge da cruz.
 
Hoje ganhei coragem e marquei para amanhã, às 8h00. São 12h18 e eu já estou aqui com o coração apertado, a pensar porque raio não inventam uma maneira de eu poder levar a vacina por ele. Sim, é uma merdice, eu sei, mas o certo é que é uma merdice suficiente para me fazer sentir um rato de esgoto.
 
E não. Não quero pensar no dia em que me aparecer em casa a chorar porque a namorada o deixou. Só espero que, depois disso, ela tenha o bom senso de emigrar. E para um sítio que, no mínimo, fique um pouco mais longe do que ....Vénus.

sexta-feira, 24 de outubro de 2014

Xiiiii!!!!!

 
E a vontade que eu tenho de ir a correr desenfreadamente, passando por cima de tudo e de todos, para comprar o novo perfume da Cristina Ferreira?!?
 
(...)
 
(...)
 
É... nenhuma.
 
P.S - Sou só eu que acho que nesta foto ela parece estar a dormir em pé, enquanto lhe dizem: "Vá, agora fecha os olhos e tenta, de uma vez por todas, fazer um ar sensual que daqui a pouco é noite e ainda andamos nisto?".

Separados à nascença.


Sobre as vidas dos outros.


Já aqui comentei o quanto gosto de viajar em transportes públicos e passar o tempo a observar, a ver as pessoas que entram e saem, a imaginar as suas vidas, o que fazem, com quem vivem, do que gostam, que segredos guardam com elas. Da minha vida sei eu, mas há dois momentos por dia em que também me perco a imaginar a dos outros.

Cena 1
 
Cerca de 30 anos, sexo masculino, cabelo bastante curto dos lados e um pouco mais comprido em cima, um brinco, óculos de massa preta, casaco preto de couro, sweatshirt com o rato Mickey, calças de ganga pretas usadas, All Star pretos. Pernas cruzadas, telemóvel numa mão enquanto a outra bailava demasiadamente alegre ao som da conversa:
 
Fizeste peixe? Como "qual peixe"?!? Os bifes de atum que deixei a descongelar na bancada...Puseste a roupa a lavar? E detergente? Puseste? Viste se o meu irmão já tinha posto? Às vezes ele põe o detergente lá no recipiente, mas não liga a máquina... Olha que está a acabar... o próximo são vocês a comprar... e papel higiénico? Viste se havia? Acho que também está no fim.. Agora vou para o aeroporto... a ver se a TAP não nos lixa desta vez... Olha, espera... estás na net? Vai lá ver no site da ANA a ver se já chegou... Então não sabes que no site da ANA dá para ver? Metes ANA ponto pt e depois metes o aeroporto de chegada e partida... põe Estocolomo... espera... agora não oiço nada... quê? tou no metro... então pronto... está a horas, ainda vou a tempo. Ãããhhh? Já chegou? Está bem, mas o tempo de aterrar e ir buscar as malas, já eu lá cheguei.. O quê? Não, não oiço nada... Pode estar a aterrar ou já aterrou? Pronto, está bem, não oiço... Olha, não contes comigo para jantar". 
 
Cena 2
 
Sentada no autocarro, tenho à minha frente um homem a mandar sms´s. Só lhe vejo a cabeça, o rosto de perfil e o ecrã do telemóvel. Percebo que está a trocar mensagens enquanto sorri. Aquele sorriso meio aparvalhado de quem está apaixonado ou a fazer alguma. Não resisto e tento ler:
 
Também tenho saudades. Quando o vento chegar até ti sou eu que te levo um beijo para te aconchegar.
 
A mensagem seguiu para uma tal de Ana Baptista. Segundos depois, vejo-o deslizar os dedos pela lista de contactos. Entre a Ana, a Amélia, o Augusto e o Álvaro, estava também alguém chamado Amor.